Review: Lords Of Black – Alchemy of Souls, Pt. I

Por Lucas Santos

O álbum apresenta a poderosa combinação dos vocais assertivos, porém melódicos de Romero e os riffs violentos e solos de guitarra de Hernando. Esses dois são apoiados e impulsionados por uma seção rítmica ambiciosa e enérgica que foca no galope da batida e no groove bem distribuído. No entanto, mesmo com toda essa força e poder do heavy metal, as canções são muito bem embaladas em bastante melodia e harmonia, com refrões cativantes anexados. Essa é uma parte difícil de se sair vitorioso. Algumas bandas passeiam por esses terrenos e acabam errando a mão, e acabam não soando fortes e nem melódicos. Apenas uma mistura estranha dos dois. Aqui, o Lords Of Black, em sua maioria, é muito bem sucedido.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 6/11/2020

Gênero: Power Metal
País: Espanha

Recentemente, a banda espanhola Lords Of Black foi citada em nossa matéria semanal Banda Da Semana. Como bem simplificamos na matéria, Lords of Black é uma banda espanhola de Power Metal formada em Madrid em 2014 pelo guitarrista Tony Hernando e o cantor Ronnie Romero. Completam a formação do quarteto o baterista Jo Nunez e o baixista Daniel Criado. Depois do lançamento do álbum debut homônimo em 2014, a banda recebeu atenção da Frontiers Records logo assim que Ritchie Blackmore anunciou que Romero estaria liderando os vocais na volta do Rainbow, apenas. A banda assinou com a gravadora e lançou dois álbuns de estúdio: II (2016) e Icons Of The New Days (2018).

Lançando o primeiro pedaço do que parece ser uma história de duas partes, Alchemy Of Souls, PT. 1 é um prato cheio do Power Metal/Hard Rock melódico bem característico dos espanhóis. Enquanto o álbum traz uma atmosfera mais sombria, com assuntos que tratam de morte, escuridão e afins, não se sabe ao certo se Alchemy é um disco conceitual, mas por se tratar da parte 1 de sabe-se lá quantas partes, podemos esperar algo que se encaixe e tenha um “final” no futuro. Não vi muita conexão entre as faixas ou letras, portanto, se for mesmo um disco conceitual, ele tem bastante buracos na história.

O álbum apresenta a poderosa combinação dos vocais assertivos, porém melódicos de Romero e os riffs violentos e solos de guitarra de Hernando. Esses dois são apoiados e impulsionados por uma seção rítmica ambiciosa e enérgica que foca no galope da batida e no groove bem distribuido. No entanto, mesmo com toda essa força e poder do heavy metal, as canções são muito bem embaladas em bastante melodia e harmonia, com refrões cativantes anexados. Essa é uma parte difícil de se sair vitorioso. Algumas bandas passeiam por esses terrenos e acabam errando a mão, e acabam não soando fortes e nem melódicos. Apenas uma mistura estranha dos dois. Aqui, o Lords Of Black, em sua maioria, é muito bem sucedido.

Considerando algumas músicas, você encontrará algum hard rock melódico de heavy metal com Into The Black, Disease In Disguise e Dying To Live Again. Fortes linhas de baixo serão ouvidas dentro de Sacrifice e Closer To Your Fall. Shadows Kill Twice apresenta um trabalho de piano suave emparelhado com um solo de guitarra antes de pular em algum power metal melódico clássico (com o piano persistindo por baixo). Há também espaço para o “verdadeiro” heavy power metal em Tides Of Blood, que é implacável em intensidade, onde Romero e Hernando distribuem fúrias musicais. Para finalizar, You Came To Me nos deleita com a voz maravilhosa de Ronnie Romero, explicando um pouco do motivo pelo qual Blackmore o escolheu para ser o frontman do “novo” Rainbow.

Alchemy Of Souls, Pt. 1 é aquele prato cheio poderoso e agradável daquele heavy power metal melódico característico. Apesar de todos os elogios, o álbum sofre sem uma identidade mais forte e certamente não será tão longínquo quanto a banda esperava. Mesmo com a excelente e impecável produção da Frontiers e grande qualidade na musicalidade e composições, o álbum carece de um “algo a mais”. Fica faltando alguma coisa. Algum detalhe falta para que as canções fiquem mais memoráveis, assim como o trabalho.

Alchemy Of Souls, Pt. 1 se aproxima muito do melhor (ainda) trabalho da banda II (2016). Sinto que esse é o caminho mais certo a se seguir e, talvez, se eles ousarem um pouco, sem perder as características, a Parte 2 do projeto possa ser o trabalho definitivo da banda. Mesmo com esses poréns, a primeira parte da alquimia das almas é um ótimo, energético e divertido álbum de metal. Muito bem produzido e com músicos de calibre inquestionáveis.

Nota final: 7/10

4 comentários

  1. boa tarde , estive a visitar o seu blog e gostei muito , parabéns!! gostaria também de convida lo a seguir o meu , uma vez mais os meus parabéns e desejo lhe muito sucesso!

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