Review: Seven Spires – Emerald Seas

Por Lucas Santos

Em suas primeiras faixas ouvimos a vocalista Adrienne Cowan ser mais melodica e suave, nas faixas Ghost Of a Dream e No Words Exchange funciona boa parte como uma narradora do conto com o virtuoso Jack Kosto responsável pela paixão, medo e frustração expressados nas passagens guitarras copiosamente melódicas em seus riff e solos e de violão acústico que preenchem a sonoridade.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 14/02/2020

Seven Spires está na ativa desde 2013. Formada por um grupo de amigos que se conheceram na escola de música, foi tomando forma como os seus arranjos teatrais e cinematográficos. Depois do lançamento do seu primeiro álbum Solveig (2017) a banda oriunda de Massachussetts assinou contrato com a Frontiers e passou o ano de 2019 trabalhando em um novo projeto que tomou forma no começo de 2020. Emerald Seas é um álbum conceitual que é o prequel linear de sua estréia, a banda usa – muito bem – o poder da narração para levar os ouvintes a uma jornada repleta de emoção e repleta de graça poética.

Predominantemente uma banda de metal sinfônico, o quarteto aborda componentes estilísticos pertencentes ao power metal, death melódico e até black metal na grandeza de suas composições e ambientação criadas em Emerald Seas. Em suas primeiras faixas ouvimos a vocalista Adrienne Cowan ser mais melodica e suave, nas faixas Ghost Of a Dream e No Words Exchange funciona boa parte como uma narradora do conto com o virtuoso Jack Kosto responsável pela paixão, medo e frustração expressados nas passagens guitarras copiosamente melódicas em seus riff e solos e de violão acústico que preenchem a sonoridade.

Em Every Chest, Adrienne começa a mostrar a sua versatilidade desempenhando um papel brutal ao cantar guturalmente. A mistura de luz e escuridão faz da vocalista ser a estrela daqui. Sua versatilidade traz uma dimensão incrível ao álbum. As músicas balançando com uma volatilidade penetrante, enquanto ela muda de gritos para cantos que combinam com a atmosfera pretendida de cada música.

Talvez o momento mais notável seja a melodia contagiosamente contagiante do primeiro single do álbum, Succumb, essa é aquela faixa que faz você cantarolar e botar no modo repeat por uma bom tempo – faixa que evidencia o exímio trabalho do baixista Peter Albert de Reyna -. Drowner of Worlds é um perfeito exemplo do uso milimetrico da orquestração. Silvery Moon insere uma aura mais calma, o piano se destaca com a ajuda dos violinos, algo destacado também em Bury You porém de uma forma mais pesada.

É tanto detalhe na aventura por Emerald Seas que fica difícil descrever cada momento. Capturando as pequenas minúcias, as escritas e composições fazem dessa jornada algo épico e único. É anormal achar alguma outra banda que passeie por tantas referencias sem perder a sua qualidade.

Com canções cativantes, versatilidades vocais e intrumentais, Emerald Seas é mais do que apenas um álbum de metal melódico. As muitas camadas e o estilo integrado de arranjos levam a uma imersão que é insubstituível. O Seven Spires realmente capturou o espírito de fantasia e narrativa fantástica em seu trabalho, um que prospera de uma formação em educação musical variada e um alto grau de cuidado dado aos muitos subgêneros dos quais o álbum se baseia (são muitos). Uma viagem mais que obrigatória ao oceano de esmeralda.

Nota final: 9/10

Escrito por Lucas Santos

De Beatles à Tech Death.. nada passa despercebido.

45 comentários

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