Review: Elder – Omens

Por Lucas Santos

Omens continua o estilo de duração da música estendida pela qual a banda é conhecida, mas com muito menos foco. As cinco músicas têm a duração média de onze minutos, e cada uma é o lar de uma série de grandes idéias, principalmente de acordo com a psicodelia do Pink Floyd, mas a soma é menor que suas partes.

Lucas Santos

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Gravadora: Armageddon Label
Data de lançamento: 24/04/2020

Gênero: Rock Progressivo/Stoner Rock
País: Estados Unidos

São três anos desde que Reflections of a Floating World caiu nas graças do público. No entanto, a banda de Boston já estava no seu quarto álbum no momento e chega ao quinto full-lenght com Omens. Elder é não é um daqueles grupos que se favorecem nos ouvidos mais comuns. As longas músicas com extensas passagens instrumentais e diversas viagens abstratas conseguem ser criativas e polivalentes, ao mesmo tempo que criam sentimentos e percepções além das imaginações mundanas.

Omens continua o estilo de duração da música estendida pela qual a banda é conhecida, mas com muito menos foco. As cinco músicas têm a duração média de onze minutos, e cada uma é o lar de uma série de grandes idéias, principalmente de acordo com a psicodelia do Pink Floyd, mas a soma é menor que suas partes. O disco soa mais como uma jam session que realmente precisava ser ajustada antes da gravação.

A criatividade da banda permite que Halcyon, de quase 13 minutos seja cativante e progressivamente excitante. E In Procession, uma viagem somente de ia à lua, com elementos e sonoridades flutuantes que te carregam para lugares pouco explorados. É muito interessante notar o quão densa e complexa é a música do Elder. Infelizmente aqui, uma menor criatividade faz com que a jornada de 55 minutos seja menos interessante do que as que eles já criaram anteriormente. Acredito que os fãs vão se deliciar.

Elder não é uma banda para todos. Mesma sem me conquistar completamente, ainda, a análise descorre muito mais sobre perceber a qualidade na musicalidade e criatividade sonoras, entre mudanças de tons, ritmos e timbres. Omens não é tão impactante quanto Reflections of a Floating World, mas pode ser tão surpreendente quanto.

Nota final: 7/10

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