Review: Marko Hietala – Pyre Of The Black Heart

Por Lucas Santos

Trazendo uma sonoridade mais minimalista e menos pesada, encontramos o baixista abordando temas mais sombrios e enternecedores porém de uma forma mais leve e simples.

Lucas Santos

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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 24/01/2020

Marko Hietala se tornou uma das figuras mais importantes do metal melódico na última década. Membro do Nightwish desde 2002, o baixista/vocalista foi aumentando gradativamente sua importância e cada vez mais contribuindo com Tuomas Holopainen, líder e principal compositor da banda, em suas composições.

Pyre Of The Black Heart é o primeiro álbum solo de Hietala. Trazendo uma sonoridade mais minimalista e menos pesada, encontramos o baixista abordando temas mais sombrios e enternecedores porém de uma forma mais leve e simples. The Voice Of My Father e Dead God’s Son são repletas de instrumentos acústicos, as guitarras distorcidas, que são presentes, tem uma papel mais de apoio do que de destaque. Hietala quase sempre canta em uma voz limpa e em alguns momentos – como na abertura Stones – é ajudado por vozes de coro no fundo.

Bem, vamos colocar desta maneira: o Nightwish é sem dúvida a minha banda principal e, graças à receita dessa direção, não preciso ter essa consciência comercial … O que quero dizer é que quando eu estava pensando neste disco solo, eu fui capaz de fazer qualquer coisa sem limites. Então, se eu tivesse um objetivo, era não ter nenhum tipo de limite, mas preparar um disco solo imprevisível, espontâneo, aventureiro, feroz e íntimo. E agora, quando ouço o álbum final sozinho, posso dizer com a mão no coração que eu – ou melhor, nós – o arrancamos … O disco é uma montanha-russa musical muito diversificada que leva os ouvintes ansiosos um mundo de emoções fortes e sentimentos profundos

Marko Hietala em entrevista ao site da Nuclear Blast

Star, Sand and Shadow tem uma abertura à la Stranger Things e um riff poderoso com uma ambientação mais sombria e dark. É um dos pontos altos do álbum. Runner of the Railways tem influências do folk é um refrão interessante. I Dream é linda e tocante – talvez exageradamente grande e Truth Shall Set You Free fecha o disco mostrando que essa abordagem mais calma, acústica e dramática é o tom do álbum,

Após um tempo começamos aperceber um certo padrão nas 10 faixas do disco. Arrisco a dizer que se pudesse explica o que é Pyre Of The Black Heart diria que é; um Nightwish sem vocais femininos e com menos elementos de metal. Talvez não seja essa a perfeita definição, mas a real é que Hietala consegue cativar e agradar na sua estreia como músico solo.

Há certamente diversos outros trabalhos que se assemelham a Pyre Of The Black Heart, porém, Marko Hietala manteve-se fiel a sua proposta e as músicas, apesar de algumas serem muito parecidas com as outras, contentam o ouvinte. Um álbum interessante para aqueles que curtem a banda finlandesa e uma boa pedida para quem tem interesse em um som não tão excessivo como é o metal melódico ás vezes.

Nota final: 7/10

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