Review: British Lion – The Burning

Por Lucas Santos

A verdade é que não há muito a se falar do The Burning. É notável uma leve melhora se comparado com o primeiro álbum, porém, a banda ainda soa genérica e sem inspiração.

Lucas Santos

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Gravadora: Parlophone Records
Data de lançamento: 17/1/2020

Steve Harris dispensa apresentações. Baixista e principal compositor de uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempo, o Iron Maiden, Harris tem desde 2012 um projeto paralelo; o British Lion. A principal razão para a formação da banda foi a vontade, várias vezes demonstrada pelo baixista, de voltar a tocar em bares, pubs e casa de shows menores – tomando nota que desde muito tempo as turnês do Iron Maiden, além de serem imensas e extensas, são sempre em estádios ou em locais maiores.

O disco de estreia saiu em 2012, o trabalho homônimo chegou até a despertar o interesse de muitas pessoas na época, muito por se tratar de um novo projeto de Harris, entretanto o disco foi decepcionante e acabou no esquecimento em pouco tempo. Ninguém esperava que a sonoridade fosse lembrar o Maiden, mas as faixas ficaram muito, muito mesmo, aquém da qualidade aguardada pelos ouvintes.

The Burning chega após 8 anos, a sua sonoridade é focada no hard rock de nomes como Wishbone Ash, Thin Lizzy e outros nomes dos anos 70 que influenciaram Harris em sua carreira. Acompanhado pelos guitarristas David Hawkins e Grahame Leslie, o baterista Simon Dawson e o vocalista Richard Taylor, o quinteto entrega outro trabalho fraco e sem entusiasmo. As músicas não convencem em momento nenhum e os clichês são aparentes.

A verdade é que não há muito a se falar do The Burning. É notável uma leve melhora se comparado com o primeiro álbum, porém, a banda ainda soa genérica e sem inspiração. A produção também não os ajuda muito, as guitarras soam sem vida em diversos momentos, a bateria foi muito mal gravada – especialmente o som pedal do bumbo – e incomoda bastante e o baixo de Harris, que é bastante presente, soa distante e pouco poderoso. O grande destaque negativo é Richard Taylor, em momento nenhum ele parece estar encaixado aqui e notamos facilmente o esforço incomum do vocalista para cantar partes simples.

The Burning é esquecível. Vai causar um certo interesse entre os fãs do Maiden e talvez em alguns desavisados no meio do hard rock, mas basta uma audição para perceber que a inspiração e qualidade passaram longe mais uma vez.

Nota final: 3,5/10

4 comentários

  1. Olá. Recentemente, você seguiu o meu blog, só que aquele blog está abandonado há quase 6 anos. Eu estou me dedicando mais a um apenas de análise de discos: disconomicon.wordpress.com Se estiver interessado em ver. Agradeço o follow-up e acho que nós do rock temos que ficar unidos. Vou colocar esse álbum na lista, apesar de não parecer muito bom.

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