Review: Eclipse – Paradigm

Por Lucas Santos

Juntamente com o virtuoso guitarrista Henriksson, a banda desenvolveu um som que é melhor descrito como uma rock pesado moderno, com ganchos maciços, respeitosos com suas raízes, mas sem intenção de trazer momentos retrôs.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontier Records
Data de lançamento: 11/10/2019

Aproximando um marco do vigésimo aniversário como banda, os suecos do Eclipse estão comemorando a ocasião com o lançamento de um novo álbum, este que é o sétimo trabalho de estúdio, intitulado Paradigm. Mantendo o trem no trilho do hard rock melódico com guitarras bem potentes, refrões bem agarrados devido em grande parte à arquitetura do idealizador Erik Mårtensson nas guitarras e nos vocais principais. Além disso, o membro fundador Magnus Henriksson volta a imbuir o álbum com sessões de metálicas empolgantes. A seção rítmica está completa nas mãos competentes do baixista Magnus Ulfstedt (que já saiu da banda, mas tocou no álbum) e do baterista Philip Crusner.

Em março de 2019, Erik, o compositor principal do grupo, foi eleito um dos 10 melhores compositores do mundo pela renomada revista japonesa de metal Burrn! Nos anos seguintes ao lançamento do álbum de Bleed & Scream (2012), o Eclipse se tornou uma das bandas de hard rock melódico mais prolíficas da Suécia. Juntamente com o virtuoso guitarrista Henriksson, a banda desenvolveu um som que é melhor descrito como uma rock pesado moderno, com ganchos maciços, respeitosos com suas raízes, mas sem intenção de trazer momentos retrôs.

Paradigm joga em uma zona de conforto. A banda usa os mesmos artifícios que os fizeram reconhecidos dentro do gênero, porém temos uma sensação maior de grandiosidade e epicidade. As partes melódicas são muito melódicas, os refrãos são volumosos com a ajuda dos coros e as conversas amistosas da bateria com batidas simples mas bem dinâmicas com o baixo que passeia pelas linhas sem muitas sinuosidades são abordagens um pouco diferentes dos trabalhos anteriores do Eclipse. Porém todas essas novidades (não tão novas) não fazem com que eles percam essencialmente o seu som original. As vezes temos sensações de escutar faixas que poderiam facilmente estar em qualquer outro álbum anterior, mas as faixas que se carregam todas as características citadas anteriormente são as que mais se destacam; When the Winter Ends, Blood Wants Blood e The Masquerade são a linha de frente que definem muito bem a sonoridade do álbum.

Essas individualidades apresentadas aqui são importantes para destinguir a banda de outras que trazem um som relativamente parecido como por exemplo um dos melhores atos dessa atual cena europeia, o Crazzy Lixx.

Paradigm sem dúvidas vai agradar quem já vinha seguido o Eclipse. Aos amantes de um ótimo hard rock melódico com guitarras bem presentes e excelente performance vocal, uma pedida mais que obrigatória. Não tendo um vasto conhecimento dos trabalhos anteriores é difícil afirmar se esse é o melhor trabalho deles, mas afirmo sem medo que esse é um dos melhores trabalhos de hard rock do ano.

Nota final: 9/10

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