Review: Wayward Sons – The Truth Ain’t What It Used To Be

Por Lucas Santos

A música; hard rock despretencioso, com influências retrô focado nas conversas de guitarras ganchudas e solos extravagentes com batidas simples e pulsantes, misturado com vitalidade e energia – musical e liricamente.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontier Records
Data de lançamento: 11/10/2019

Wayward Sons, nome influenciado pela clássica música do Kansas – Carry On Wayward Son, é uma banda britânica formada por Toby Jepson (Vocais/Guitarra), Sam Wood (Guitarra), Nic Wastell (Baixo), Dave Kemp (Teclados) e Phil Martini (Bateria). A música; hard rock despretencioso, com influências retrô focado nas conversas de guitarras ganchudas e solos extravagentes com batidas simples e pulsantes, misturado com vitalidade e energia – musical e liricamente.

O álbum de estréia Ghosts Of Yet To Come (2017) foi um ponto de partida aclamado pela crítica para a banda. O próximo ato vê a banda realmente aprimorarando o seu ofício. O novo trabalho foi novamente produzido pelo grupo. O novo LP poderia ser chamado de um registro conceitual, pois há um fio narrativo que liga as doze faixas, mas o cantor/guitarrista e compositor Toby Jepson, cérebro da banda, prefere chamar o registro de ‘protesto’ e descreve os novos materiais como ‘políticos’, mas não do tipo que procura levar a mensagem para casa, mas um reflexo de sua opinião sobre onde estamos e o mundo. Jepson admira e atrai a influência de contadores de histórias como Elvis Costello, David Bowie e Queen.

A audição agradável se deve ao fato de haver muito groove, riffs interessantes e letras inteligentes. Toby não é um exímio cantor mas passa toda a segurança necessária, assim como o resto de seus parceiros. Músicas como Any Other Way, Punchline e Feel Good Hit trazem um perfeito balanço das características do final dos anos 70 com abordagens modernas e mais expressivas. Além de trazer uma belíssima balada Fade Away e uma semi balada bluesística Little White Lies que acrescentam demais a audição completa.

Às vezes temos dificuldades de distinguir as faixas com o passar do tempo, trazendo uma sensação de repetição e preenchimento desnecessário. Com poucas audições acabamos escolhendo quais faixas realmente queremos escutar, e pular algumas no meio do processo se torna importante para alcançar o final.

O seu álbum de estréia os fez apoiar artistas como Inglorious, UFO e Steel Panther, além de várias apresentações em festivais. A banda já tem uma lista impressionante de futuros apoios (Living Colour e Black Star Riders) em toda a Europa, bem como várias datas de grandes festivais europeus confirmadas, e The Truth Ain’t What It Used To Be é mais um passo importante na recente carreira dos ingleses que estão indo ladeira acima.

Nota final: 7,5/10

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