Review: The New Roses – Nothing But Wild

Por Lucas Santos

Com uma produção bem encorpada, guitarras volumosas e um som bem nítido, eles entregam o mais excelente produto que o Hard Rock moderno pode oferecer.

Lucas Santos

Confira mais Hard Rock:
Hardline – Life
Exxocet – Mighty Jungle
LA Guns – The Devil You Know
The Brink – Nowhere To Run
Pretty Wild -Interstate 13

Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 2/08/2019

The New Roses foi fundado em 2007 pelo cantor Timmy Rough e pelo baterista Urban Berz após passarem por algumas mudanças no nome, assumiram oficialmente a alcunha de The New Roses em 2012. A banda foi concluída no mesmo ano com Stefan Kassner (baixo) e Dizzy Presley (guitarra).

Com uma proposta simples – hard rock ganchudo com refrões pegajosos, guiados por guitarras de regulagens robustas com influências dos anos 80 adicionando uma roupagem mais moderna ao som, algo que Crazy Lixx, Pretty Wild, Exxocet e até o Whitesnake fizeram este ano – os alemães de Wiesbaden foram construindo um certo destaque dentro do gênero com os seus três álbuns, e tem mais uma chance de aumentar e continuar a sua crescente com o novo trabalho: Nothing But Wild

Com uma produção bem encorpada, guitarras volumosas e um som bem nítido, eles entregam o mais excelente produto que o Hard Rock moderno pode oferecer. Timmy não é um exímio vocalista, mas ele toma conta de boa parte do álbum por sua entrega e pelo timbre peculiar.

A faixa de abertura Soundtrack of My Life seguida de Can’t Stop Rock NRoll brilham com agressão e atitude, nos levando de volta ao som dos anos 80 com um lado mais pop do hard rock. Down By The River não é uma faixa das mais pesadas, mas é simples e tem um refrão bem pegajoso. Com a primeira parte bem animada e divertida, as coisas começam a ocilar em Heartache: uma música bem mediana, não particularmente ofensiva nem memorável. The Bullet é a primeira tentativa de balada no álbum, porém é muito estereotipada e nem um pouco convincente.

As coisas voltam a ficar animadas com Unknown Territory, uma boa abertura com riffs e solos de guitarra, com ótimas melodias e um refrão pra lá de chiclete. As The Crow Flies tenta desesperadamente vender um verso calmo e fraco dos anos 90 mas não convence e fica devendo. Infelizmente nos vemos em uma desesperada queda ladeira abaixo bem no fim do disco , The Only Thing, o country acústico Meet Me Half Way e Glory Road, são uma mistura de tentativas frustradas de adicionar algo novo mas com características que não pertencem e, claramente, não são o forte deles.

No entanto, como muitas bandas nos dias de hoje, o álbum não tem consistência. Quando o The New Roses acerta a mão, não tem pra ninguém, mas quando escorregam, criam algo bem esquecível. As duas primeiras faixas são muito boas, dignas de qualquer Hard Rock robusto dos anos 80, mas o restante não consegue manter o padrão oferecido no início, intervalando altos e baixos em todo o percurso. Quando eles tentam algo mais country-rock então, as coisas não funcionam. A solução rápida seria encurtar o produto final, caindo de 13 para 10, seria um álbum mais fácil de diregir sem pular nada no meio do caminho. Nothing But Wild não atinge completamente o seu potencial, mas podemos apanhar ótimos momentos… em passos pequenos, eles vão chegar lá.

Nota final: 6,5/10

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