Review: The Brink – Nowhere To Run

Por Lucas Santos

Alimentados por influências estelares dos ano 80 e tecendo harmonias delicadas, tanto vocais quanto instrumentais, junto com hard riffs de rock, eles criaram um novo estilo próprio, atraindo fãs de vários gêneros de rock.

Lucas Santos

Confira mais Hard Rock:
Hardline – Life
Power Crazy – The Treatment
Exxocet – Mighty Jungle
LA Guns – The Devil You Know

Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 17/5/2019

Capa BEM glam rock.

Influenciados por bandas clássicas do passado e do presente, The Brink, Tom Quick (vocal), Alex Bittles (guitarra), Izzy Trixx (guitarra rítmica), Gary Connor (baixo) e Davide Bocci (bateria), realmente traz nova vida e uma nova energia para a cena britânica de hard rock. Alimentados por influências estelares dos ano 80 e tecendo harmonias delicadas, tanto vocais quanto instrumentais, junto com riffs pesados de rock, eles criaram um novo estilo próprio, atraindo fãs de vários gêneros de rock. Nowehere to Run é o seu primeiro trabalho de estúdio. Será que a banda consegue um destaque dentro desse gênero que, apesar de saturado, consegue nos proporcionar grandes momentos, como Power Crazy, novo álbum do The Treatment e o incrível Mighty Jungle, do Exxocet?

A dupla inicial Little Janie e Break These Chains é arrebatadora. Traz todos os elementos essenciais para um hardão de qualidade: riffs sedutores, solos extravagantes, refrões envolventes e vocais altos com muita atitude. Na terceira faixa, Never Again, somos surpreendidos por um som que tende mais para o pop punk dos anos 2000. A nítida sensação que derrepente entramos no meio de um álbum do New Found Glory ou Rise Against é levada até a faixa One Night Only, quando as coisas mudam de figura, mais cadenciadas e com pegada de blues.

O hard rock volta a cena com Said and Done e Fairytale. Quick solta os pulmões com todo poder, ajudado pelo belo trabalho de backing vocals e solos incríveis da guitarra. Tudo termina muito bem com Burn, uma das minhas favoritas, uma espécie de mistura de tudo que o álbum nos proporcionou. O quinteto inglês consegue implementar elementos do pop punk com hard rock, fazendo dela, a faixa mais diferente do álbum. Um belo final.

Após três audições, comecei a me incomodar com o fato do álbum possuir 14 faixas e mais de 50 minutos, algo extenso que poderia ser mais curto devido a queda de qualidade de algumas faixas ao longo do processo. Elas não são ruins, apenas desnecessárias. Apesar do nível baixar, no fim, o resultado é muito satisfatório. O talento dos músicos se sobressai, sendo sólidos e precisos não importa o tipo de estilo escolhido para a música.

O Hard Rock parece viver uma grande fase no ano de 2019. Pelo já citado Power Crazy, pelo novo álbum do Whitesnake e do Hardline, o surpresa que foi Mighty Jungle do Exxocet, e por mais um trabalho estupendo do Crazy Lixx. The Brink não entra, necessariamente, na lista de melhores do gênero. Apesar de ainda não terem definido o seu som 100%, Nowhere To Run é uma estréia sólida, cativante e que vai agradar os fãs do estilo. Tendo mais um motivo para comemorar o grande momento que estão vivendo.

Nota final: 7/10

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