Review: Dragonforce – Extreme Power Metal

Por Cleo Mendes

Na melhor das hipóteses, o Extreme Power Metal é uma demonstração da capacidade de Herman Li e Sam Totman de tocar surpreendentemente rápido, acumulando solos absurdos em todos os momentos.

Cleo Mendes

Confira mais metal:
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Gravadora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 27/09/2019

Apesar de ser uma das figuras mais populares e sem dúvida icônicas do surgimento do milenar power metal, o DragonForce compartilha um relacionamento um tanto estranho com a cena mais ampla. Nascido no crepúsculo do final dos anos 90, misturando as mais antigas aparições estilísticas do metal melódico com a morte e o black metal. Foi uma banda que fez coisas semelhantes às de Gamma Ray, Stratovarius e Hammerfall, eles simplesmente fizeram isso mais rápido e mais sofisticado, alcançando um nicho semelhante ao que a famosa banda Nitro de Michael Angelo Batio, no final dos anos 80, trouxe ao heavy metal dentro de um contexto de power metal.

Com toda a franqueza, o período anterior com o vocalista sul-africano ZP Theart no comando foi geralmente definido pelas longas batalhas solo de guitarra de Herman Li e o compositor-chefe Sam Totman, ao lado de um som cada vez mais peculiar e obcecado por sintetizadores, cortesia do tecladista Vadim Pruzhanov e músicas que raramente chegavam abaixo da marca de seis minutos. Embora eles nunca tenham realmente abandonado esse nicho estilístico exagerado, a entrada do atual vocalista Marc Hudson, coincidindo com o início da década atual, trouxe uma versão mais contida da banda, onde as composições acessíveis compartilham o mesmo pé-de-igualdade. É nesse contexto que o seu oitavo e o quarto nessa nova formação, Extreme Power Metal.

Em contraste com o variado trabalho de 2017, Reaching Into Infinity, este álbum é um pouco mais alinhado com o que mais se espera da marca DragonForce. O que ocorre aqui é um amálgama quase perfeito da pompa medida de The Power Within e as façanhas exageradas de Maximum Overload, mostrando que a banda se apegou em grande parte a algumas dicas ocasionais dos seus bons velhos tempos. Particularmente em Highway To Oblivion e Cosmic Power Of The Infinite Shred Machine, a mistura habitual de melodia e riffs de metal de velocidade violenta encontra Totman e Li à sua disposição. Truques antigos nos solos, aventurando-se perigosamente perto dos bons velhos tempos de Inhuman Rampage.

Na melhor das hipóteses, o Extreme Power Metal é uma demonstração da capacidade de Herman Li e Sam Totman de tocar surpreendentemente rápido, acumulando solos absurdos em todos os momentos. Na pior das hipóteses, esta é uma exibição desesperada de uma banda tentando ouvir seus dias de glória no Guitar Hero de 10 anos atrás. A repetição exagerada de fórmulas já consagadas, e até mesmo ultrapassadas são feitas em uso extremo. É uma viagem divertida, mas sempre vejo o DragonForce como uma banda que parou no tempo e vive de tentar recriar atos antigos e gloriosos.

Nota final: 5/10

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