Review: Dirty Shirley – Dirty Shirley

Por Lucas Santos e Luis Rios

Lynch dispensa apresentações, e Dino, apesar de achar que sua banda Animal Drive seja apenas uma banda “ok”, tem uma potência vocal e um talento gradioso.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 24/01/2020

Desde a sua saída da lendária banda de heavy metal oitentista Dokken, no fim dos anos 90, George Lynch sempre se manteve muito ocupado com diversos outros projetos, The End Machine, KXM e Lynch Mob além de participação em diversos outros. O lendário guitarrista embarca em mais uma de suas aventuras, agora na companhia do jovem vocalistas croata Dino Jelusick – líder do Animal Drive e membro desde 2016 da Trans-Siberian Orchestra – de Trevor Roxx no baixo e Will Hunt (Evanescence) na bateria, para o projeto denominado Dirty Shirley.

Lynch dispensa apresentações, e Dino, apesar de achar que sua banda Animal Drive seja apenas uma banda “ok”, tem uma potência vocal e um talento gradioso. Realmente Dino impressiona aqui, o vocalista consegue nos fazer lembrar de diversos ícones do hard rock. A faixa de abertura Here Comes The King traz riffs pesados de guitarra e uma lembrança presente dos vocais de Coverdale. Dirty Blues, como o nome já diz, muda o estilo mas mantém a pegada, traz vocais que nos remete a Sammy Hagar. Quando a terceira faixa I Disappear inicia, com um ritmo mais cadenciado, temos a certeza de que as coisas boas continuaram a vir e que esse disco é especial.

Os timbres de guitarra impressionam, os riffs são o cargo chefe da sonoridade, mas a mescla entre um som mais moderno e vintage com adição ás vezes de um piano, teclado e violão acústico, com a cozinha fazendo tudo certo e uma produção da Frontiers que sempre se destaca e no comando de Dino Jelusick que a essa altura já provou que é um dos maiores nomes do hard rock atual provam o quão especial é Dirty Shirley.

The Voice of a Soul é o ponto alto do álbum, a faixa de 7 minutos é mais comovente, minimalista em sua sonoridade e cheia de momentos naturalmente singulares. As três últimas faixas do álbum perdem um pouco de força se comparado com o andamente até então, faltou um gancho aqui, uma mudança de andamento ali, mas nada que perca o brilhantismo total.

Dirty Shirley é um tiro certo de George Lynch. Um dos projetos mais empolgantes que surgiram dentro do hard rock nos últimos anos. Não acredito que eles tenham atingido todo o seu potencial, há espaço para mais. E com a fase criativa de Lynch em ótimo momento, espero que esse “mais” seja em breve. Só façam uma capa diferente para o próximo álbum por favor.

Nota final: 8/10

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