Review: Ocean Sleeper – Don’t Leave Me This Way

Por Lucas Santos

O Ocean Sleeper não foge da sonoridade característica do metalcore tradicional, não encontramos aqui nada de novo, o que ouvimos em Don’t Leave Me This Way é um ótimo apanhado de referências de sonoridades…

Lucas Santos

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Gravadora: BMG Rights Management
Data de lançamento: 8/11/2019

O fim do ano nos reservou diversas “estreias”. A da vez é da banda australiana de metalcore Ocean Sleeper que vem em ascensão desde a sua criação em 2016. Eles rapidamente deixaram sua marca no cenário da música pesada australiana. Logo nos primeiros 6 meses, eles já haviam sido selecionados para tocar no prestigiado festival de música alternativa Unify, graças a uma enorme quantidade de suporte on-line.

O seu EP de estreia Six Feet Down alcançou o espetacular 11º lugar nas paradas gerais do Itunes e e manteve a posição número 1 na parada de metal por três semanas seguintes, isso fez com que eles começacem a esgotar shows e abrirem para diversas bandas mais importantes do cenário. Voando para os EUA eles pararam em Portland, Oregon, e com Kris Crummett, a banda começou a reunir para lançar o seu primeiro álbum em 2019, Don’t Leave Me This Way.

O Ocean Sleeper não foge da sonoridade característica do metalcore tradicional, não encontramos aqui nada de novo, o que ouvimos em Don’t Leave Me This Way é um ótimo apanhado de referências de sonoridades como elementos inseridos em WHAT? pelo While She Sleeps perceptíveis logo na faixa inicial Sleep Life Away. O vocalista Karl Spiessl tem uma voz potente e poderosa que chega a impressionar mesmo nesse oceano de milhares de cantores e bandas do gênero elevando ainda mais o feito. Killing Me se direciona para algo mais sofrido e arrastado. As referências estão bem forte em A Day To Remember quando eles buscam refrães mais grudentos e melódicos, cantados pelo guitarrista Ionei Heckenberg.

You’ll Never Know traz sons eletrônicos, mantém o refrão melódico e entrega o breakdown mais pesado de todo o álbum. Out of Sight – Out of Mind talvez seja a faixa que mais representa o que é tudo isso. Os riffs, o peso, os elementos modernos e eletrônicos que temperam a sonoridade e claro o refrão pegajoso. As estruturas das músicas podem em alguns momentos se tornarem muito similares mas a presença do forte vocal, os ganchos muito bem arrumados e os refrães cativantes nos fazem perder esse senso de repetição focando na qualidade sonora das canções.

Minha expectativas para Don’t Leave Me This Way eram mínimas. Claro que tive algumas boas supresas este ano com bandas estreiantes de metalcore principalmente os europeus do Tripsitter e do This Is Not Utopia porém Ocean Sleeper entregou o álbum mais maduro e consistente de todos esses iniciantes. Eles não parecem ter apenas 3 anos de vida e mostram o porque do sucesso repentino em um gênero que volto a dizer é tão saturado hoje em dia. A Oceania bateu os europeus por agora e o quarteto de Victória tem um forte e especial futuro em suas mãos.

Nota final: 8,5/10

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