Review: Highly Suspect – MCID

Por Lucas Santos

Essa abordagem em si não é de todo lado ruim, tenho total respeito e admiração pela direção que Stevens tentou direcionar o Highly Suspect, porém o que temos MCID é uma mistura de ideias que não se conectam, trazendo um verdadeiro caos sonoro.

Lucas Santos

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Gravadora: 300 Entertainment
Data de lançamento: 1/11/2019

Depois de quase 3 anos anos, eu começo, levemente, a considerar The Boy Who Died Wolf um masterpiece e um dos maiores atos do rock alternativo dessa década. O álbum de sucedeu a estréia Mister Asylum (2015) botou o trio de Cape Cod nos nomes indicados ao Grammy e a banda passou a ser um dos principais nomes do cenário recente.

MCID é uma sigla para a frase “My Crew Is Dope“. Ou seja, pode-se dizer que esse álbum foi feito para os fãs? Talvez, mas acredito que até mesmo os fãs de Highly Suspect vão torcer o nariz como o novo trabalho. Aqui claramente vemos que Johnny Stevens, vocalista e principal compositor, quis levar a banda à uma direção diferente, querendo expandir a sua sonoridade e tentando alcançar públicos distintos. Essa abordagem em si não é de todo lado ruim, tenho total respeito e admiração pela direção que Stevens tentou direcionar o Highly Suspect, porém o que temos MCID é uma mistura de ideias que não se conectam, trazendo um verdadeiro caos sonoro.

“Não é que eu não goste de rock – eu simplesmente não aguento tanto o som do rock mainstream. E então, se formos mainstream, já que isso parece ser o que está acontecendo naturalmente, eu prefiro as rédeas e começar a tentar criar novos sons. Há muito bom rock por aí, mas sou artista e meu trabalho diário é música.

 Johnny Stevens, em entrevista a Loudersound

MCID tem quase uma hora e 16 faixas, e a sensação é de que nenhuma delas tem alguma conexão ou relação com alguma ideia de diferente comportamento. As adições das partes do Hip Hop, sintetizadores, guitarras acústicas e até de convidados; Young Thug, Tee Grizzley, Joe Duplantier – só deixam tudo mais confuso, sem coesão e dão a sensação de que a banda ficou perdida dentro de milhões de possibilidades.

O grande problema é que a música não mantém as ideias. Nenhuma das faixas tem o poder necessário de te prendem ou até mesmo de chamar a atenção, até mesmo 16 e Upperdrugs, que não são ruins, não tem esse poder. São bons conceitos executados pessimamente.

Não dever ser o pior, mas certamente MCID foi um dos álbuns mais decepcionantes que escutei esse ano. Com tudo o que já foi dito, é um desperdício uma banda tão talentosa entregar um material tão fraco como esse. Não queremos um The Boy Who Died Wolf denovo, mas, para citar novamente o álbum, com o direção que eles estavam seguindo depois do lançamento do mesmo, esperava-se uma onda completamente diferente aqui. Talvez toda grande banda de rock tem que ter um St. Anger em seu catálogo.

Nota final: 4/10

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