Review: H.E.A.T – Force Majeure

A rica mistura de AOR, glam metal e hard rock com grandes riffs, solos chamativos e grandes refrões está presente mais uma vez, com um toque vocal diferente mas bem sutil de Kenny, assim como a grandiosa produção sempre explícita em seus trabalhos.

Lucas Santos

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Gravadora: earMusic
Data de lançamento: 5/08/2022

Gênero: Hard Rock
País:
Suécia


Apenas dois anos se passaram desde o último e grandioso lançamento do H.E.A.T, H.E.A.T II. Porém algumas mudanças essenciais aconteceram com a banda nesse meio tempo. A saída do vocalista Erik Grönwall e sua recém chegada ao Skid Row fez com que a banda trouxesse de volta Kenny Leckremo, vocalista que fez parte da formação original do grupo sueco em meados de 2007 e que estava fora desde 2010.

Em meio à impactantes trocas, o H.E.A.T está de volta com o novo álbum Force Majeure. Este é o sétimo disco da banda que, muitas vezes (até por mim), é colocada como o grande nome do hard rock moderno, e também linha de frente da nova onda do glam metal sueco. A rica mistura de AOR, glam metal e hard rock com grandes riffs, solos chamativos e grandes refrões está presente mais uma vez, com um toque vocal diferente mas bem sutil de Kenny, assim como a grandiosa produção sempre explícita em seus trabalhos.

A primeira faixa Back To The Rhythm é a perfeita faixa de hard rock para se abrir um álbum. Rápida, energética e excitante, junta de Nationwide, sua sequência, formam uma dupla de entrada quase que imbatível. O último single Hollywood é um outro destaque. Mesmo que eu me pergunte o porque um monte de suecos estão cantando sobre um lugar nos Estados Unidos, ela é aquela fatia brega do glam dos anos oitenta com um solo extravagante e um gancho de encher estádios.

Kenny tem seus momentos de brilho. Mesmo tendo uma preferência pessoal por Erik, eu gosto muito do seu encaixe com a banda e no álbum. Achei que seus momentos de brilho ficam por parte de faixas com ritmos mais lentos e mais focadas no groove como Harder To Breather e Tainted Blood. É interessante entender e apreciar Kenny à frente do quinteto em sua “nova fase”. Me faz relembrar o porque ainda acho o debut da banda – com ele nos vocais -, lançado em 2008, ainda ser o meu trabalho favorito da banda até hoje.

O grande, ou pequeno, problema de Force Majeure é o constante sentimento do H.E.A.T ter entrado em um espaço comum em sua sonoridade. Além do já citado começo arrasador, poucas passagens no álbum me trouxeram um sentimento mais animador ou até mesmo de choque como tive na primeira audição. Mesmo com algumas tentativas, achei, principalmente, o meio pro fim do trabalho muito menos empolgante.

Kenny de volta. H.E.A.T no topo. Mesmo com um trabalho mediano, a banda mostra todos os elementos do porque ainda ser o nome do hard rock sueco, europeu e mundial dessa nova geração. Os fãs não vão se decepcionar. E para aqueles adoradores dos anos 80, talvez Force Majeure seja uma porta de entrada para um (novo) mundo cheio de possibilidades.

Nota final: 7/10

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