Review: Saxon – Carpe Diem

Por Lucas Santos e Luis Rios

E é nessa sensação, nessa abordagem um pouco mais pesada que o Saxon adotou no passado recente, que Carpe Diem realmente brilha, combinando um pouco de tudo que a banda já fez em sua carreira.

Luis Rios

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Wilderun – Epigone

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Gravadora: Silver Lining Music
Data de lançamento: 4/02/2022

Gênero: Heavy Metal
País: Inglaterra


Faltando quatro anos para completar 50 anos, um dos maiores nomes do metal mundial, o Saxon, presenteia os seus fãs com mais um álbum de estúdio– o primeiro de material original desde Thunderbolt (2018). Se você é fã de metal, provavelmente conhece a história dos ingleses, e o Saxon certamente passou por muitos altos e baixos em sua carreira. Da rápida ascensão do final dos anos 70 com álbuns seminais como Wheels of Steel e Strong Arm of the Law, às tentativas de sucesso comercial com Innocence is no Excuse, uma divisão em duas bandas de nome semelhante (Saxon e Oliver/Dawson Saxon) e um ressurgimento no final dos anos 2000, esses britânicos definitivamente têm muitas histórias para contar. Para o bem ou para o mal, todas as suas cicatrizes e vitórias são aparentes em Carpe Diem.

Na tenra idade de 71 anos, e agora dezoito meses depois de um ataque cardíaco e cirurgia de bypass triplo, o vocalista Biff Byford ainda pode encantar, sim. Sua voz está um pouco desgastada, mas isso só adiciona uma sensação ainda mais dura que perfeitamente se encaixa no som “moderno”da banda. E é nessa sensação, nessa abordagem um pouco mais pesada que o Saxon adotou no passado recente, que Carpe Diem realmente brilha, combinando um pouco de tudo que a banda já fez em sua carreira.

Não há nada de muito específico a ser dito sobre Carpe Diem musicalmente falando. O que temos aqui é basicamente tudo o que o Saxon já vem fazendo há algum tempo. Distribuindo bons riffs e melodias envolventes, como nas faixas The Pilgrimage e All For One, que pode soar parecida à 2 Minutes To Midnight para alguns ouvidos mais aguçados, é essa pegada que temos ao longo dos 45 minutos de audição. Nada de errado. Alías é impressionante que quase depois de 50 décadas de estrada o Saxon ainda consegue criar músicas desse tipo.

Momentos empolgantes como a introdução Carpe Diem (Seize The Day) e Lady In Gray demonstram um certo salto, em pequenos detalhes, no acabamento que a produção do disco sofreu se comparado ao último lançamento. Ao longo do álbum também tive uma leve impressão que as faixas foram ficando mais redondas e melhores e além das faixas já citadas, a rápida e pulsante faixa de encerramento Living On The Limit é um dos destaques.

Tive a sensação que esse é disco contém um traço mais oitentista, leve e com mais feeling, se comparado com os últimos trabalhos. A percepção mais melódica que tive ao decorrer de quase todas as faixas, até mesmo nas mais pesadas, me trouxe um gosto de mais emoção durante as audições. A melhor forma de descrever ou explicar o álbum seria uma mistura dos seus trabalhos entre as décadas de 80 e 2010.

Carpe Diem é mais um ótimo disco do Saxon. Mantendo as raízes lá do seu começo, ainda com a mesma energia e se agarrando muito na fórmula de sucesso do seus últimos trabalhos Thunderbolt (2018), Battering Ram (2015) e Sacrifice (2013), não existe muita exigência aos quase setentões do heavy metal. Aos fãs, um deleite. Os mais jovens ou marinheiros de primeira viagem é mais uma chance de presenciar a história em tempos modernos. Não sei se agrada, mas para mim, o Saxon pode durar até os anos 3.000.

Nota final: 7/10

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