Review: The Darkness – Motorheart

Por Roani Rock

Os britânicos terminam tentando expandir seu catálogo, mas caindo nas mesmas armadilhas clichês que fizeram o som do The Darkness ser ao mesmo tempo que grandioso, bem caricato. Parece que aquela marca registrada da voz de Justin Hawkins que nos leva a gostar da banda se torna seu principal inimigo para tornar os trabalhos novos mais interessantes. Todavia, esse pode ser o trabalho com o som mais Rock clássico da banda, bem na medida!

Roani Rock

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Gravadora: Cooking Vinyl
Data de Lançamento: 19/11/2021

Gênero: Hard Rock
País: Inglaterra


Easter Is Canceled de 2019 já cantava a pedra que o The Darkness tinha alcançado a melhor formula da banda, foi um disco do nível do primeirão Permission To Land de 2003, seja em termos de composição, das letras ou dos riffs. Mas ele é bem profundo e expansivo nas ideias, ao ponto de ter uma música obscura chamada Deck Chair, talvez o som mais estranho que já compuseram. Justamente por isso e ser um álbum longo – ele tem 14 faixas e gira em torno de um pouco mais de 53 minutos de duração – ficava nebulosa as previsões de como viria o novo trabalho.

Motorheart, como o nome sugere, parece um motor roncando alto em simetria as melodias classudas. Mas seu sétimo LP, não vai mudar a opinião de ninguém sobre as associações da banda ao Spinal Tap, sorte a deles que existe o Steel Panther para equilibrar nessa questão visual e sonora do glam metal. Aqui o The Darkness faz um tributo a variados subgêneros do rock, sem ficar preso ao hard rock, apesar deste não deixar de estar presente em pelo menos 80% do álbum.

O álbum começa num ritmo acelerado com Welcome Tae Glasgae com um som meio celta, ala rock irlandes naipe Thin Lizzy, uma das principais influências dos britânicos que representam a última esperança do glam metal. It’s Love Jim e a faixa título me fazem lembrar do Motorhead principalmente pela temática nonsense que basicamente é sexo improvável com robôs (?) e se divertir em lugres com mulheres bonitas e comida boa. Mas a impressão que dá é que a banda já explorou todas as possibilidades anteriormente, dando certo ou não. É tudo muito divertido, mas provavelmente não é algo que valha a pena revisitar com muita frequência.

O trabalho, que chega por meio da gravadora Cooking Vinyl, é o quinto desde a reunião do grupo em 2011 e o terceiro com o baterista Rufus Tiger Taylor, filho de Roger Taylor (Queen). Se você até aqui sentiu falta das referências ao AC/DC tão comuns nas músicas do Darkness, com The Power and The Glory Of Love seu desejo é atendido. Por sua vez, em Jussy’s Girl temos uma faixa que poderia muito bem ter sido escrita por seus conterrâneos do Def Leppard. Já a balda Sticky Situation, a melhor faixa do álbum, temos o DNA The Darkness, com um pesinho na sonoridade hard do Queen, a música poderia muito bem estar no segundo disco One Way Ticket to hell… And Back de 2005.

O som mais diferente do álbum que emula um pouco de post punk é a faixa Speed Of The Nite Time, que só me fez lembrar de Heat Of The Moment, sucesso da banda Asia de 1982. Provavelmente sonoridade mais diferente que a banda tirou nesses já 18 anos de banda. Em sequência um hard com levada blues rock, meio Aerosmith, pouco usual por eles também, em You Don’t Have Be Crazy About Me… But It Helps. Engraçado que nunca tinha reparado, mas a banda tem muita similaridade a Pat Banatar também só escutar a faixa Eastbound.

Após esse repertório elétrico vem duas baldas que quebram totalmente o ritmo do álbum, a It’s A Love Thang (You Wouldn’t Understand) traz o melhor da voz de Justin e é bem animada por ser semi-acústica e terminar com a banda toda tocando, mas So Long, a faixa final, é um folk rock basicamente com violão e o teclado trazendo uma sonoridade que me parece com a de um acordeom trazendo um ar country. Fecha bem o disco, mas sinceramente esperava mais, só que ao mesmo tempo me questiono: “esperar mais o que?”.

Os britânicos terminam tentando expandir seu catálogo, mas caindo nas mesmas armadilhas clichês que fizeram o som do The Darkness ser ao mesmo tempo que grandioso, bem caricato. Parece que aquela marca registrada da voz de Justin Hawkins que nos leva a gostar da banda se torna seu principal inimigo para tornar os trabalhos novos mais interessantes. Todavia, esse pode ser o trabalho com o som mais Rock clássico da banda, bem na medida! O The Darkness entrega mais músicas para seu público e isso é o suficiente.

Nota final: 6,5/10

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