Review: HANSON – Against The World

Por Roani Rock

Temos aqui um bom álbum pop direto ao ponto. Apesar dos seus poucos minutos, traz bastante criatividade por parte do excelente power trio que marcou os anos 90 com um powerpop alegre através do hit MMMBop. A participação do guitarrista Rick Nielsen, que é um dos pontos mais altos da nova empreitada, só comprova o comprometimento e prezo pela qualidade trazido desde a adolescência pelos irmãos Hanson.

Roani Rock

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Gravadora: 3CG Records
Data de lançamento:  5 /11/2021

Gênero: Power Pop/Pop Rock
País: Estados Unido


As sete faixas de Against the World formam um grupo rico e diversificado de canções que mostram o alcance, a musicalidade e as influências dos irmãos Hanson. Quem ainda olha pra eles como “três garotos fofos, loiros e de cabelos compridos” tá perdido no tempo, já se passaram 24 anos desde o lançamento do brilhante Midle Of Nowhere, o terceiro da carreira, o primeiro com a distribuição de uma gravadora de prestígio, responsável por trazer essa imagem deles aliado a fama.

De lá pra cá a banda lançou 7 álbuns de estúdio tendo sido a maioria lançado através da gravadora própria 3CG Records que o trio fundou no ano de 2003 para poder entregar com mais agilidade e precisão a sua gama fiel de fãs qualquer material novo. A maturidade no som deles já havíamos encontrado no ótimo Anthem de 2013, mas ele representou também uma pausa no que eles teriam de novidades para apresentar.

Passados sete anos de apenas turnês, lançaram o natalino Finally It’s Christmans que trazia certo frescor nostálgico analisando que é o segundo deles com a temática do natal. Em 2018 eles trouxeram String Theory com versões repaginadas de seu acervo de canções com um apoio orquestral. Muito interessante, mas sem o punch que Anthen trouxe, até que chegou a vez de Against The World com uma sonoridade e perspectiva que se difere ainda mais dos outros.

O novo trabalho foi gravado no lendário estúdio FAME em Muscle Shoals, AL e traz uma unidade no conceito, coisa que os álbuns dos anos 2000 pra cá pecam um pouco. Against The World desde o primeiro single lançado até o lançamento ilustrou a musicalidade do Hanson, enraizada no soul e no melódico rock ‘n’ roll, bem como a longevidade da banda como compositores e intérpretes que continuaram mesmo que na função de serem bons pais na formação da grande família que contabiliza hoje 15 filhos. Eles exploram bem suas origens enquanto impulsionam a música para frente, como visto em Only Love que é um som mais folk cantado pelo guitarrista Issac, o irmão mais velho – minha preferida do álbum.

Against The World foi inicialmente anunciado em maio com o lançamento do single e vídeo de estreia, Annalie um folk pop divertido. Eles passaram a lançar uma música e um vídeo por mês até o lançamento do álbum, tendo sido Fearless o último single. Depois de Annalie, a banda compartilhou Don’t Ever Change em julho, esse som conta com o guitarrista Rick Nielsen da banda Cheap Trick que os irmão Hanson tem certa irmandade por conta do tecladista e vocalista Taylor Hanson ter feito parte do supergrupo de powerpop Tinted Windows que contava com o baterista E. Carlos do Cheap Trick. A já comentada Only Love veio em julho, já a faixa-título Against The World em agosto, Stronger em setembro e One em outubro.

Como mencionado pelo tecladista em uma entrevista de divulgação, “o traço comum nessas canções diversas é a perspectiva que muitas delas ecoam. Todas elas refletem sobre como superar os desafios de maneiras diferentes. “É notório que esse tema e a camaradagem deles enquanto banda junto ao público ajudaram a inspirar o título Against The World e o poder de cada melodia e arranjo.

Eu destacaria principalmente a variação de vocais principais para cada som. Atualmente a voz mais forte é a do batera Zac, mas as que impactam mias vem através da voz de Taylor, destaque para Stronger. O disco apesar de rápido é na medida, não seria bom acrescentar mais nenhuma música e no contexto álbum até Annalie que é a mais fraca, traz uma fluidez.

Os primeiros trabalhos seguem insuperáveis, tanto em termos de criatividade quanto no fator novidade, era imprevisível o que esses rapazes eram capazes de produzir. Hoje mais velhos e com uma rodagem, sabem bem o que fazer e a melhor maneira para funciona frente as limitações vocais que o tempo trouxe, principalmente para Taylor e Zac que tinham vozes mais agudas. Tenho certeza que eles não querem superar e amam com ternura os álbuns dos anos 90, acredito que eles agora só querem trazer mais música para seu catálogo e está tudo bem, já que o que trazem é de qualidade.

Nota Final: 7/10

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