Review: Myles Kennedy – The Ides Of March

Por Lucas Santos

Não satisfeito, em 2018, Myles se aventurou em carreira solo pela primeira vez, entregando o álbum Year Of A Tiger, um dos melhores e mais impressionantes trabalhos naquele ano. Diferente de suas duas “principais” bandas, em sua carreira solo o vocalista aborda outros elementos e gêneros poucos explorados por ele anteriormente, mas que fizeram, e fazem parte de sua formação como músico, desde os primórdios enquanto dava os primeiros passos na fazenda em que cresceu em Spokane, Washington, até os dias de hoje.

Lucas Santos

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Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 14/5/2021

Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos


Myles Kennedy começou a sua carreira no Mayfield Four, mas foi a partir da estreia do Alter Bridge, One Day Remains (2004), que o vocalista começou a trilhar o caminho de se tornar uma das referências dos vocais no Rock e no Metal últimos 20 anos. Tanto ao lado de Slash, que ele se juntou oficialmente em 2010 para ser o vocalista de seu projeto solo, ou ao lado de Mark Tremonti e seus parceiros de Alter Bridge, ao longo dessa jornada, Myles já entregou momentos inesquecíveis para os amantes da música, seja em uma abordagem mais Hard Rock com o guitarrista do Guns N’ Roses ou em uma vibe mesclada de Metal Moderno/Alternativo com o AB.

Não satisfeito, em 2018, Myles se aventurou em carreira solo pela primeira vez, entregando o álbum Year Of A Tiger, um dos melhores e mais impressionantes trabalhos daquele ano. Diferente de suas duas “principais” bandas, em sua carreira solo, o vocalista aborda outros elementos e gêneros poucos explorados por ele anteriormente, mas que fizeram, e fazem parte de sua formação como músico, desde os primórdios enquanto dava os primeiros passos na fazenda em que cresceu em Spokane, Washington, até os dias de hoje.

Ides Of March é o seu segundo trabalho solo, e assim como o seu debut o álbum traz uma pegada de Rock mas com muito elementos de Country, Folk, Jazz, guitarras acústicas e para mim o destaque: o slide guitar. Além dessa abordagem digamos, diferente, Myles também dá um foco mais pessoal e instrospectivo em suas letras. A faixa A Thousand Words é sobre como a mãe do pai de um amigo estava posicionada em uma foto antiga. A agitada e “dançante” Wake Me When It’s Over é sobre o vício em álcool de Myles durante a pandemia e como ele ficou muito entediado durante o confinamento.

A faixa Get Along, que basicamente é o perfeito exemplo de como Kennedy insere as influências da slide guitar e do country, fala sobre os distúrbios de Los Angeles de 1992 e como a letra afetou 2020. A música Moonshot é sobre a vontade de voltar em turnê com seus companheiros de banda. A música Wanderlust Begins é sobre o desejo de começar e recomeçar do início. Sifting Through the Fire é basicamente sobre obter as informações erradas, seja nas notícias ou nas redes sociais. A última faixa do álbum, Worried Mind, é sobre a garantia de que alguém está disposto a permanecer firme em alguma coisa enquanto clama pela necessidade de fazer concessões.

O grande momento não tem como não ser a canção-título, The Ides of March. Um épico de quase 8 minutos, que mostra toda a delicadeza e sensibilidade melódica do vocalista no que, arrisco a dizer, é a melhor canção em que ele compôes em sua carreira solo. A faixa também tem uma letra que fala sobre um aviso e uma perspectiva sombria para nos lembrar quem somos, é lindo demais.

Comparando um pouco com Year Of A Tiger, o segundo trabalho de Kennedy perde um pouco de força no meio com canções não tão inspiradas, ele não é tão impactante quando a sua estreia, mas ainda sim é um trabalho fora da curva de um dos maiores vocalistas/compositores/guitarristas do rock contemporâneo. Para quem não conhece o Myles Kennedy fora do Alter Bridge ou com Slash, essa é uma oportunidade incrível de fazê-lo. Para quem gostou do primeiro álbum, pode ouvir sem medo. Myles, mais uma vez, põe a sua assinatura em um trabalho impactante.

Nota final: 8/10

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