Review: Dirty Honey – Dirty Honey

Por Lucas Santos

Aliás, a banda deixa bem claro, desde o seu EP de estreia, o também auto intitulado Dirty Honey (2019), que a sua “função” é relembrar as raízes setentista do Rock N’ Roll, de maneira crua e viva, modernizando a sonoridade e trazendo uma sensação de “frescor” ao estilo.

Lucas Santos

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Gravadora: Dirt Records
Data de lançamento: 23/04/2021

Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos


Uma das coisas que mais admiro no Dirty Honey é a despretensão de inovar o Rock. Aliás, a banda deixa bem claro, desde o seu EP de estreia, o também auto intitulado Dirty Honey (2019), que a sua “função” é relembrar as raízes setentista do Rock N’ Roll, de maneira crua e viva, modernizando a sonoridade e trazendo uma sensação de “frescor” ao estilo. Composta pelo cantor Marc Labelle, guitarrista John Notto, baixista Justin Smolian e baterista Corey Coverstone, que apesar de formarem uma banda “nova”, já são veteranos no cenário de Hard Rock em Los Angeles. O nome Dirty Honey veio depois de Labelle ouvir Robert Plant mencionar sua banda The Honeydrippers em uma entrevista com Howard Stern e achou que soava como um nome de rock and roll “sujo”.

Dirty Honey é o primeiro álbum completo de estúdio da banda. Com os planos de gravar na Austrália arruinados pelo lockdown, a banda teve mais tempo para trabalhar em suas músicas e no fim acabaram gravando em sua cidade. Com uma sonoridade bem parecida com o EP de estreia, o quarteto californiano se agarra em suas origens, criando 8 faixas de puro Rock N’ Roll, groove, e sleaze, refrões cativantes e melodias muito bem encaixadas. O grande destaque é para a incrível voz de Marc, o mais próximo de um Axl Rose que eu já ouvi, ele tem mais técnica e é mais versátil e as vezes pode até lembrar Steven Tyler. Outro destaque interessante são as estimulantes linhas de bateria de Corey, cheias de groove, algo que deixaria Steven Adler orgulhoso

Logo na faixa de abertura, California Dreamin’, já nos deparamos com um alto teor do mais puro, clássico e animado blues/rock. Tied Up definitivamente se inclina fortemente para um som do Led Zeppelin, com os riffs animados tendo uma clara inclinação para a obra de Jimmy Page em Heartbreaker e Whole Lotta Love. The Wire e No Warning tem guitarras de AC/DC e refrão grandiosos e grudentos. Another Last Time, a “balada” do álbum se reforça mais no blues com pegadas de Lynyrd Skynyrd e um começo de guitarra que lembra Little Wing de Jimi Hendrix.

Gypsy e Take My Hand são uma verdadeira dádiva para os fãs de Aerosmith e Lenny Kravitz, reforçando a ideia que a forma com que eles compõe músicas focadas no classic rock sem perder esse teor de frescor e sem soar datado é admirável. Isso faz com que acabe surgindo uma originalidade de forma natural e despretensiosa, trazendo uma dose extra de “verdade” para a música. É tiro na certa!

Dirty Honey é um tapa na cara de qualquer pesoa que fala que o Rock morreu. Com a vibe vintage porém produção e abordagens modernas e incríveis performances de todos os integrantes, a estreia da banda confirma todo o hype sofrido com o seu EP de 2019. Não tem como não ficar empolgado com uma das melhores coisas que já surgiram no Hard Rock nos últimos anos.

Nota final: 9/10

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