Review: Bonfire – Fistful Of Fire

Por Lucas Santos

Apesar de denso, a banda joga em um terreno bem conhecido, das já clássicas The Devil Made Me Do e Rock N’ Roll Survivors à mais pop Warrior e a mais power metal Fire And Ice temos as características que são marcas deles bem nítidas e não há um esforço para mostrar nada diferente – isso pode ser bom ou ruim, depende do quão disposto você está à ouvir algo que já está aí há muito tempo.

Lucas Santos

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Gravadora: AFM Records
Data de lançamento: 03/04/2020

Gênero: Heavy Metal/Hard Rock
País:
Alemanha

Acho difícil você nunca ter ouvido falar do Bonfire, se esse for o caso, saiba que certamente eles são uma das bandas que mais trabalham no mundo do metal. Desde a sua estréia, Don’t Touch the Light (1986), quando o glam dominava o mundo, diversas mudanças no lineup aconteceram, sendo o guitarrista Hans Ziller o único membro restante da formação original. São 18 álbuns de estúdio e diversos discos ao vivo e copilações. Faz exatamente dois anos após a estréia marcante de seu atual vocalista Alexx Stahl, no Byte The Bullet (2017), e desde 2015, eles lançam um Full-length por ano (eu falei que eles trabalham pesado).

Fistful Of Fire é definitivamente um dos álbuns mais difíceis do Bonfire de todos os tempos. “Esse desenvolvimento já se tornou aparente da última vez“explica o guitarrista e membro fundador Ziller. “No entanto, desta vez, nossa abordagem foi ainda mais focada e consistente. Eu sempre fui o cara durão da banda, mas nem sempre consegui implementar minhas idéias da maneira que eu queria. Mas desde a nossa turnê com Judas Priest, sabemos que a dureza, combinada com ótimas melodias, combina perfeitamente com o Bonfire.

E não tem erro, ao longo de 11 músicas (mais três introduções), a banda de Ingolstadt, que opera sob seu logotipo estabelecido por quase 35 anos, atira em todos os cilindros. Tudo se encaixa, os vocais carismáticos, os riffs cativantes e os ganchos, cortesia dos guitarristas Ziller e Frank Pané. O rico som grave fornecido por seu colega americano Ronnie Parkes, e os ritmos de condução contribuído pela nova adição André Hilgers (ex-Rage, Axxis), que complementa a formação há vários meses.

Apesar de denso, a banda joga em um terreno bem conhecido, das já clássicas The Devil Made Me Do e Rock N’ Roll Survivors à mais pop Warrior, e a mais power metal Fire And Ice, temos as características que são marcas deles, bem nítidas, e não há um esforço para mostrar nada diferente – isso pode ser bom ou ruim, depende do quão disposto você está à ouvir algo que já está aí há muito tempo-. O melhor momento é da dobradinha Etude (introdução) e Breaking Out, aqui é onde as coisas funcionam mais divertidamente. A faixa título também agrada, assim como a mais hard rock Gloryland, mas no geral o que temos é uma repetição de arranjos, construções e clichês.

Fistful Of Fire está longe de ser ruim, mas certamente não é nenhuma novidade pra ninguém. Esse álbum foi feito para os fãs do Bonfire e para os fãs do heavy metal mais melódico, com pegada forte de hard rock, que faz parte da personalidade da banda nos últimos 35 anos. Vale a pena uma conferir, talvez você possa encontrar algo que prenda mais a atenção do que pra mim. No mais, vida longa a banda mais workhaholic dos últimos tempos.

Nota final: 6,5/10

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