Review: Alirio – All Things Must Pass

Por Lucas Santos

Diferente da abordagem mais pesada de sua banda mais recente, All Things Must Pass engloba uma grande variedade de estilos de Rock e Hard Rock, sempre permitindo espaço para grandes melodias e baladas crescentes. Entre os músicos “convidados” do álbum estão o baterista Adriano Daga (também produtor ganhador do Grammy), o baixista Felipe Andreoli (Angra) e ninguém menos que o vocalista do Journey, Arnel Pineda, aparece para um dueto no álbum na balada bem melódica, Grey.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers Music
Data de lançamento: 6/08/2021

Gênero: Hard Rock
País: Brasil


Os últimos anos tem sido bem produtivos para o Alírio Netto, depois de entrar para o Shaman substituindo nada mais nada menos que André Matos o vocalista que ganhou notoriedade pelo Khalice assinou contrato com a incansável e gigante Frontiers Music Srl para o lançamento de alguns álbuns. Alirio é um cantor e ator brasileiro incrível, que é uma das vozes do rock e metal mais reconhecidas no Brasil e geralmente um nome promissor entre os maiores cantores do país, independentemente do gênero. Seja no palco, no estúdio ou atuando em um teatro musical, Alirio deixa uma forte impressão com sua voz poderosa, alcance incrível e controle sem esforço. Sua estreia na Frontiers, All Things Must Pass é o seu segundo álbum solo mas o primeiro cantado totalmente em inglês e que também conta com a ajuda de vários músicos renomados.

Diferente da abordagem mais pesada de sua banda mais recente, All Things Must Pass engloba uma grande variedade de estilos de Rock e Hard Rock, sempre permitindo espaço para grandes melodias e baladas crescentes. Entre os músicos “convidados” do álbum estão o baterista Adriano Daga (também produtor ganhador do Grammy), o baixista Felipe Andreoli (Angra) e ninguém menos que o vocalista do Journey, Arnel Pineda, aparece para um dueto no álbum na balada bem melódica, Grey.

“Estou emocionado e realmente sincero em fazer parte da família Frontiers. Este álbum é muito especial para mim, não apenas por apresentar amigos realmente próximos e conhecidos mundialmente, mas principalmente pela paixão e verdade que eu colocado em cada nota deste álbum. Devo dizer que este deve ser o trabalho mais honesto da minha carreira. Ter uma gravadora dessa magnitude acreditando na minha música em um momento tão difícil para o mundo inteiro é uma grande bênção.

Alírio Netto

Além dos trabalhos em diversas bandas, Alirio também participou de várias produções de teatro musical, incluindo como protagonista, Galileo em We Will Rock You, um musical com canções do Queen. Ele também foi mais tarde anunciado como o novo vocalista da banda Queen Extravaganza, o que levou Roger Taylor a comentar: “Alirio não é apenas um cantor superlativo, ele também é um grande showman”. Além disso, Alirio também desempenhou o papel de Jesus na produção oficial mexicana de Jesus Christ Superstar. Também atuou como Judas na produção oficial brasileira do mesmo espetáculo, que lhe deu o prêmio de Melhor Ator Principal de 2014 pelo jornal “Estado de São Paulo”. Com isso, as portas se abriram para ele em seu país, onde logo apareceram alguns dos principais programas de TV do Brasil. Todos esses aditivos me deram uma leve hypada em seu álbum, mas a em alguns momentos o álbum simplesmente não funcionou para mim.

Apostando em um desempenho bem mais melódico, “leve”, com mais baladas e algumas partes com pegadas country do que algo mais “Rock N’ Roll” eu senti que ficou faltando uma certa animação por parte de algumas faixas, principalmente no meio do disco. Não me incomoda um álbum desse estilo mas achei que ficou faltando mais vida em muitos momentos presentes do álbum. Músicas como a mais pulsante e carregada Back To The Light, a balada mais emotiva Here I Am, a faixa título e a já citada Grey funcionam bastante e são os meus destaques, porém o restante do álbum, salvo pequenos outros momentos, não conversou muito comigo e sinceramente ficou bem esquecível. Nada ruim ou fora da curva, mas apenas esquecível.

Eu tinha esperanças que All Things Must Pass fosse mais memorável mas no fim ele é um bom álbum, honesto e um trabalho que foi bem pensado e muito bem produzido. Um cantor com a carreira tão brilhante, tão extensa e tão abrangente se permite ter um trabalho OK de vez em quando. O contrato com a Frontiers ainda não acabou e certamente podemos esperar algo mais empolgante dessa parceria nos próximos anos.

Nota final: 6/10

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