Review: Powerwolf – The Call Of the Wild

Por Cleo Mendes

Não há nenhum segredo real para seu sucesso contínuo; Call Of The Wild, oitavo álbum da banda, é simplesmente outra coleção de hinos de heavy metal instantaneamente memoráveis e maravilhosamente melodramáticos, ricos em pompa gótica e fanfarronice digna de arena, mas também espirituosos, gentilmente criativos e, muitas vezes, genuinamente comoventes. É aquele “mais do mesmo” que entra de forma lisa e suave em nossos ouvidos com formatações bem encaixadas e sons bombásticos.

Cleo Mendes

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Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 16/07/2021

Gênero: Power Metal
País: Alemanha


Atualmente uma das maiores bandas da Europa, e talvez um dos nomes mais conhecidos do ainda sobrevivente gênero do Power Metal, o Powerwolf sempre soou como uma banda com ambições de se igualar a seu som bombástico. A sonoridade épica e predominante gigantesca e dramática sempre andou lado a lado em toda a sua carreira, e mesmo com um excesso e queda do gênero, a banda sempre se destacou não só no cenário europeu mas fora da europa também.

Não há nenhum segredo real para seu sucesso contínuo; Call Of The Wild, oitavo álbum da banda, é simplesmente outra coleção de hinos de heavy metal instantaneamente memoráveis e maravilhosamente melodramáticos, ricos em pompa gótica e fanfarronice digna de arena, mas também espirituosos, gentilmente criativos e, muitas vezes, genuinamente comoventes. É aquele “mais do mesmo” que entra de forma lisa e suave em nossos ouvidos com formatações bem encaixadas e sons bombásticos.

Estreando em grande estilo cinematográfico, a abertura Faster Than the Flame faz a bola rolar com uma linguagem bombástica previsível e confiável, antes que a animada Beast of Gévaudan chegue com exuberância e arrogância. A sombria Dancing with the Dead e Varcolac, de unfluência russa, têm um impacto dramático, enquanto Alive or Undead corre diretamente para o território das baladas poderosas. Um começo poderoso e bem “eclético” dentro de um estilo que não costuma inventar muito.

Liderado por gaitas de foles, Blood for Blood (Faoladh) é um hino acelerado sobre a lenda de um lobisomem irlandês, enquanto a lenta mas poderosa Glaubenskraft é cantada inteiramente em alemão. A faixa-título e Sermon of Swords são ambos assuntos estimulantes, enquanto a magnificamente intitulada Undress to Confess soa tão lascivo quanto você imagina antes de o álbum terminar com a estrondosa Reverent of Rats, o ponto alto do disco e uma das melhores canções que o Powerwolf já escreveu.

Sem surpresas indesejadas, Call Of The Wild é tudo o que você espera do Powerwolf. Ostentando uma quantidade iníqua de refrões massivos, uma seção de ritmo vibrante e um órgão de igreja mais atmosférico, tudo se encaixa muito bem, deixando os vocais poderosos de Attila Dorn aumentarem ainda mais a experiência sonora.

Powerwolf transcende sua estreita afiliação com uma cena frequentemente míope de Power Metal simplesmente por ter mais personagem, melhores músicas e, no infinitamente carismático Atilla, um dos melhores frontmen do ramo. Call Of The Wild mantém a qualidade explícita da banda na esfera do metal e sua influência em outras bandas. Espero poder ver um show deles em breve!

Nota final: 8/10

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