Review: Erra – Erra

Por Cleo Mendes e Lucas Santos

Imagine uma mistura de Polaris, Architects, Currents, Northlane, tudo o que o essa nova parte do metalcore moderno pode oferecer, com as abordagens eletrônicas contemporâneas e aquelas ambientações que foram masterizadas no For Those That Wish To Exist, último álbum do Architects.

Lucas Santos

Confira mais Metal em 2021:
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Gravadora: UNFD
Data de lançamento: 19/03/2021

Gênero: Metalcore
País: Estados Unidos


Uma das coisas mais facinantes de acompanhar música, e especialmente o Metal é perceber as sutis, as vezes enormes, mudanças que certas bandas conseguem desenvolver dentro de um gênero. Às vezes quebrando barreiras de estilo e às vezes criando novas abordagens que quebram paradigmas e originam estilos novos. Com mais de uma década de carreira, o quinteto de metalcore progressivo (?) ERRA retorna com o seu quinto álbum autointitulado em sua nova gravadora, UFND.

Dando um passo ousado com um disco homônimo já com mais de uma década de carreira, o ERRA expõe seus pontos mais forte em anos, enquanto aproveita seus componentes principais e assume riscos inteligentes. Imagine uma mistura de Polaris, Architects, Currents, Northlane, tudo o que o essa nova parte do metalcore moderno pode oferecer, com as abordagens eletrônicas contemporâneas e aquelas ambientações que foram masterizadas no For Those That Wish To Exist, último álbum do Architects. O álbum tem uma linha tênue entre um blend de um monte de informação já existente e novas facetas do que já existe por aí.

Desencadeando uma colisão de sintetizadores pulsantes e riffs sônicos, Snowblood abre o álbum de maneira apropriada. Movendo-se através de refrões harmonicamente ricos, versos carregados de groove e um colapso agitado em um ritmo alucinante, a faixa não perde tempo apresentando aos novatos e aos fãs existentes seu som alternado. A faixa destila o som principal do grupo enquanto destaca aos poucos as novas áreas exploradas. Gungrave voa por todos os lado, uma abordagem de metalcore em um ritmo rápido. Enquanto as rupturas e as melodias principais giratórias são amarradas pelos vocais limpos de Jesse Cash, no final das contas a faixa se inclina para o lado mais pesado do espectro para manter o ímpeto obtido por seu antecessor.

Enquanto recebemos pitadas do metalcore progressivo, Divisionary e House Of Glass mostram o escopo mais amplo da banda. Com a primeira inclinado para os refrões limpos de Cash enquanto a última mergulha no metal progressivo, ambas as faixas fecham uma gama bem ampla de visão entregue. À medida que vamos andando através do álbum temos faixas que buscam a pegada do metalcore moderno. Tomando uma rota mais comercial com refrão bem melódico com Shadow Autonomous antes de abraçar guitarras limpas e momentos de distorção motriz em Electric Twilight, o grupo injeta alguma versatilidade em seu som.

Estendendo seu som em Lunar Halo, riffs intensos e vocais crescentes acompanham a música eletrônica e as interrupções induzidas pelo progressivo enquanto vemos a banda continuar a refinar seu som. O mesmo pode ser dito de Vanish Canvas, que contém momentos de melodia oscilante, tecendo linhas de baixo e guitarras rítmicas pesadas. Concedido, é uma linha tênue de melodia e peso para a banda, como mostra a faixa final Memory Fiction, mas quando bem feita, destaca o quão forte as composições do grupo são neste álbum.

Embora a maioria do trabalho não reinvente o gênero, a obra homônima do ERRA tem vários momentos de destaque e consegue cativar ouvintes de todo o escopo da música pesada e do metalcore. Lembra das bandas que mencionei no começo? Então, é como eles pegassem o que de melhor cada banda pode oferecer e catalizar em quase 1 hora de muitas variações e criatividade. Pra quem curte metalcore e as novas abordagens do gênero, não pode deixar de conferir esse incrível registro.

Nota final: 8,5/10

15 comentários

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