Review: Crypta – Echoes Of The Soul

Por Lucas Santos

Awakening começa Echoes of the Soul como uma introdução a algum filme de terror, e então a arrepiante voz de Fernanda toma conta de Starvation junto com os blastbeast fora de série de Luana.

Lucas Santos

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Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 11/06/2021

Gênero: Death Metal
País: Brasil


Em 2020, não muito tempo após a sua última turnê no Japão, e 1 ano após a marcante apresentação no Rock in Rio, a vocalista e baixista Fernanda Lira e a baterista Luana Dametto de repente deixaram o Nervosa. Não muito tempo depois, Fernanda e Luana decidiram se concentrar totalmente em um projeto novo, o Crypta. Uma banda com raízes no Death Metal que elas mesmo começaram a trabalhar em 2019.

Para completar a formação do quarteto foram chamadas Sonia Anubis, um guitarrista holandesa de apenas 22 anos que toca na Cobra Spell e também tocou com a Burning Witches, e Tainá Bergamaschi, guitarrista brasileira de 25 anos tocou por um tempo na banda mineira de metal folclórico Hagbard. Com Luana, de apenas 25 anos, e com Fernanda a mais “veterana” com 31 anos, Crypta é uma banda muito talentosa e com uma certa experiência, mas também é uma banda muito jovem, não só no tempo de formação mas também na idade de suas integrantes.

Awakening começa Echoes of the Soul como uma introdução a algum filme de terror, e então a arrepiante voz de Fernanda toma conta de Starvation junto com os blastbeast fora de série de Luana. Algumas das faixas chegam a dar até uma sensação de rapidez e agressividade do grindcore. Possessed e Death Arcana ostentam uma execução mais voltada ao Thrash. Shadow Within mostra a melhor coleção de riffs dentro de uma faixa durante o álbum e enquanto isso Dark Night of the Soul começa de uma maneira melódica e cadênciada, com mais groove, e registram os solos mais criativos de Tainá e Sonia.

Com a comparação inevitável que é com o Perpetual Chaos do Nervosa, Echoes of the Soul tem um estilo bem mais definido. O Death Metal aqui é mais firmado e as meninas exploram muito pouco outras vertentes do metal, algo que não é nem ruim nem bom, mas pra mim ficou uma sensação de repetição em alguns momentos. Um fato que, levando em conta idade e tempo de trabalho juntas, o resultado final é muito mais que apenas satisfatório, deixando margens para melhoras mas também impactando de forma muito positiva.

Como comentei na resenha do Perpetual Chaos, torci para que toda essa história de Nervosa e Crypta virasse algo, em menor escala, proporcional ao Metallica/Megadeth nos anos 80. E a realidade é que Echoes of the Soul é um excelente álbum de e estreia, com momentos marcantes e que faz a alegria de todos os metaleiros por poder proporcionar duas bandas incríveis que já são realidade e que tem muito potencial pela frente.

Nota final: 7/10

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