Review: Weezer – Van Weezer

Por Roani Rock

O que é ser devoto do rock ‘and’ roll? Quando escuto o Weezer encontro de certa forma a resposta. Saber cadenciar ao estilo próprio de sua banda as diversas influências do rock não é uma tarefa fácil, mas parecem tirar de letra, a contragosto dos julgadores de plantão. O que eles fizeram de forma humorada em Van Weezer é digno de aplausos, eles provam que é possível homenagear a sua maneira um gênero musical diferente do seu de forma respeitosa com boas canções, uma justa homenagem a Eddie Van Halen

Roani Rock

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Gravadora: Crush Music/Atlantic
Data de lançamento: 07/05/2021

Gênero: Power Pop
País: Estados Unidos


Rivers Cuomo, Brian Bell, Scott Shirnei, Patrick Wilson já fizeram tanto e exploraram diversos conceitos e traduziram em música tantos sentimentos profundos ou não, tanto humor e tanto desdém também, que fica sempre uma pergunta no ar: “o que esses caras acham que podem trazer de novo?”. Eles tiram a dúvida de diversas formas, por exemplo, com o OK Human colocaram orquestra junto a efeitos eletrônicos unidos a voz e Cuomo, esse foi o último lançamento que serviu como a preparação de terreno para a obra que vamos abordar.

Van Weezer estava engavetado, desde 2018 Rivers Cuomo e sua turma estavam afim de lançar, mas provavelmente faltava contexto e outras obras pediam licença, como foi o caso do álbum de covers, conhecido como Teal Album, que pode ter sido um dos pontos de partida para o amadurecimento de som e canções já que nesse álbum eles mostram o quanto podem trafegar em diversos estilos, principalmente os vindos da década de 80 mais Paranoid do Black Sabbath.

É inquestionável a qualidade e técnica de Rivers Cuomo e Brian Bell nas guitarras, por inúmeros hits da já extensa carreira da banda tivemos essa percepção, mas em Van Weezer eles fizeram um trabalho especial de guitarra em todas as músicas, principalmente no quesito solos. Há também um destaque para os teclados preenchendo o som. Esse empenho ocorre depois que ficou determinado que o álbum seria uma homenagem não só ao metal, mas também a Eddie Van Halen que faleceu aos 65 anos em 2020 após passar 5 anos lutando contra um câncer.

Outros fatos interessantes da obra foram os métodos para apresentar alguns singles e faixas, como por exemplo o que ocorreu para a faixa Hero. Eles compartilharam nas mídias sociais um papel com uma data escrita, alinhado a esse post surgiu um pedido adicional de Karl Koch para que o Fanclub fornecesse vídeos de pessoas “passando um pedaço de papel em branco da esquerda para a direita “, um tempo depois, no dia 04 de maio de 2020 a banda atualizou a foto para apresentar o nome da música escrito acima da data. Já para a faixa Blue Dream, Os Simpsons em 10 de maio, conseguiram trazer com exclusividade o som em seu episódio onde a banda aparece.

Já a homenagem ao Van Halen está além do título, na faixa The End Of The Game que conhecemos no fim de 2019, o riff da introdução traz a técnica do tapping tão marcante em diversas músicas da banda de glam metal. Ela faz referência na letra a Mick Jagger e Mairanne Faithful também. Com ela a banda teve uma ideia genial, um jogo de vídeo baseado em navegador foi intitulado com o nome da faixa. O game foi lançado no site theendofthegamegame.com . É um jogo de tiro estilo arcade side-scrolling no qual o jogador controla um dos quatro membros do Weezer na tentativa de derrotar o alienígena do videoclipe da música. Após derrotar o alienígena, o jogador deve navegar por uma tela repleta de armadilhas invisíveis para reivindicar o “prêmio”. 

De uma forma geral, o power pop da banda conseguiu ter fluidez ao ir de encontro as peculiaridades mais manjadas do metal e seus diferentes subgêneros. Posso dizer que como todos da banda são familiarizados, ocorreu até certo exagero. Em Blue Dream por exemplo poderíamos até acusar plágio devido ao uso da intro de Crazy Train, mas vamos chamar de “apropriação poética esotérica“, já que o disco é uma homenagem ao gênero que Ozzy ajudou a criar. A faixa 1 More Hit usa de guitarras bem sujas nos versos, algo meio thrash metal, meio Metallica, repetido no meio da música para um solo e segunda parte.

O álbum vai no conceito de rock de arena, além das já citadas, All The Good One do clipe animado, mas I Need Some That e Sheila Can Do It são capazes de agitar multidões. Dentro de suas limitações, os já quarentões apresentam a mesma animação dos primeiros discos na nova obra e prestou um humilde tributo ao metal a sua maneira finalizando com uma bela balada chamada Precious Metal Girl.

Nota final: 7/10

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