Review: Enforced – Kill Grid

Por Lucas Santos

Kill Grid é o segundo álbum do recém formado quinteto, que depois do seu debut At The Walls (2019) rapidamente entrou no radar de todos os metaleiros e constantemente é citado em listas, como a nossa, das bandas que resgatam o som crossover. Com a abordagem musical muito parecida com Power Trip e High Command, mas também reminiscente de Corrosion Of Conformity e Cryptic Slaughter, entregam de forma brutal uma mistura vil que combina bem com suas raízes de Richmond, Virgínia e seus vizinhos óbvios como Municipal Waste, Lamb of God e GWAR.

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Gravadora: Century Media Records
Data de lançamento: 12/03/2021

Gênero: Crossover Thrash
País: Estados Unidos

Falar sobre o Kill Grid é mencionar a banda de Crossover da Virgínia Enforced pela terceira vez aqui na The Rock Life. Já fizemos uma matéria especial na Banda da Semana e também mencionamos o nome deles em uma matéria que falamos de oito bandas que lideram o movimento do Crossover Thrash. Mas quer saber? Precisamos falar mais do Enforced, ainda mais depois da precoce morte ano passado de Riley Gale, vocalista que liderava a ascenção abrupta do Power Trip, banda que virou referência no estilo.

Kill Grid é o segundo álbum do recém formado quinteto, que depois do seu debut At The Walls (2019) rapidamente entrou no radar de todos os metaleiros e constantemente é citado em listas, como a nossa, das bandas que resgatam o som crossover. Com a abordagem musical muito parecida com Power Trip e High Command, mas também reminiscente de Corrosion Of Conformity e Cryptic Slaughter, entregam de forma brutal uma mistura vil que combina bem com suas raízes de Richmond, Virgínia e seus vizinhos óbvios como Municipal Waste, Lamb of God e GWAR.

Pense em um trem desgovernado indo a todo vapor rumo ao caos. Bem, desgovernado não, porque o Enforced sabe exatamente para onde está indo, só não espere que eles diminuam a velocidade. O Thrash galgado em riffs inspirados por Slayer, Sepultura, Cro-Mags e toda a cena iniciada por D.R.I e S.O.D começa sem puxar o freio com a abertura The Doctrine, seguido da faixa UXO e Beneath Me. É de chamar a atenção o groove intenso que a banda formata algumas passagens, tanto quando o incrível trabalho das guitarras duplas de Will Wagstaff e Zach Monahan, explodindo minha cabeça a cada novo riff, solo e sons grandiosos tirados pela alavanca do instrumento. A velocidade, o groove, os guinchos, está tudo aqui, e quando combinados com os gritos intensos monstruosos do vocalista Knox Colby, os resultados são positivamente letais.

Não existem momentos de descanso em Kill Grid. Os caras vão a todo vapor como se não houvesse amanhã. Há, um exemplo de calmaria breve na faixa título, de 7 minutos, algo novo que eles apresentaram até o momento. Este último impressiona pela variedade e mostra que os caras não só fazem muito barulho como também têm um sólido talento para compor. Sâo 7 minutos que não parecem 7 minutos, e o prelúdio dentro da música encaixa muito bem com o caos formado em sequência. Não existem momentos entediantes e são canções como a intensa Hemorrhage, que faz com que o disco perpetue por anos. A galopante Blood Ribbon não é menos impressionante do que as outras músicas, antes de Trespasser, quase um hino de guerra, sinalizar um fim eminente mas repetido diversas vezes até então.

Kill Grid aumenta ainda mais a força do Enforced na cena. Com a incerteza do futuro do Power Trip, há muito espaço para que outra banda quebre um pouco a barreira desse som que é tão underground. Kill Grid é brutal, rápido e um passo à frente de At The Walls (2019). Talvez a falta de um grande “hit” para comandar o álbum vai fazer com que o lançamento não tenha a devida atenção que merece, tomara que eu esteja errado. Esse é um dos grandes releases do ano, de uma das bandas que no momento encabeça o renascimento desse gênero que já dura mais de 20 anos.

Nota final: 8,5/10

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