Review: Todd La Torre – Rejoice In The Suffering

Por Cleo Mendes

Rejoice In The Suffering é uma homenagem gigantesca à todos os músicos, bandas e estilos que moldaram a carreira do cantor ao longo dos anos. Todd passeia por diversos estilos, timbres vocais e abordagens musicais dentro do metal e, apesar da falta de uma originalidade mais expressiva, nota-se um cuidado em moldar cada pedaço sonoro destribuido aqui. Após uma audição, já é possível notar que influências de Judas Priest, Iron Maiden, Nevermore, Death Metal e pitadas de metal moderno foram a grande mistura, que alinhados à ótima produção e som bombástico, trazem um resultado bem satisfatório.

Cleo Mendes

Confira mais Rock em 2021:
Foo Fighters – Medicine At Midnight
W.E.T – Retransmission
Voodoo Circle – Locked & Loaded
The Dead Daisies – Holy Ground
Weezer – Ok Human
The Pretty Reckless – Death By Rock N’ Roll

Gravadora: Rat Park Records
Data de lançamento: 5/02/2021

Gênero: Heavy Metal
País: Estados Unidos

A entrada de Todd La Torre como frontman do Queensrÿche foi uma das maiores injeções de alegria da história recente do metal. Não contente em revitalizar os gigantes do metal progressivo (só checar Condition Human [2015] e The Veredict de 2019), o talentoso multi istrumentista criou o primeiro pedaço da sua história solo. Em colaboração com o virtuoso guitarrista Craig Blackwell, que ficou responsável não só pelas guitarras, mas também pelos teclados e baixo, Todd, além de soltar a voz de diversas maneiras e jeitos ao longo do disco, também tocou bateria e ajudou bem de perto na produção do trabalho.

Rejoice In The Suffering é uma homenagem gigantesca à todos os músicos, bandas e estilos que moldaram a carreira do cantor ao longo dos anos. Todd passeia por diversos estilos, timbres vocais e abordagens musicais dentro do metal e, apesar da falta de uma originalidade mais expressiva, nota-se um cuidado em moldar cada pedaço sonoro destribuido aqui. Após uma audição, já é possível notar que influências de Judas Priest, Iron Maiden, Nevermore, Death Metal e pitadas de metal moderno foram a grande mistura, que alinhados à ótima produção e som bombástico, trazem um resultado bem satisfatório.

A abertura Dogmata é composta de riffs de metal tradicional, rasgando melodias crescentes, e visivelmente mais brutal do que até mesmo os momentos mais pesados ​​do Queensrÿche. Na verdade, a verdade é que Rejoice In The Suffering é um disco que explora muito partes do metal melódico, mais intencionalmente e direto. É um estilo que se adapta perfeitamente às extraordinárias habilidades vocais de La Torre, e sem comprometer o nível de composição, é evidente que tudo é mais direto e sem rodeios. Fãs de Priest ficarão em êxtase quando ouvirem músicas como Pretenders e Darkened Majesty pela primeira vez. Essas são canções de metal tradicional em todos os aspectos, porém Vanguards Of The Dawn Wall mostra essa veia tradicional, mas adiciona algo mais épico com os coros e vocais mais grossos.

Com uma voz como a de La Torre, pelo menos uma balada imponente pareceria inevitável, e Crossroads to Insanity é um bom exemplo. A sinuosa e onírica Apology é ainda mais absorvente, com leves tons da banda principal de Todd brilhando ao fundo, e com excelente registro vocal. Fica até maçante falar disso toda hora. Em outro lugar, Critical Cynic mistura passagens thrash, com La Torre no modo demoníaco estridente e refrão melódico e relaxante, enquanto a faixa-título é um rolo compressor de metal escuro e distópico.

Nem toda faixa é memorável, e a versão do álbum disponível no Spotify ainda conta com 3 faixas bônus, totalizando quase 1 hora de disco. Apesar da última faixa bônus, One By One, ser a mais diversificada – aqui Todd arrisca vocais guturais e as guitarras são bem voltadas ao Death com um ritmo mais cadenciado e sombrio – o trabalho total pode ficar maçante e desgastante ao longo do tempo.

Rejoice In The Suffering ainda é um disco de metal acima da média, e um lembrete robusto de que Todd La Torre é um dos artistas mais completos, e uma das grandes vozes da era moderna. Falta um pouco de individualidade, o álbum as vezes soa mais como um tributo do que um trabalho que tenha as características do cantor, mas mesmo assim é um excelente registro de Heavy Metal que os fãs de Queensrÿche e das bandas citadas no texto devem conferir sem medo.

Nota final: 7/10

16 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: