Review: Architects- For Those That Wish to Exist

Por Lucas Santos

For Those That Wish To Exist, nono álbum de estúdio, explora, em suas letras, “o papel que todos desempenhamos na lenta destruição do mundo” e “as maiores questões que o futuro de nosso planeta enfrenta” e o quinteto formado por Sam Carter (vocal), Josh Middleton, Adam Christianson (ambos guitarras), Alex “Ali” Dean (baixo) e Dan Searle (bateria), ousam em abordagens positivas, mescladas com orquestrações colossais, tons modernos e diversas passages emotivas.

Lucas Santos

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Gravadora: Epitath Records
Data de lançamento: 26/02/2020

Gênero: Metalcore
País: Inglaterra


Uma das coisas mais impressionantes sobre o Architects é a sua compulsão de se superar continuamente. Desde os estágios mais recentes, até o começo da sua curta carreira, eles vem criando tendências, e apesar de não terem sofrido grandes mudanças sônicas entre os lançamentos, eles definitivamente mudaram do Metalcore técnico em álbuns antigos para um som que é muito maior e mais cinematográfico, enquanto ainda é pesado e cativante. Após o registro de um dos álbuns mais ardentemente honesto em anos, Holy Hell (2018), um tributo ao seu falecido guitarrista Tom Searle, eles avançam naturalmente em um terreno mais épico, transformando o som que flertou no redefinidor Lost Forever//Lost Together (2014) em um novo objetivo, sem perder o seu peso característico.

For Those That Wish To Exist, nono álbum de estúdio, explora, em suas letras, “o papel que todos desempenhamos na lenta destruição do mundo” e “as maiores questões que o futuro de nosso planeta enfrenta” e o quinteto formado por Sam Carter (vocal), Josh Middleton, Adam Christianson (ambos guitarras), Alex “Ali” Dean (baixo) e Dan Searle (bateria), ousam em abordagens positivas, mescladas com orquestrações colossais, tons modernos e diversas passages emotivas.

Para entender o Twitter acima do Lucas, For Those That Wish To Exist é indiscutivelmente a maior extrapolação do som tradicional da banda até hoje. Ao meu ver, bem natural, ainda mais depois de escutar os quatro singles disponíveis antes do lançamento oficial. Apesar de concordar que a orquestração pode ser, as vezes, um tanto quanto exagera, ela foi muito bem colocada em sua grande maioria. Gosto de definir o álbum como ‘majestoso’. O ‘Tech-Metalcore‘ está mais presente do que nunca, e o foco em trazer sons mais ricos e epopeicos com uma produção e mixagem fora de série, sem perder o groove e momentos individuais, foi um tiro que pode não ter atingido 100% dessa vez, mas de fato irá arrastar centenas de outras bandas nesse caminho, além de criar um terreno imenso para o próximo trabalho dos ingleses.

O principal para conseguir isso é o quão perfeitamente equilibrado é o som do álbum. A grosso modo, quando eles querem ser melódicos, eles são, quando querem ser pesados, eles são, quando querem adicionar elementos eletrônicos e passagens épica, é tudo sempre muito bem encaixadas. Existem poucas bandas no Metalcore (no Metal em geral) que podem atingir um equilíbrio consistente entre o peso esmagador e um sentido de melodia concebível, e é aí que este álbum se destaca mais do que qualquer outra coisa. Há muito mais vocais limpos de Sam Carter desta vez, menos “bleh“, e isso parece uma distinção importante a ser feita ao comparar o Architects à outros grupos de Metalcore em uma veia mais melódica.

Podemos reparar que o dinamismo alcançado por eles durante todos esses anos acabam sendo benéficos quando eles fazem o uso da sua liberdade e flexibilidade. Giving Blood adicona pitadas do que estar por vir e possui um refrão satisfatório e apaixonante. Uma música como Animals tem aquele peso característico, mas se baseia muito mais no downbeat melódico e refrão mais gigantesco. Mesmo acontece com Black Lungs e Meteor, e qualquer número de músicas neste álbum que são muito mais elétricas por causa disso. Isso se aplica aos vocalistas convidados também; Winston McCall do Parkway Drive e Mike Kerr de Royal Blood, oferecem seus temperos habituais para Impermanence e Little Wonder, respectivamente, mas os gritos estrondosos que Simon Neil de Biffy Clyro empresta para Goliath são fascinantes de se ouvir, juntamente com a construção musicalmente mais interessante do álbum.

As quinze faixas disponíveis podem ser um pouco excessivas, ainda mais quando Flight Without Feathers ou o final Dying Is Absolutely Safe não serem tão memoráveis e podem quebrar um pouco o ritmo. Mas o fato é que praticamente as quase 1 hora de material atingem o padrão ouro dos ingleses, uma banda em pleno vigor que demonstrar ser capaz de fazer qualquer coisas que lhes convém.

O Architects é uma banda com tantos álbuns fantásticos em seu currículo que é genuinamente fácil perder a conta. For Those That Wish To Exist é apenas mais uma joia brilhante dentro de várias já escavadas e descobertas por eles. Talvez possa não ser o Architects que você conheceu e aprendeu a gostar, mas é um Architects que evoluiu e ampliou os seus alcances. É mais um capítulo importante sendo escrito na história do Metal. Uma chama longe de ser apagada, porque o fogo está acesso e mais quente do que nunca.

Nota final: 9/10

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