Review: Hammerfall – Dominion

Por Lucas Santos

Dominion tenta uma abordagem diferente em suas canções, algo que no último trabalho Built To Last (2016) rolou como uma espécie de flerte, e se desenvolveu em uma química muito mais perceptível aqui.

Lucas Santos

Confira mais metal:
Death Angel – Humanicide
Baroness – Gold & Grey
Abbath – Outsrider
Dream Tröll – Second To None
Slipknot – We Are Not Your Kind

Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 16/8/2019

Os suecos do Hammerfall são uma das bandas mais influentes e respeitadas quando o assunto é Power Metal. Ao longo dos mais de 25 anos de carreira, eles entregaram álbuns sólidos com canções memoráveis e momentos épicos que os seguem até hoje em seus shows, construindo uma base de seguidores e fãs por todo o mundo. Em seu décimo primeiro álbum de estúdio, Dominion, segundo álbum que conta com David Wallin na bateria, e o primeiro desde a sua partida e posterior reencontro em 2016, a banda já consagrada no seu estilo original, tenta uma abordagem diferente em suas canções, algo que no último trabalho Built To Last (2016) rolou como uma espécie de flerte, e se desenvolveu em uma química muito mais perceptível aqui.

A faixa de abertura Never Forget, Never Forgive, se aproxima mais do território da NWOBHM e nos mostra algumas mudanças em construções e melodias que não são corriqueiras, porém, ainda temos assinatura do Hammerfall. A continuação da faixa título, é outra canção muito sólida que se aproxima das influências da primeira, encaixando muito bem e resultando em um forte começo para o álbum.

Testify e One Against the World mantêm o ritmo mas são faixas muitos genéricas e funcionam mais para preencher espaço do que qualquer coisa. É o tipo de faixa que a banda precisa ter no álbum, mas de alguma forma, aqui elas ficam fora de contexto e são facilmente esquecíveis e “pulaveis”.

(We Made) Sweden Rock é talvez a canção mais legal e mais diferente. Apesar do refrão em coro e passagens já características, sentimos uma pegada muito mais rock n’ roll e direta, bateria mais ritimica e riffs mais simples, o refrão é bem pegajoso e os tons mais voltados ao hard rock mostram uma faceta, digamos, diferente. Second To None está mal colocada no meio do disco, ainda mais vindo na sequência de Sweden Rock, perdendo todo o momentum ganho até aquele ponto, com passagens lentas e a falta de corpo e presença, tornando uma música fraca e dispensável.

Scars of a Generation e Dead By Dawn respiram mais fundo e mostram o melhor que o Hammerfall pode entregar em termos de power metal. Você vai cantarolar “You will be dead by dawn” por um bom tempo. Bloodline e Chain of Command são duas músicas que seguem a receita básica de sucesso da banda, mas que ainda sim conseguem empolgar de alguma forma, com algumas pitadas de heavy tradicional. And Yet I Smile é uma boa forma de terminar o álbum, uma canção mais arrastada e com tons mais épicos, belas melodias acústicas e um piano encantador.

A produção é muito boa (esse é o segundo álbum com a Napalm Records) captando e nivelando tudo de uma forma fácil e prazerosa. Tudo corre limpo e cristalino. Infelizmente podemos notar um cansaço na voz de Joacim Cans que não era tão perceptível em albuns anteriores, o vocalista, assim como a maioria da banda tem quase 50 anos e começa a ser quase que inevitável essa pequena decadência. Não é nada que incomoda, apenas notável e compreensível.

Dominion prova que, apesar de alguns contratempos na carreira, o Hammerfall ainda é capaz de explodir cabeças sem nenhum sinal de desligar seus martelos. Eles continuam batendo com toda a força em um ritmo que às vezes desacelara ou sai um pouco do lugar, mas sempre buscando uma forma diferente de nos acertar e cativar.

Nota final: 7/10

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