Review: Roxy Blue – Roxy Blue

Por Lucas Santos

O álbum oferece onze músicas que passeiam pelo hard rock melódico e com pitadas de heavy metal. Você encontrará as músicas marcadas por uma parede abundante de riffs afiados e raivosos, uma seção rítmica dura que traz uma batida e um ritmo trovejante

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers
Data de lançamento: 09/08/2019

Roxy Blue é daquelas bandas que você provavalmente nunca ouviu falar. Originalmente formada na cidade de Memphis, Tenneessee, eles lançaram apenas um álbum oficial, há 27 anos atrás, Want Some (1992). Esse foi um daqueles álbuns que se tivesse sido lançado alguns anos antes, teria sido o suficiente para um maior sucesso. Eles estavam no lugar certo, mas na hora errada. Houveram outros lançamentos – três demos coletadas e fragmentos foram disponibilizados alguns anos atrás, mas o segundo esforço da banda, oficialmente, é homônimo e tem um salto de quase 3 décadas.

Estão de volta três quartos de sua equipe original: Todd Poole (vocal), Josh Weil (baixo) e Scotty Trammell (bateria) com o novo guitarrista Jeffrey Wade Caughron (substituindo o guitarrista original Sid Fletcher, agora dentista). O álbum oferece onze músicas que passeiam pelo hard rock melódico e com pitadas de heavy metal. Você encontrará as músicas marcadas por uma parede abundante de riffs afiados e raivosos, uma seção rítmica dura que traz uma batida e um ritmo trovejante. Enquanto tudo isso é imponente, o estilo vocal de Todd difere do usual hard rock oitentista. Ele tem algo mais voltado ao Scott Weiland do que qualquer outro grande vocalista daquela década.

Poole pode cantar com alguma melodia, e até mesmo parecer debochado com Collide e Blinders, baladas essencialmente pesadas. Caso contrário, a fórmula mencionada flui através do percursso. Riffs mais roqueiros movidos ao groove são bem executados, incluindo Til The Well Runs Dry, Silver Lining, e a pegajosa Rockstar Junkie. How Does It Feel encontra a banda aumentando seu groove e desafiando algumas pitadas de AOR. Outta the Blue tem uma pegada com mais peso e uma voz rasgada com um refrão bem melódico, um dos destaques gerais.

Alguns efeitos mais modernos, tanto no vocal quando nos instrumentos são bem aceitos como em What It’s Like. Human Race é uma faixa com potencial, mas se torna muito repetitiva, eles repetem “What’s the matter with the human race” tantas vezes que no meio você já quer pular. Assim como Scream, que acaba se perdendo um pouco no meio.

Não temos nada de novo aqui, porém ouvimos coisas interessantes. Essa abordagem mais moderna em uma sonoridade antiga, e uma voz mais rouca e áspera em baladas e músicas que normalmente não condizem mas aqui funcionam bem e dão um ponto de destaque.

O álbum de retorno auto-intitulado do Roxy Blue encontra a banda em boa forma, oferecendo um rock pesado, melódico, robusto e criativo. Não creio que irá fazer o barulho necessário, mas aos fãs do estilo e aos fãs da banda, um prato cheio. Para ser apreciado e desfrutado.

Nota final: 7,5/10

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