Review: Baroness – Gold & Grey

Por Lucas Santos

Mas no decorrer das expansivas 17 músicas do disco, os membros da banda exploram uma paleta de emoções e idéias sonoras tão variadas quanto as pinturas que o vocalista John Baizley consegue fazer.

Lucas Santos

Mais Heavy Metal:
Death Angel – Humanicide
Savage Messiah – Demons
Possessed – Revelations of Oblivion
Pectora – Untaken 
Amon Amarth – Beserker

Gravadora: Abraxan Hymns
Lançamento: 14/06/2019

Baroness é uma das bandas mais emergentes dentro do cenário do metal progressivo nos últimos 10 anos. Desde o lançamento da sua estréia Red Album (2007) o grupo sempre manteve um nível acima da média, e perpetuamente adicionando elementos em sua sonoriadade. Sua música, além do Heavy Metal, incorpora elementos de sludge, rock progressivo, rock alternativo, entre outros.

Gold & Grey é o seu quarto esforço. O quarteto, que sempre flertou em alcançar voos maiores e entrar no patamar de Opeth, Mastodon, e é a entrada final da longa série de lançamentos codificados por cores. Teria sido, de forma poética, trazer o som da banda de volta ao lançamento, e de certa forma o grupo faz exatamente isso. Mas no decorrer das expansivas 17 músicas do disco, os membros da banda exploram uma paleta de emoções e idéias sonoras tão variadas quanto as pinturas que o vocalista John Baizley consegue fazer.

Esse é também o primeiro álbum, em um bom tempo, que o guitarrista Peter Adams não participa. Ele foi substituido por Gina Gleason, que foi guitarrista por quanse dez anos do Cirque du Soleil no Mandala Bay em Las Vegas.

Junto com o baixista Nick Jost e do baterista Sebastian Tomson, e uma abordagem altamente improvisada, a banda conseguiu desfrutar de todas as suas excentricidades. Guitarras acústicas ancoram passeiam por Tourniquet, enquanto riffs mais distorcidos em Throw Me an Anchor e Broken Halo lembram os ouvintes que as raízes de Heavy Metal que a banda ainda possui, e em Seasons, o baterista Thomson emprega uma velocidade típica das bandas de metal mais extremas. Interlúdios como Blankets of Ash e Crooked Mile evocam a grandiosidade do rock progressivo com seções de cordas, sintetizadores e complexos segmentos. Baizley e Gleason se destacam durante quase toda uma hora pelas conjuntas harmonias vocais empregadas, ao estilo Alice In Chains.

O trabalho só não é perfeito porque a produção, em alguns pontos, deixa a desejar. Nunca foi uma característica positiva, mas nos dias de hoje, existem alternativas melhores para masterização e produção final. Com uma tonelada de informação durante as músicas, fica difícil de captar tudo de primeira, é preciso repetir a audição algumas vezes para que tudo seja absorvido da forma necessária. Um problema que poderia ser facilmente evitado.

Vindo de uma banda que é muito regular em seus trabalhos, é difícil afirmar que Gold & Grey é o seu álbum definitivo. Mas, sendo sincero, é sim. Eles captaram tudo de melhor nos quase 15 anos de estrada, entregam algo que é, não só grandioso, mas inovador e totalmente fabuloso. Um prato cheio para quem aprecia a boa música e quer presenciar uma banda que estava em acensão, e que agora, chegou no topo.

Nota final: 9/10

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