Review: Death Angel – Humanicide

Por Lucas Santos

A produção também é ótima, conseguindo achar um ponto onde o moderno e a manutenção do som clássico se fundem de uma forma orgânica e bem direcionada.

Lucas Santos

Mais Heavy Metal:
Savage Messiah – Demons
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Gravadora: Nuclear Blast
Data de Lançamento: 31/05/2019

“Isso é o que eu sou, apesar do que você acredita”

Todo mundo tem uma banda de Thrash Metal favorita fora do Big Four. Desde 1982, o Death Angel corre por fora, e nos quase 40 anos de indas e vindas, com excelentes materiais, uma sólida formação com poucas mudanças, oito álbuns gravados, eles são um dos poucos sobrevientes dessa época que ainda conseguem lançar algum material envolvente e fiel aos seus dias de glória.

Após o excelente The Evil Divide (2015) os veteranos de São Francisco estão de volta com seu nono álbum de estúdio intitulado Humanicide, outro trabalho que tenta ultrapassar os limites, muitas vezes impostos, do Thrash Metal. A faixa-título inicial dá início às coisas, com agressividade e atitude recorrentes dos últimos álbuns dos thrashers da Bay Area. Eles têm estado em uma fase absoluta, não apenas respirando uma nova vida no velho gênero, mas também em si mesmos. Apesar de termos o que esperamos quando falamos de Death Angel, no decorrer o álbum em si, se torna mais intrincado em termos de pura destreza e capacidade de surpreender o ouvinte.

Divine Defector é um bom exemplo disso, onde o velho thrash entra em ação, furiosamente e no ponto, incorporando elementos mais agressivos que às vezes podem ser alinhados com bandas modernas. Agressor é pesado, mas com dinâmica e alguns sons diferentes adicionados, que são todos encapsulados dentro do som de metal clássico pelo qual a banda é conhecida, algo mais tradicional.

Thrash Metal legends.

The Pack e Revelation Song carregam um groove mais pesado, prato cheio para qualquer headbanger. Immortal Behated, além de trazer o ambiente pesado e escuro, tem notas de piano no fim que fecham em ótimo estilo, trazendo um destaque ainda maior. Um território para o qual a banda gosta de pisar, e é bem feito e sem problemas. A produção também é ótima, conseguindo achar um ponto onde o moderno e a manutenção do som clássico se fundem de uma forma orgânica e bem direcionada. Faixas como I Came For Blood, Ghost of Me e Of Rats and Men são mais diretas e vão agradar de graça os fãs que preferem uma sonoridade mais rápida e energética.

Humancide é outro lançamento de qualidade de uma banda que só vem entregando coisas boas. Ele é sólido e arrojado, talvez não se compara aos lançamentos clássicos da banda, algo difícil, porém todos os riscos assumidos são, majoritariamente, acertados. Um prato diversificado e divertido que agrada aos fãs do Thrash e do metal tradicional.

Nota final: 8/10

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