The Rock List – Top 10 álbuns de Metal de 2017

Po Lucas Santos e colaboradores

2017 também foi um excelente ano para o Heavy Metal em geral. Algumas bandas consagradas lançaram materiais inéditos dignos dos seus tempos de ouro, e outros grupos divulgaram álbuns que mudaram patamares. Assim como fizemos no ano de 2018, confira nosso Top 10 álbuns de Metal de 2017, com uma breve análise dos nossos colaboradores.

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10. Paradise Lost – Medusa

Os mais interados no estilo Doom/Gothic metal, com certeza já conhecem o Paradise Lost, banda foi formada em 1988 e é uma das precursoras do estilo. Ao longo de 30 anos de carreira os músicos fizeram diversas experimentações ao longo de seus álbuns, começando pelo metal mais extremo seguido pelo Thrash, indo do gótico ao industrial, e mais recentemente retomando as raízes com The Plague Within (2015) e se estabelecendo ainda mais intensamente com seu 15º album, chamado Medusa. No entanto, mesmo ao retornar as raízes mais extremas, os músicos conseguem inovar e modernizar a sonoridade, mostrando todo o aprendizado que tiveram com tantas experimentações, trazendo um álbum profundo, soturno, pesado, empolgante e viciante. D.L

9. Kreator – Gods of Violence

Depois do petardo Phanton Antichrist, onde é impossível respirar, os monstros do Thrash Metal alemão, Kreator, nos presenteiam com o violento e melódico, Gods of Violence. Álbum com muito peso e velocidade, mas também, com muitas passagens melódicas e solos de guitarra repletos de muita harmonia e feeling, que dão uma sonoridade que mescla Power Metal com Thrash Metal, lembrando uma mistura de Blind GuardianAccept com o próprio Kreator. Esse resultado alcançado aqui conseguiu agradar tanto aos fãs mais antigos, como atrair uma leva de novos apreciadores do som. É preciso elogiar também o ótimo trabalho a frente dos vocais por Miland “Mille” Petrozza, também guitarrista. V.T

8. Cavalera Conspiracy – Psychosis

Psychosis é um caminhão descontrolado descendo uma ladeira íngreme, quase sem freios, a mais de 1.000 km/h. O álbum condensa uma porrada atrás da outra, trazendo elementos de Thrash e Death lembrando muito a sonoridade da época de ouro do Sepultura. Em alguns momentos podemos também notar a influência de sons psicodélicos e tribais. A sequência InsaneTerror Tactics, Impalement Execution e Spectral War é algo único! Um som pesadíssimo. É sem dúvidas o melhor trabalho de Max desde que saiu do Sepultura. L.S

7. Aeryon – The Source

Ayreon é o principal projeto musical criado pelo multi-instrumentista holandes Arjen A. Lucassen, reunindo grandes nomes do metal para participações especiais em seus álbuns. Em 2017, Arjen resolveu retomar a cronologia dos Eternos e do Planeta Y (algo sempre presente na maioria dos álbuns) e nos contar a origem de tudo com The Source, álbum esse que mistura todos os elementos trabalhados anteriormente de forma bem mesclada, nos trazendo a sensação de familiaridade e também de descoberta, como se estívessemos lendo um livro épico. The Source conta com as participações especiais de cantores convidados que já haviam participado antes de outros álbuns como James LaBrie (Dream Theater), Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob), Simone Simons (Epica), dentre outros, e também alguns novos nomes como Michael Eriksen (Circus Máximus) e Zaher Zorgati (Myrath), além da participação dos guitarristas Paul Gilbert (Mr. Big), Guthrie Govan (The Aristocrats) e o tecladista Mark Kelly (Marillion). Uma festa épica. D.L

6. Bellwitch – Mirror Reaper

Mirror Reaper um trabalho monolítico do doom metal, dominates com 83 minutos de duração. Nascido da dor de seu fundador Adrian Guerra, o álbum oferece um retrato sonoro da banda em suas profundezas absolutas. Cada nota singular parece um abismo de emoção, profundo o suficiente para cair de cabeça, torcendo os vocais gravados por Guerra antes de sua morte, que oferecem uma luz orientadora para a aceitação através da falta de esperança. O álbum só tem uma faixa. L.S

5. Converge – Dusk In Us

É raro que uma banda com mais de 25 anos de história permaneça relevante com os gostos em mudança da cena musical em geral. É quase impossível, no entanto, que uma banda esteja por tanto tempo e não apenas permaneça vital, mas continue melhorando, amadurecendoe cativando, ao mesmo tempo em que permaneça inflexivelmente pesada, brutal e, o mais importante, ela mesma. Converge mais uma vez diz tudo o que pensa em The Dusk In Us, aumentando ainda mais sua soberania no estilo. L.S

4. Elder – Reflections of a Floating World

O power trio de Boston é uma das bandas de Doom Metal mais importantes da atualidade. Em Reflections of a Floating World, têm o seu ponto alto na carreira. Um álbum de apenas 6 faixas, com de mais de 1 hora de duração, que mistura elaboradamente elementos do Rock e Metal progressivo com stoner rock. Uma viagem, que vale a pena cada minuto. L.S

3. Mastodon – Emperor of Sand

Mastodon se mostra cada vez mais afiado ao misturar suas influências modernas e ainda conter elementos dos anos 70, trazendo uma sonoridade pesada, técnica, complexa e ao mesmo tempo acessível em diversos momentos. Após o excelente Once More Round the Sun (2014), mostrando todo o seu potencial, os músicos tinham a responsabilidade de criar algo à altura, e com Emperor of Sand eles chegam perto disso. O álbum opta por seguir uma linha mais direta e com menos variações entre as músicas do que seu antecessor, deixando o lado mais psicodélico para o EP lançado meses depois, o que não tira em nada o mérito das composições, que continuam no mesmo nível de excelência dos dedicados músicos, e só nos faz admirar a liberdade criativa dos mesmos.  Ainda conta com o vencedor de melhor canção de Metal do Grammy do mesmo ano: Sultan’s Curse. D.L

2. Code Orange – Forever

Um álbum bizarro que se estende e passa por todos os subgêneros do metal. Pesado com tons sombrios e demoníacos. Uma das grandes surpresas do ano. O Code Orange estabeleceu com Forever uma sonoridade única e inovadora, se tornando uma das bandas mais comentadas em 2017, concorrendo ao Grammy de melhor álbum de Metal e influenciando diversas outras bandas. Um marco. L.S

1. Power Trip – Nighmare Logic

O segundo full-length da banda texana de Dallas, criada em meados de 2008 é um álbum curto com 8 faixas, com um pouco mais de 30 minutos. Têm uma música mais pesada que a outra ao melhor estilo Thrash Metal dos anos 80. Não dá pra respirar. Nightmare Logic elevou o Power Trip a um outro patamar, conquistando mais fãs e tornando a banda uma nova potência, e realidade do gênero atualmente. L.S

Lista de contribuintes:
Daniel Ladislau – D.L
Wendell Resende – W.R
Luis Rios – L.R
Vinicius Tramont – V.T
Lucas Santos – L.S

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