Review: Paladin – Ascension

Por Lucas Santos

A mistura da época de ouro da Bay Area e elementos de death metal melódico injetam uma boa dose de agressividade e dinamismo. Com a banda executando cada música com a maior convicção, cada segundo do registro se torna envolvente.

Lucas Santos

Mais Heavy Metal:
Savage Messiah – Demons
Possessed – Revelations of Oblivion
Pectora – Untaken
Amon Amarth – Beserker

Gravadora: Prosthetic Records
Data de lançamento: 17/05/2019

Oriunda de Atlanta, Paladin – talvez essa seja a décima quinta banda com esse nome na história do Heavy Metal – é uma fusão de músicos provenientes de outras bandas locais. Com uma história de apenas 4 anos, dois discos demos gravados, Ascension é sua estréia, e bem… que estréia.

Awakening é a primeira faixa. Um belo petardo de Power Metal, que junto com Black Omen lembra a fase mais recente do Angra e os primórdios do Hellowen. Imaginei que esse seria o tom do álbum assim que terminei de escutar, porém, a segunda música Divine Providence, me surpreendeu por acrescentar elementos do Death Metal, mantendo as melodias, soando algo parecido com o Children of Bodom. A faixa traz uma bela mistura desses elementos, alternando os vocais limpos e gurutais, com componentes de Thrash Metal, uma mistura arrebatadora, de tirar o fôlego.

Enquanto Call of the Night e Shoot for the Sun, são mais puramente orientados para o Thrash, Bury the Light une o trabalho do metal progressivo alinhando passagens de power metal. Genesis é a faixa mais ambiciosa e longa do álbum, e brilhantemente, consegue nos envolver em cada segundos dos seis minutos, algo que hoje em dia, muitas bandas de power metal não conseguem fazer. A mistura da época de ouro da Bay Area e elementos de death metal melódico injetam uma boa dose de agressividade e dinamismo. Com a banda executando cada música com a maior convicção, cada segundo do registro se torna envolvente.

O guitarrista e vocalista Taylor Washington é totalmente capaz de lidar com vocais limpos e graves com habilidade e confiança. Sua voz limpa lembra muito a de Fabio Lione, dependendo das circunstâncias, enquanto seus suas passagens guturais, Alexi Laiho. Seu alcance é nítido e poderoso, nos dando a impressão de que a banda possui dois cantores, tamanha extensão vocal. Seu trabalho de guitarra, ao lado de Alex Parra, é impressionantemente tenso e rico em harmonia, os solos, riffs e contruções deslumbram qualquer ouvinte, enquanto as incontáveis ​​mudanças rítmicas e inteligentes do baterista Nathan McKinney elevam ainda mais a natureza dinâmica de Paladin. Se há um mínimo detalhe a se mencionar em relação a produção, seria que, a bateria podia ser um pouquinho (muito pouco) mais presente no produto final.

Ainda é difícil mensurar o quão cativante e impressionante é o registro de estréia da banda americana. Uma reunião de talentos e de excelentes idéias que juntas, foram executadas de uma maneira quase que inexplicável. Ascension é um raro exemplo aonde tudo funciona, um álbum indispensável para sua trilha sonora de 2019.

Nota final: 9,5/10

Confira mais links:

Facebook | Bandcamp

4 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: