The Temperance Moviment

Por Roani Rock

Bem vindo à mais uma categoria de conteúdo disponibilizado pela The Rock Life pra você, amante da boa música, mais precisamente do rock e metal.

Toda semana iremos indicar bandas, digamos, desconhecidas no grande cenário e pouco mencionadas nacionalmente. A ideia é apenas espalhar o som de bandas diferentes, “novas” (bem, excepcionalmente essa semana traremos uma banda antiga) e que não tiveram espaço aqui. Tentaremos focar naquelas que tiveram álbuns que não foram resenhados ainda. Do rock clássico ao metal extremo, aqui vale de tudo. Traremos uma breve explicação da banda e álbuns essenciais da discografia, sem muita aprofundação, o conceito do “Banda da Semana” é apenas disponibilizar novos nomes a vocês. Aproveitem.

QUEM SÃO?

The Temperance Moviment é uma banda de Blues Rock vinda de Glasgow que modula o southern rock americano em seu som. Formada em 2011, a banda foi montada pelo vocalista Phil Campbell, o baixista Nick Fyffe, o baterista australiano Damon Wilson e pelos guitarristas Luke Potashnick e Paul Sayer. O Temperance trilhou um caminho árduo com certa notoriedade até este ano de 2020, fechando um ciclo da banda com a saída do vocalista. Antevendo um hiato, prestamos essa homenagem.

POR QUE VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Acho intrigante uma banda de Glasgow fazer um som mais voltado a um gênero americano como o Southern, todavia, se você gosta de bandas como o The Faces (também britânica), certamente vai gostar desses caras. Phil Campbell tem uma voz rasgada que traz o espírito de Joe Cocker, Rod Stewart e Chris Robinson do Black Crowes à tona de forma bem marcante, diria até que é o ponto forte da banda. O restante do conjunto consegue também ter seu destaque, se fosse pra comparar, diria que eles soam como um Rival Sons, só que mais crus. O fato de ser um grupo que fez uma carreira baseada em ser banda de abertura para outras mais reconhecidas não condiz com a grandiosidade do seu som. Abaixo, aquela que talvez seja o maior hit da banda, Only Friend.

QUAL ÁLBUM VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Surgiram em 2013, com seu disco de estreia, mas só tomei conhecimento deles dois anos depois, fiquei impressionado e comemorei por ter uma banda à altura de substituir o Black Crowes, que estava para se separar. A primeira faixa que escutei foi Ain’t no Telling, que tem um riff na pressão e uma melodia vocal bem interessante e blueseira, foi amor a primeira escutada. Em seguida, baixei o disco e ouvi muita coisa preciosa para um primeiro álbum. As baladas Pride, Chinese Lanternes e Lovers and Fighters mostram balanceamento entre suavidade e agressividade, mostrando a banda ser bem plural e não restrita a rocks como Know For Sure e Midnight Black.

O segundo álbum, White Bear, foi menos comercial e bem mais pesado, com uma produção mais profissa e trazendo canções fortes, como Three Bulliets, a canção experimental A Pleasant Peace I Feel, a ACDCnesca Modern Massacre, a cheia de reverb Battle Lines e a que nomeia o álbum. Não consegue superar as canções do primeiro, mas serve para mostrar que a experiencia chegou pros caras e a qualidade das composições se manteve.

Já o terceiro álbum de 2018 traz um cadenciamento, uma boa retomada do som que eles trouxeram no primeiro disco. O grande hit é Caught In The Middle, uma canção forte com o baixo em ebulição e Phil com maior potência na voz. Sinto esse disco com maior destaque para os outros membros da banda, o balanço gerado pela batera de Simon Lea, que substituiu Damon Wilson em Buil-in Forgetter, é esplêndido. Eles se tornaram especialistas em fazer baladas bem emocionais, a de destaque do disco é A Deeper Cut, que por sinal nomeia o álbum. Backwater Zoo talvez seja a música mais inspirada em Joe Cocker que eles já compuseram, muito boa também.

É um álbum grande que não tem momentos de queda apesar da duração. Another Inspiral é outra balada, que traz o contraste da voz com a guitarra que fazem tão bem, até que o clima sulista chega trazendo um blues adorável chamado Beast Nation. Enfim, sem prolongar tanto, o álbum é uma delícia e será a minha indicação. Mas sugiro fortemente escutar o primeiro álbum também. Como Phil saiu da banda, dificilmente veremos esses caras por aqui no Brasil tão cedo, mesmo com uma volta, mas ao menos os álbuns e as apresentações ao vivo gravadas e disponibilizadas seguem disponíveis para se escutar sem cessar.

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