Review: Sevendust – Blood & Stone

Por Lucas Santos

Blood & Stone é o seu 13º álbum de estúdio e, para sorte dos fãs de longa data, faz absolutamente tudo o que eles esperam -e que eu esperava. Um som central que abrange hard rock bombástico e metal alternativo, absolutamente acertado. E embora não haja grandes mudanças no álbum, há alguns ajustes mais precisos que o tornam mais chamativo que os últimos trabalhos. É de se notar uma pitada de elementos eletrônicos que são usados de forma sutil nas construções das músicas. Há também uma série de riffs de nu-metal nostalgicos, e também um cover de The Day I Tried To Live do Soundgarden, que é inusitadamente interessante.

Lucas Santos

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Gravadora: Rise Records
Data de lançamento: 23/10/2020

Gênero: Metal Alternativo
País: Estados Unidos

Nem nos meus mais estranhos sonhos eu iria imaginar que o Sevendust iria lançar um álbum relevante em pleno 2020. Acho que o ano está tão estranho que isso não é algo de se espantar. A verdade é que o Sevendust tem uma carreira muito sólida. Em uma carreira de mais de duas décadas, eles nunca lançaram um álbum ruim, mas também nunca fizeram algo revolucionário ou fora da curva, sempre se mantiveram no padrão. Eles definiram seu próprio som, alcançaram um status confortável e até conseguiram certifcado de Ouro nos três primeiros álbuns de estúdio.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção na banda foi o carisma e paixão de seu frontman Lajon Witherspoon. O que impressiona também é que eles mantém a mesma formação desde o começo. Sim, absolutamente nenhuma mudança de lineup aconteceu nos mais de 26 anos de sua existência e isso é impressioante. Isso explica um pouco a solidez da sua extensa carreira e mostra uma união que normalmente não é vista, principalmente em bandas experientes e de relativo sucesso.

Blood & Stone é o seu 13º álbum de estúdio e, para sorte dos fãs de longa data, faz absolutamente tudo o que eles esperam – e que eu esperava. Um som central que abrange hard rock bombástico e metal alternativo, absolutamente acertado. E embora não haja grandes mudanças no álbum, há alguns ajustes mais precisos que o tornam mais chamativo que os últimos trabalhos. É de se notar uma pitada de elementos eletrônicos que são usados de forma sutil nas construções das músicas. Há também uma série de riffs de nu-metal nostálgicos, e também um cover de The Day I Tried To Live do Soundgarden, que é inusitadamente interessante.

Dying To Live abre os trabalhos com um riff explosivo e um refrão de arena, enquanto Love mostra a paixão que Lajon pode apresentar em sua voz, adotando uma abordagem mais melódica e simplificada. Blood From A Stone utiliza os riffs de nu-metal mais nostálgicos, com um ótimo groove de fundo. What You’ve Become é um dos momentos mais interessantes. Aqui é o que o Sevendust faz (e sempre fez) de melhor. Peso essencial nos versos e refrão melódico sing along. Bingo! Feel Like Going On e Nothing Left To See Here Anymore são as baladas, que apesar de já serem esperadas, são bastante interessantes.

Desperation tem um riff inicial que me lembrou muito Mark Tremonti (Alter Bridge e Creed). A faixa foi uma das que me fez bater, de leve, a cabeça. Criminal injeta uma vibe mais post-rock que se funde em um refrão que, pasmem, é melódico e grandioso. Wish You Well é uma faixa mais agressiva, Lajon até muda a forma de cantar e usa uma abordagem mais rasgada e bruta. O trabalho das de Clint Lowery também são de tirar o chapéu. Eu sempre o achei muito subestimado.

Meu problema com Blood & Stone é o mesmo de praticamente todos os álbuns do Sevendust: repetição. Eu sempre tenho a sensação de estar ouvindo a mesma música em vários momentos. Apesar disto não ser tão marcante neste álbum, visto que nos anteriores essa sensação era bem mais forte, ainda acontece bastante. Parece que é um “problema” que vai acompanhar a banda até o fim de sua carreira. Não acredito que estejam a fim de arriscar e, quando arriscam, é sutil e quase irrelevante.

Por isso que defino Blood & Stone como um álbum importante. Pode não ser tão relevante para o ano de 2020, mas certamente é para a discografia da banda e para o nicho de rock/metal alternativo. E impossível não notar a paixão que esses caras tem por fazer esse tipo de música. Da voz de Lajon nas melodias bem trabalhadas, até os refrãos pegajosos e trabalhos de guitarras intrigantes. Blood & Stone é um álbum do Sevendust, e tinha tempo que o Sevendust não fazia um tão rico e interessante assim.

Nota final: 7/10

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