THE ROCK LIST – 5 Bandas que repaginaram o som de seus ídolos

por Roani Rock

O título da matéria já é alto explicativo, a ideia inicial era trazer grupos cover que adotavam um estilo musical diferente das bandas a qual eles homenageiam. Isso se tornou inviável mediante a escassez, três foram identificadas e as outras foram colocadas por conta do trabalho ter sido honroso mas fugiram da proposta original.

A lista a seguir ganhou a missão de trazer certos nomes de bandas – cover ou não – que com sua genialidade pegaram o som de ídolos do rock clássico e utilizando estes como base criaram propostas novas para suas canções fugindo da harmônia ou adotando um outro estilo musical mudando tudo da música, entretanto, sem perder características impossíveis de serem mexidas.

Não queremos aqui falar de uma banda que faz versão de várias músicas de diversos artistas em um estilo. A ideia aqui é falar de uma banda que faz seu som em um estilo ao qual a banda homenageada não pertence ou que poucas vezes usufruiu deste estilo diferente em alguma canção. Por isso vocês não vão ver nessa lista o Postmodern Jukebox, Scary Pockets ou Sambô. (risos)

Tudo ficará mais claro a partir de agora. Vamos a lista:

Blues Beatles

Começaremos com essa banda brasileira cover dos Beatles. É certo que no vasto repertório dentro dos 10 discos dos 4 rapazes de Liverpool têm a presença de muitos Blues, principalmente no Let It Be e no Abbey Road. Mas é certo que os Beatles são uma banda que você pode chamar de rock, Rock ‘and’ Roll ou Pop/Rock no máximo.

Por isso o Blues Beatles é especial. Eles que surgiram em 2017 pegaram músicas como Eleanor Rigby e Yesterday (duas baladas quase jazz), Ticket to Ride e Help! que são mais pop e até músicas já proeminentes do Blues como Love Me Do e You Can’t do That e transformaram elas em um standard blues bem outfits cheio de jams e solos bem montados não só de guitarras, mas principalmente de Sax e teclados durante as performances. Mudaram tudo com muito bom gosto.

Também é de se destacar a aparência dos músicos usando ternos menos alinhados, chapéus, óculos escuros, ou seja, o visual outfits tipo Blues Brothers. Não é que os Beatles não tenham usado também, principalmente em 66/67, mas em termos de comparação, eles lembram os Rolling Stones por ter esse visual mais rebelde. Se parar pra pensar, é como se os Stones pegassem as músicas dos Beatles e fizessem em seus arranjos também.

Dread Zeppelin

Talvez a banda mais diferente presente nessa lista, diria até que são estranhos esses caras que surgiram no ano de 1989. Simplesmente porque o Dread Zeppelin não se trata apenas de uma homenagem ao Led Zeppelin já que o vocalista é claramente um cover do Elvis Presley em sua fase gorda e o fato do restante da banda tocar reggae – ou algo parecido com reggae – sem que nenhum deles seja jamaicano ou tenha a característica visual de um instrumentista de reggae.

As texturas das canções seguem respeitosas e reconhecíveis, mas você pode se perguntar que tipo de drogas os membros andaram usando para chegarem nesse som. Elvis com seu potente grave cantando Heartbreaker, a psicodelia exagerada em Your Time Is Gonna Come e o reggae desleixado em Immigrant Song podem te causar leves epifanias.O mas legal é que não soa como um desrespeito e o Robert Plant na época disse ter gostado do que eles fazem e até usou a camisa com a imagem dos caras.

Brown Sabbath

Agora as próximas duas bandas vão ter algo em comum. São bandas renomadas ou com certo reconhecimento da indústria musical que resolveram homenagear seus ídolos. Duas bandas foram escolhidas, no caso do Brownout, comandada pelo fera Adrian Quesada, a escolhida foi o Black Sabbath. Eles criaram novas versões de clássicos memoráveis como Iron Man e The Wizard. O que até ai é normal já que existem muitas bandas cover por ai. Mas o que faz esse trabalho especial é a originalidade da banda texana adicionar instrumentos de sopro, os famosos metais ao som dando uma veia mais funkeada ao metal pesado dos ingleses.

É puro Soul, o vocalista ressoa completamente a Ozzy Osbourne com uma presença de palco bem animada assim como é a do Mad Man adotando os ternos com franjas em algumas apresentações. A banda adiciona também elementos percussivos trazendo esse elemento do Soul e Funk na veia também. Conferir o som desses caras é o dever de qualquer fã do Sabbath.

Dark Side Of The Mule

O interessante de falar desse álbum é justamente ele trazer o processo reverso das bandas apresentadas até então. Neste caso em especial o Gov’t Mule, uma banda reconhecida por pertencer a safra de bandas americanas que fazem um som que beira o hard rock e o rock sulista americano, adaptaram-se ao modelo britânico psicodélico progressivo do Pink Floyd. Se moldaram ao estilo das canções do Floyd, adicionando backing vocals femininas e dando bastante espaço para os telados. Saindo praticamente fidedigno as gravações originais.

Dub Side Of The Moon

Aqui jaz o álbum de reggae em homenagem ao Pink Floyd. Sei que neste caso é mais uma coletânea do que propriamente o projeto de um músico, mas como é um projeto inesperado e fora de qualquer premeditação vale a lembrança. A ideia veio por parte de Michael Goldwaser e Victor Axelrod que juntou um par de bandas dub para fazer de maneira celebrativa a interpretação dos clássicos presentes no álbum de 1973, Dark Side Of The Moon.

O álbum lançado em 2003 trouxeSuggy Hanks, Corey Harris, Frankie Paul, Dr Israel, The Meditations, Kisty Rock, Dollar Man e o personagem de maior peso cantando 4 músicas Ranking Joe. Esses nomes dão a cara para esse álbum que vem acompanhado de instruções de como sincronizar as músicas com o filme de 1963, O Mágico de Oz. e produzir uma variação do efeito ” Dark Side Of The Rainbow“.

MENÇÃO HONROSA:

Lulu canta & toca Roberto e Erasmo

Neste álbum Lulu Santos trouxe distorção as músicas de Roberto e Erasmo Carlos que assumem normalmente uma aparência mais clássica. Como diria o próprio Roberto no seu especial de natal ao intérprete, “ele mudou tudo.”

Lulu fez basicamente o que o Rod Stewart tem feito nos últimos anos. Regravar canções com arranjos que fazem elas ganharem tanto de sua marca registrada que parecem ter sido feitas por ele. E assim Lulu afirmou seu posto de grande interprete principalmente pela versão de Como é Grande o Meu Amor Por Você e As Curvas da Estrada de Santos.

Por hoje é só. Até a próxima bicho!

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