Review: Eluveitie – Ategnatos

Sua instrumentação é perfeita, sua narrativa lírica é inteligente e poética, e eles continuamente criam canções que são tão sombrias e assombrosas, quanto maravilhosamente belas.

Lucas Santos

Gravadora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 05/04/2019

Eluveitie se descreve como “a nova onda do folk metal”. O estilo da banda incorpora características do death metal melódico, combinadas com as melodias da música tradicional celta. Eles usam instrumentos europeus tradicionais, incluindo o hurdy-gurdy e gaitas de foles, entre guitarras, vocais limpos e guturais. Suas letras incluem referências à mitologia celta, particularmente da Gália Celta.

Original da Suiça, a banda é uma das pioneiras no estilo e está na ativa desde 2002, lançando 7 álbuns de estúdio até o momento. Passando por várias mudanças de integrantes, ao todo, autalmente, possue 9 em seu lineup. Podemos dizer que estamos na terceira fase da banda. Fase essa que lança com a chegada de Ategnatos, o seu segundo trabalho, e o oitavo no total.

Para o oitavo álbum de estúdio o vocalista e multi-instrumentista Glanzmann – único membro fundador ainda presente – vocalista e multi-instrumentista Fabienne Erni, os guitarristas Rafael Salzmann e Jonas Wolf, o baixista Kay Brem, o baterista Alain Ackermann, a violinista Nicole Ansperger, o multi-instrumentista Matteo Sisti e Hurdy-Gurdyist Michalina Malisz – voltam-se para o passado para explorar o futuro e o conceito de renovação. As 16 músicas de Ategnatos são uma exploração ocultista, arcana e elitista que utiliza mitologia, crenças pagãs e espiritualidade para desviar o olhar do nosso mundo moderno.

O que chama, e sempre chamou a atenção em Eluveitie, é o instrumental. Nesse álbum temos um pouco de tudo no âmbito do metal. Death tradicional e melódico, Heavy Metal convencional, Power Metal, Metal sinfônico e claro: Folk Metal. Toda essa informação poderia sair confusa no produto final, mas não é o caso. Este é um álbum que consiste em atos muito fáceis de digerir. Todos os vários instrumentos e referências aqui mencionadas se encaixam como um quebra cabeça. Os riffs de guitarras misturados com os intrumentos celtas, o misto de vozes de Glanzmann e Fabienne. Cada peça é importante para que o produto final soe tão incrível.

Indo de faixas mais alegres como Ambiramus e The Ravel Hill, até Mine is Fury, agressiva e moderna. Seções com ótimos trabalhos de guitarra , particularmente em faixas como Breathe – A minha faixa preferida, que canção maravilhosa!- e Rebirth, e um adicional de peças de violino de como no solo de Deathwalker. Não há nada de novo a se destacar que já não tenha sido mostrado. Porém o primoroso material entregue dentro da complexidade proposta nos mostra porque Eluveitie é uma das bandas mais influentes nesse estilo.

Infelizmente, como acontece em muitos álbuns deles, o corte das faixas é esquisito. Três das faixas são apenas interlúdios que representam pouco mais que preenchimento. Tenho certeza de que essas pequenas faixas significam algo para a banda, mas para o ouvinte, fica tudo muito bagunçado. Elas fazem mais sentido quando se ouve o álbum direto, mas com dezesseis faixas, e 1 hora de duração, esta é uma tarefa difícil de se fazer em uma sessão. Uma alternativa mais acertada seria, reduzir o número, encaixar os interlúdios com a faixa principal e fazer uma coisa só. Seria mais fácil e mais dinâmico.

Em Ategnatos, Eluveitie continua a mostrar sua marca única de Folk Metal. Atraente, pesada e oscilante. Sua instrumentação é perfeita, sua narrativa lírica é inteligente e poética, e eles continuamente criam canções que são tão sombrias e assombrosas, quanto maravilhosamente belas.

Nota final: 8/10

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