Review: PUP – Morbid Stuff

O que mais me fascina em Morbid Stuff é como o PUP consegue soar agressivo e suave ao mesmo tempo.

Lucas Santos

Gravadora: Rise Records

Data de Lançamento: 05/04/2019

Diretamente de Toronto, Canadá. Pup é um quarteto que se intitula Punk Rock/Pop Punk. Formados em 2010 a banda possui a mesma formação durante os 9 anos, algo raro. Stefan Babcock (Vocais e guitarra), Nestor Chumak (baixo), Zack Mykula (bateria) e Steve Sladkowski (guitarra) ganharam notoriedade no álbum de estréia PUP (2013) e o sucesso comercial com The Dream Is Over (2016), sendo nomeados e vencendo diversas categorias e prêmios no seu país natal.

Com uma tarefa um tanto quanto ingrata, os integrantes lançaram dia 5 de abril de 2019 o seu terceiro trabalho de estúdio, Morbid Stuff, com a missão de continuar trilhando os caminhos do sucesso, amadurecer e fixar um som próprio.

O novo álbum dos punk rockers é um passo à frente para o quarteto de Toronto na questão da escrita e composição, as músicas são centradas em temas como: turnês, relacionamentos, niilismo e, bem, outras coisas mórbidas. O que mais me fascina em Morbid Stuff é como o PUP consegue soar agressivo e suave ao mesmo tempo. A maioria das faixas busca um ritmo em que o andamento é variado trazendo as duas sensações muito nítidas ao ouvinte. Babcock tem um alcance vocal admirável, quando está se rasgando com seus gritos como em Full Blown Meltdown, ou quando está quase que declamando as letras como em Kids e See You at Your Funeral, sempre soa nítido e puro.

Músicas como Closure e Free at Least – essa possui um riff de metal violento –  se destacam por outro ponto alto no álbum: os backing vocals. Feitos por Zack, Steve e Nestor, esse pequeno detalhe, aqui, faz toda a diferença. Quando bem usado, backing vocals transformam músicas, as deixando mais completas, e nesse caso, mais divertidas. As influências do indie são muito presentes, nas melodias e vozes, e influenciando nas construções das músicas, nas pausas e andamentos. Mais até que o punk em si, o indie é o elemento que se faz mais presente no álbum, porém, não é o mais marcante.

Morbid Stuff mantém a qualidade de lançamentos de PUP, que até o momento, não errou na mão. Uma variação de emoções durante as 11 faixas. Alegre, agressivo, com mensagens positivas e questionamentos mundanos do cotidiano. Certamente uma experiência diferente para cada ouvinte pela quantidade de temas abordados e estilos influentes. Um crescimento e amadurecimento geral dos canadenses. Morbid Stuff se destaca não apenas como o melhor álbum do PUP, mas também como um lançamento marcante para o gênero, e até o prezado momento um melhores álbuns punks do ano.

Nota final: 7,5/10


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