Review: Exumer – Hostile Defiance

A mescla de elementos da época de ouro, adicionados a uma excelente produção e masterização, deixam o produto final moderno e mais desenvolvido

Lucas Santos

Gravadora: Metal Blade Records Data de Lançamento: 05/04/2019

Quer capa mais Thrash Metal que essa?

Fundado na alemanha em 1985 por Mem V. Stein (vocal) e Ray Mensh (guitarra), o Exumer ficou reconhecido por Possessed by Fire, lançado em 1986, e constantemente inserido em listas ou citações de melhores álbuns de Thrash Metal durante os anos oitenta. Após o álbum de 1986 a banda lançou mais um trabalho no ano seguinte e encerrou as atividades em 1991. Quase 20 anos se passaram até a sua reunião oficial. Dessa vez Mensh e Stein recrutaram membros novos: T. Schiavo (baixo), Matthias Kassner (bateria) e Marc B (guitarra). E com essa nova formação lançaram dois trabalhos de estúdio: Fire & Damnation (2012) e The Raging Tides (2016). Tudo isso nos leva até 5 de abril de 2019, onde os alemães, em mais um ato louvável entregam ao mundo Hostile Defiance.

O álbum segue digamos que uma cartilha de Thrash Metal. Em primeiro lugar, músicas curtas. Em segundo lugar, mantenha a duração total do álbum abaixo de 45 minutos. E por último, seja rápido, agressivo e alto. Aqui, todas essas regras essenciais são seguidas trazendo as melhores características de gigantes do gênero como Exodus, Testament, Kreator e Slayer. A mescla de elementos da época de ouro, adicionados a uma excelente produção e masterização, deixam o produto final moderno e mais desenvolvido. Mem Von Stein usa o que tem de melhor do seu grunhido áspero combinando com variações vocais que evitam o marasmo. Mensh e Brautigam esculpem o álbum com riffs propulsivos e poderosos para headbanger nenhum botar defeito e a bateria de Kassner é uma britadeira imparável durante os 38 minutos.

Infelizmente o baixo de Schiavo não é perceptivo, você sabe que ele está lá, mas não é tão nítido quanto o resto dos instrumentos. A faixa título logo seguida por Raptor estabelecem a qualidade do que vem adiante. Dust Eater tem mais groove e um solo mais harmonizado. Descent é mais pesada e possui um belo trabalho em conjunto das guitarras durante o riff principal e Trapper podemos dizer que é a faixa de Thrash Metal raíz. Até somos presenteados como uma faixa bônus cover de He’s a Woman – She’s a Man dos conterrâneos Scorpions.

Hostile Defiance é uma combinação sólida de diferentes abordagens seguindo uma receita de bolo para um bom álbum do gênero. Tudo que você procura está aqui, soando como um “old school” mais nítido, limpo e fresco, sem perder a essência e relembrando as origens. Um prato cheio para amantes do gênero e uma cartada certeira do quinteto alemão. Redefinindo o seu som, buscando atingir vôos maiores, e em busca de passos mais largos nessa nossa retomada na carreira.

Nota final: 7/10

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