Review: The Dead Daisies – Holy Ground

Por Lucas Santos

No final, a partir da primeira audição, temos a certeza que o The Dead Daisies tem seu jogo de Rock N’ Roll preparado e pronto, e cada música do Holy Ground prova isso. Para alguém que nunca ligou tanto para a banda, o novo trabalho do Daisies é uma surpresa mais que agradável. O mais puro, velho e bom Rock N’ Roll. Não preciso muito mais do que isso.

Lucas Santos

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Gravadora: The Dead Daisies (Independente)
Data de lançamento: 22/01/2021

Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos

Imagina ser milionário. Agora imagina ter uma certa aptdão para tocar guitarra. Depois imagine ser fã de Rock N’ Roll (Acho que se você tá lendo isso aqui você já é. Não precisa imaginar). Todas essas características se encaixam em David Hillel Lowy. Ele é um empresário e aviador. Filho mais velho do co-fundador da Westfield Corporation (Companhia imobiliária australian), Frank Lowy, e diretor do Lowy Family Group (LFG), e do grupo de investimento privado da família Lowy. Além da vida de negócios, David é guitarrista, e criou em 2015 o The Dead Daisies, aonde ele botou o seu sonho de ser rockstar pra jogo e se cercou com alguns dos maiores nomes do Hard Rock para o acompanhar nesta jornada.

O supergrupo The Dead Daisies lançou seu quinto álbum Holy Ground, uma recheada amostra incendiada que aproveita ao máximo os principais talentos da banda. Além do fundador e guitarrista David Lowy, o álbum é composto por lendas do rock como o guitarrista Doug Aldrich (Whitesnake, Dio), o baterista Deen Castronovo (Journey, Bad English, Hardline) e o baixista e vocalista Glenn Hughes (Deep Purple, Black Country Communion). Uma enxurrada de talentos que já fizeram na história do Rock N’ Roll e que juntos, atingem o ápice da banda, com esse que é um dos álbuns mais destruidores de 2021.

A partir do play, tudo o que presenciamos é uma aula de Hard Rock, sem muita conversa fiada. A começar pela produção, uma das melhores que já ouvi em anos (Ah se toda bateria soasse como a bateria Castronovo), passeando pela composições destruidoras e terminando no grande destaque, que não pode deixar de ser citada, a perfomance de Glenn Hughes. Hughes está entre os melhores cantores de Rock do ramo, e depois de todo esse tempo ainda é capaz de voar alto sobre o grande ritmo da banda. – Ele foi o último a integrar o grupo, em 2019. É fascinante ainda poder ouvir uma das vozes mais potentes e lendárias do Rock em plena forma no ano de 2021.

Holy Ground (Shake The Memory) inicia o álbum ditando o ritmo. O som é grooveado, pesado, cativante e descontraído. Aldrich distribui riffs e solos alucinantes e revigorantes. Like No Other (Bassline) agita os ouvidos com um solo de baixo que tirou um sorriso gigante do meu rosto. Chosen And Justified, Saving Grace, Unspoken são todos exemplos de como esas formação deu liga e quão inspirados os Dead Daisies estavam. São faixas que marcam todas as caixinhas de um hit irreparável de Hard Rock, são memoráveis e encapelam qualquer corpo que os esteja ouvindo.

Ainda há tempo ser presenteado com a versão mais potente do clássico de 1972 do Humble Pie, 30 Days In The Hole, que eleva ainda mais o que já era brilhante. No final, a partir da primeira audição, temos a certeza que o The Dead Daisies tem seu jogo de Rock N’ Roll preparado e pronto, e cada música do Holy Ground prova isso. Para alguém que nunca ligou tanto para a banda, o novo trabalho do Daisies é uma surpresa mais que agradável. O mais puro, velho e bom Rock N’ Roll. Realmente eu não preciso muito mais do que isso.

Holy Ground é o chute na bunda de todos que falam que o Rock está morto. Com uma produção fora de série e nível de musicalidade e técnica muito acima da média, este é um registo de Hard Rock que não pode deixar de passar pelos seus ouvidos em 2021. O melhor registro do sonho de rockstar de David Lowy, e uma das melhores performances de todos os seus músicos que o acompanham. Será que vai dar ligar quando os shows voltarem? Espero que sim. O Rock N’ Roll agradece.

Nota final: 9/10

12 comentários

  1. Nossa, eu odiei esse álbum. Eu achei ele muito sem energia, e achei os solos de guitarra do Doug Aldrich bem deslocados. E, por sinal, citar esse como um possível melhor trabalho do Glenn Hughes quando ele tocou baixo no Burn é triste. Fiz uma resenha também, mas eu realmente achei que já tá concorrendo a pior álbum do ano. Eu tô vendo esse hype em volta dele e sinceramente não entendi.

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    1. Seguindo a resenha, eu gostei muito do trabalho. Tanto na produção quanto nas músicas, ainda mais nas performances dos músicos. Não comparo Holy Ground com Burn, mas para o Hard Rock moderno esse é um dos álbuns mais legais dos últimos 5 anos, Hughes tá voando!

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