Revisando Clássicos: George Harrison – All Things Must Pass

Por Roani Rock

Bem vindos a mais um revisando clássicos, aqui analisamos discos atemporais que, de alguma forma, marcaram a história da música de maneira revolucionária. Traremos uma introdução ao álbum contando fatos que o fizeram importante para a carreira da banda, um faixa-a-faixa (excepcionalmente neste reduzido) e, por fim, citações das principais mídias especializadas em reviews. O álbum de hoje é o cinquentenário único álbum triplo de um beatle, All Things Must Pass de George Harrison.

INTRODUÇÃO AO ÁLBUM

1969 foi um ano sem muito esmero e cheio de ressentimento que movimentou o fim da mais influenciadora e percursora banda que já existiu na face deste planeta meio verde meio azul chamado Terra. Em 1970, após lançado Let It Be e Abbey Road, o derradeiro disco dos Beatles, cada um dos 4 rapazes de Liverpool já tinha de alguma forma o seu Norte. Paul tomou a frente e lançou um melancólico e doído disco de estreia chamado McCartney, John amargurado e raivoso lançou o seu ressentido John Lennon e Plastic Ono Band. Quando chegou a vez de George Harrison, no dia 29 de novembro, o mundo se impressionou com o pretensioso disco de estreia que trazia a incrível promoção de três em um pela primeira vez na história de um artista.

All Things Must Pass não se trata de um disco audacioso ou de prepotência, na verdade é justamente o oposto, um trabalho simples e humilde de um verdadeiro músico que não recebia o devido valor e reconhecimento na banda em que estava. Não há um outro Beatle que merecesse um álbum completo de músicas suas, a comprovação foi o álbum possuir 23 faixas, muitas delas não aproveitadas pelos Beatles. Não a toa, foi também o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista. Chegou ao primeiro lugar nas paradas nos EUA e continha a música My Sweet Lord, que também chegaria ao topo das paradas. Além desta, What’s Life chegou ao 10º lugar.

 Vale lembrar que George já havia lançado dois discos solos antes de All Things Must Pass: Wonderwall Music em 1968 e Electronic Sound em 1969, mas estes eram basicamente instrumentais e trilhas para filmes onde George agiu mais na produção do que seriam climas para as cenas do que propriamente canções. Então, o disco de 1970 pode ser considerado o primeiro álbum solo pós-Beatles. No relançamento do disco, saiu um vídeo promocional em que, ao ser questionado sobre o que achava do álbum 30 anos depois, Harrison responde: “Muito eco”.

FAIXA-A-FAIXA

Um faixa-a-faixa se torna conveniente, mas não seguiremos a ordem numérica e sim a de importância, não só em termos mercadológicos, mas também para a história da banda. Lembrando que exclusivamente para esse álbum será reduzido para a matéria não ficar muito longa e a falta de informação sobre muitas das faixas.

My Sweet Lord

Não tinha como ser outra música iniciando o faixa-a-faixa, My Sweet Lord foi o primeiro single do álbum e da carreira solo de George Harrison e não foi por acaso que se tornou seu maior sucesso. No documentário The Material World , Harrison explicou o conceito da canção:

Primeiro, é simples. A coisa sobre um mantra, você veja… os mantras são, bem, eles chamam de vibração de som místico encerrado em uma sílaba. Ele tem esse poder dentro dele .É simplesmente hipnótico.

Para fazer o mantra ele usou as palavras “Hare Krishna” e “Hallelujah”, altamente incomum para uma música popular, quando canta “Hare Krishna… Krishna, Krishna, Hare, Hare.” Ele evoca um chamado ao Senhor. Quando o interpõe com um chamado cristão à fé: “Aleluia” – ele estava apontando que “Aleluia e Hare Krishna são exatamente a mesma coisa.” Buscando assim uma união mediante as visões diferentes dos povos por conta da religião.

A música assim que fez sucesso rendeu a George uma grande dor de cabeça, Ele foi acusado de plagiar a música He’s So Fine do grupo vocal feminino Shiffers gravado em 1962. Durante o complicado processo judicial, Harrison explicou como compôs a música: Ele disse que em dezembro de 1969, estava fazendo um show em Copenhagen, Dinamarca, com o grupo Delaney e Bonnie, cujo pianista era Billy Preston (que contribuiu para algumas gravações dos Beatles). Harrison disse que começou a escrever a música depois de uma entrevista coletiva, quando se afastou e começou a tocar alguns acordes de guitarra em torno das palavras “Hallelujah” e “Hare Krishna“. Ele então trouxe a música para a banda, que o ajudou a descobrir enquanto criava a letra. Quando voltou a Londres, Harrison trabalhou no álbum Encouraging Words de Billy Preston. Eles gravaram a música para o álbum, que foi lançado pela Apple Records no final de 1970, e Harrison entrou com um pedido de copyright para a melodia, letra e harmonia da música. A versão de Preston permaneceu como um corte do álbum, e foi o single de Harrison que foi o grande sucesso e provocou o processo, aberto em 10 de fevereiro de 1971, enquanto a música ainda estava nas paradas.

All Things Must Pass

A música que intitula o álbum é uma das canções que George Harrison salvou de seus dias com os Beatles. Ele escreveu muitas canções enquanto esteve com a banda, mas também o fizeram John Lennon e Paul McCartney. Em função disso, a maioria dos álbuns dos Beatles continha apenas uma ou duas composições de Harrison; embora canções como Something e Here Comes The Sun sejam consideradas clássicas por muitos fãs dos Beatles.

All Things Must Pass é uma das obras de arte deste álbum e uma das que tratam sobre o conflituoso término dos Beatles. Ela começou a ser formada pela influência que George sentiu no som da The Band com quem esteve em woodstock no ano de 1968. Para a letra a inspiração principal foi o poema “All Things Pass” de Timothy Leary, uma adaptação psicodélica do Tao Te Ching.

O nascer do sol não dura a manhã toda
Uma tempestade não dura o dia todo
Parece que meu amor acabou
E te deixou sem avisar
Mas nem sempre vai
Ser tão cinza
Todas as coisas devem passar

trecho da música em tradução literal

O assunto tanto da música quanto do poema é o tratamento da natureza transitória da existência humana, e na leitura de All Things Must Pass de George Harrison , palavras e música se combinam para refletir impressões de otimismo contra o fatalismo. Amplamente considerada como uma das melhores composições de George, sua rejeição por sua antiga banda provocou comentários de biógrafos e críticos. O crítico musical Ian MacDonald descreveu ela como “a música mais sábia nunca gravada pelos Beatles“, enquanto o autor Simon Leng a considera “talvez a melhor composição solo dos Beatles“. A gravação foi co-produzida por Phil Spector em Londres; apresenta um arranjo orquestral de John Barham e contribuições de músicos como Ringo Starr , Pete Drake (guitarrista referência do steel guitar), Bobby Whitlock (tecladista e vocalista do Derek and The Dominos), Eric Clapton e Klaus Voormann (baixista amigo dos Beatles).

I’d Have You Anytime

Georgie convidou grandes amigos para participarem do álbum, entre eles os já citados Eric Clapton, o ex- companheiro de Beatles Ringo Starr, mas também Billy Preston (que participou das gravações do álbum Let It Be dos Beatles), o guitarrista Peter Frampton, membros da banda BadfingerPhil Collins e Bob Dylan. Com este último, George Harrison escreveu I’d Have You Anytime em 1968, mas não a gravou até 1970 para seu primeiro álbum solo pós-Beatles, All Things Must Pass. Ele incluiu outra música de Dylan no álbum: If Not For You, que por sua vez Dylan incluiu em seu álbum New Morning e mais tarde foi um sucesso de Olivia Newton-John.

I’d Have You Anytime é certamente um “stunner” dos mais bonitos que George já fez, vai muito na onda espiritual indiana em que o ex-beatle passou a estudar e seguir com as ideias do pertencimento e como é o amor. Sobre a confecção da música George contou em uma entrevista:

Fui visitar Bob após aquele acidente em que ele quebrou o pescoço e ele estava muito quieto, parecia sem confiança. Foi isso que senti quando o visitei em Woodstock. Ele mal disse algumas palavras em dois dias. Bem, finalmente começamos a tocar um pouco e foi muito gostoso, com todas as crianças correndo e nós, ali, compondo. Acho que estávamos perto do feriado de Ação de Graças. Ele cantou uma canção, estava muito nervoso e tímido e perguntou o que eu tinha achado. Fiquei surpreso, porque eu adorava as coisas dele. Quando fui para a Índia, alguns anos antes, levei apenas um disco, que era o Blonde on Blonde. Acabei me sentindo mais próximo a ele, porque era alguém tão genial, tão importante e, ainda assim, estava totalmente nervoso e com baixa auto-estima. Aí eu me virei para ele e disse ”você escreveu canções brilhantes e ainda me pergunta o que achei?”. Então comecei a mostrar alguns acordes, porque Bob tem uma tendência a tocar acordes bem simples, básicos, enquanto eu pedia que escrevesse uma letra para mim. E assim surgiram rapidamente os primeiros versos. 

George Harrison

Para quebrar as barreiras que Dylan havia imposto durante a visita até aquela altura, George compôs:

Let me in here
I know I’ve been here
Let me into your heart
Let me know you
Let me show you
Let me grown upon you

Ao mesmo tempo, ia empurrando Dylan a usar algumas palavras de seu próprio vocabulário que Dylan respondia no coro:

All I have is yours
All you see is mine
And I’m glad to hold you in my arms
I’d have you anytime.

What Is Life

Originalmente a faixa foi dada para Billie Preston, essa é uma das faixas que mais recebeu contribuições, dentre elas os vocais de apoio dos “George O’Hara-Smith“, ninguém menos que o próprio George dobrando sua voz diversas vezes junto a Clapton e Whitlock. Segundo Bobby Withlock foi um momento de forte emoção que levou ele e Eric Clpton as lagrimas ao presenciar a performance de George. Ele estava escrevendo muitas canções religiosas na época, mas esta não era uma delas. A letra é direcionada a uma pessoa, não a Deus. Como fez na faixa dos Beatles Something , ele traz uma profunda declaração de devoção:

Diga-me, o que é minha vida sem o seu amor?
Diga-me, quem sou eu sem você, ao meu lado?

refrão da música What Is Life

Na época, Harrison ainda era casado com sua primeira esposa, Pattie Boyd. No Reino Unido, foi lançado como lado B de My Sweet Lord. Nos Estados Unidos, foi lançado como single, com Apple Scruffs como lado B.O primeiro álbum de George foi importante para movimentar a carreira de uma outra artista e essa música foi o ponta pé inicial. Olivia Newton-John – mais conhecida como a atriz no filme Grease, fez sua versão para What Is Life e If Not For You de Dylan presente neste álbum de George Harrison e chamou atenção das gravadoras.

Um cara chamado Alvaro Ortega fez uma animação para criar um clipe muito bem feito e divertido para a canção e certamente vai ser a melhor coisa que você vai assistir nesta matéria.

Beware Of Darkness

Nessa música, George Harrison adverte para não ser vítima da negatividade que nos cerca. Tendo passado pelo rompimento com os Beatles, ele experimentou intensa pressão e os muitos subprodutos desagradáveis ​​que vêm com o estilo de vida de estrela do rock. Há também um componente político aqui, enquanto ele canta:

Cuidado com os líderes gananciosos
Eles levam você aonde você não deve ir

Harrison frequentemente olhava para a espiritualidade como um meio de escapar da escuridão. Através dessa música ele conseguiu fazer com que os amigos que participaram do álbum descobrirem novas frentes, ao exemplo de Bobby Withlock que em entrevista para Song Facts que disse ter gravado e tocado um piano pela primeira vez para este som. Foi por conta da gravação do álbum que os integrantes do Derek and The Dominos e conheceram também.

George queria saber o que Eric e eu pensamos sobre montar uma banda para seu álbum. Eric e eu já estávamos conversando sobre isso, e já tínhamos conversado sobre ter Jim Keltner vindo e estar no projeto. Keltner foi o baterista original, e Carl Radle entrou também. Eles estavam em turnê, eles ainda estavam fazendo parte do Mad Dogs (álbum de Joe Cocker). Começamos bem na sessão. Fiz uma ligação, liguei para Carl Radle e Jim Keltner. Falei com eles que quando terminassem seus deveres viessem imediatamente. Mas como demorou, a disponibilidade de um baterista estava lá, e Jim Gordon aproveitou o momento. Ele estava lá e a necessidade era imediata, então ele preencheu a vaga.

Bobby Withlock

A única vez que George a tocou ao vivo foi no concerto em Bangladesh e rebebeu vocais principais na segunda parte da canção de Leon Rusel.

Isn’t It a Pity

No final de maio de 1970 , entre as dezenas de faixas que seriam consideradas e/ou registradas para seu álbum All Things Must Pass, Harrison resolveu abrir a gaveta e olhou com carinho para um número de canções não utilizadas que tinha escrito durante seus anos nos Beatles na década de 60, Isn’t It a Pity foi uma delas. Rejeitada por John e Paul durante as sessões de Get Back em janeiro de 1969. De acordo com o engenheiro do Abbey Road Geoff Emerick, no entanto, afirma que a canção tinha sido oferecida para o álbum Sgt Pepper, enquanto Mark Lewisohn declarou que foi discutida a inclusão a primeira vez durante as sessões de Revolver. De todo modo a última foi mais emblemática porque Harrison revelou que John Lennon tinha vetado a música pela terceira vez e então o guitarrista de forma irônica considerou oferecer a música para Frank Sinatra

George falou sobre a música em sua autobiografia em 1980  Isn’t It a Pity é sobre um relacionamento que chegou no ponto mais baixo… era uma chance de perceber que, se eu senti que alguém tivesse me deixado chateado, então há uma boa chance que eu estava deixando alguém triste também”. Em 2000,ele disse à Billboard É apenas uma observação de como a sociedade e a situação do término estava sendo para mim ou até como elas são. Levamos para dentro de nós, e esquecemos de dar a volta por cima. Isso foi realmente tudo o que era“.

Duas versões contrastantes da canção foram gravadas em Londres, em meados de 1970, durante as sessões de All Things Must Pass, as quais foram destinadas ao lançamento, desde o início. De acordo com Harrison, depois de gravar a primeira versão, como não tinha gostado, resolveu fazer a segunda que surgiu por acaso, quando um dos músicos de apoio começou a tocar a música durante uma sessão. A versão 2 é visivelmente mais lenta do que a mais conhecida. Tem os preenchimentos de guitarra de Eric Clapton, frases de piano de Tony Ashton, e arranjos de John Barham na versão dois. Essa seria a faixa em que Peter Frampton tocou aparentemente, mas não aparece nos créditos. O pianista Gary Wright, que passaria a colaborar regularmente com Harrison ao longo das décadas seguintes também é uma das figuras presentes na ficha técnica.

A versão mais animal desta música foi feita no concert for George por Eric Clapton com participação do filho de George – Dhani Harrison, Jeff Layne e Billie Preston, este último soltando o vozerão.

Wah-Wah

George Harrison escreveu esse som durante as sessões de Let It Be dos Beatles , depois que ele e Paul McCartney tiveram uma briga feia que levou George a abandonar o grupo em 10 de janeiro de 1969. As sessões estavam sendo gravadas para o documentário do mesmo nome do álbum, ao qual Harrison foi contra desde o início.

Um pedal wah-wah é um dispositivo usado para criar um efeito que não muda a nota tocada, como faz o oitavador, e sim atenua algumas frequências. Em uma entrevista para a revista Crawdaddy, Harrison explicou:

Essa era a música que estava sendo executada quando eu saí do filme Let It Be , há uma cena em que Paul e eu estamos discutindo e estamos tentando encobrir isso. Na cena seguinte eu não estou lá e Yoko está apenas gritando, fazendo seu número estridente. Bem, foi onde eu tinha saído e fui para casa escrever ‘Wah-Wah.’ Isso me deu um “wah-wah”, como se eu tivesse uma grande dor de cabeça com toda aquela discussão. Foi uma grande dor de cabeça.

The Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)

Esta canção foi inspirada pelo advogado inglês Sir Frank Crisp (1843-1919), que foi o proprietário original do Friar Park, que Harrison comprou em 1970. Um horticultor entusiasta, ele desenvolveu jardins públicos espetaculares no terreno de sua mansão. A canção de 1976 de Harrison, “Crackerbox Palace“, também foi inspirada em Friar Park. A viúva de Harrison, Olivia, lembrou-se ao The Sun em 12 de junho de 2009: “Eu amo essa música. George era um jovem – tinha 27 anos – quando a comprou. O jardim estava abandonado e coberto de vegetação. Seria preciso uma pessoa rara para olhar e dizer: “Isso é ótimo.” Mas ele apenas começou a restaurá-lo. É realmente um lugar lindo, lindo e foi só fazer isso por amor. “

Awaiting on You All

Nesta música, Harrison defende um relacionamento direto com Deus sobre a adesão aos princípios da religião organizada. Influenciado por sua associação com os devotos do Hare Krishna sediados em Londres, conhecidos como o Templo Radha Krishna, e pelos ensinamentos inspirados no Vedanta de Swami Vivekananda, o guitarrista canta o canto do nome de Deus como um meio de limpar e se libertar das impurezas do mundo material. Embora reconheça a validade de todas as religiões, em essência, as palavras de suas canções criticam explicitamente o Papa e o materialismo percebido da Igreja Católica – apesar de em um verso da EMI e da Capitol Records continuar a omitir nas letras do álbum. Ele também questiona a validade da campanha de John Lennon e Yoko Ono pela paz mundial em 1969, refletindo uma divergência de filosofias entre Harrison e seu ex-colega de banda após o interesse comum na espiritualidade hindu em 1967-68.

A crítica mais contundente de Harrison é dirigida ao Papa Paulo IV, nos versos: ” Embora o Papa possua 51% da General Motors / E a bolsa de valores é a única coisa que ele está qualificado para nos citar. ” Comparando esta declaração com a mensagem de Harrison em toda a canção de que Deus “espera por nós para despertar e abrir nossos corações“, concluindo com: “enquanto o Senhor se preocupa em ajudar os seres humanos a acordar, o Papa trata dos negócios“. 

Certamente, essa música é uma das mais emblemáticas do álbum e também foi executada no concert for Bangladesh.

Apple Scruffs

Essa música foi dedicada aos fãs dos Beatles de maneira positiva. “Apple Scruffs” era o nome que os Beatles davam aos fãs mais xiitas da banda, que praticamente moravam nos degraus do prédio da Apple, em Saville Row. George conta que a dedicação deles era tão grande que dois acabaram como empregados da Apple ou dos estúdios Abbey Road. Quando George escreveu a canção os convidou para ouvirem, levando os fãs ao delírio e às lágrimas.

O álbum ainda possui 13 faixas, mas resolvi focar apenas nestas dez para a matéria não ficar muito longa.

O QUE DISSE A MÍDIA?

Esse certamente é praticamente uma unanimidade dentre os críticos de música. Na época foi muito festejado e nos dias de hoje continua sendo considerado o melhor álbum da carreira solo de um Beatle, mesmo para aqueles que não tem George como seu beatle preferido, não há um que mesmo votando em outro não coloque All Things Must Pass como o segundo paqra não ferir a adoração ao “beatle rival”

Com seu próprio estúdio, sua própria tela e seu próprio espaço, George Harrison fez o que nenhum outro Beatle solo fez em All Things Must Pass : ele mudou os termos do que um álbum poderia ser.(…) Às vezes, parece que os Beatles inventaram tudo que vale a pena saber sobre gravações pop. O processo de fazê-los, o processo de venerá-los, a ideia de que os álbuns poderiam ser buscas como Ahab, engolindo seus criadores quase inteiros: Carregamos essas noções em nossas cabeças porque os Beatles os colocaram lá. Com seu tamanho, peso e atração gravitacional, All Things Must Pass reforçou que o álbum poderia ser um romance épico para uma época diferente.

Pitchfork, 2016

A produção tem proporções clássicas de Spectorian, Wagnerian, Brucknerian, a música de topos de montanhas e vastos horizontes. O som é frequentemente tão brilhante e dramático que é difícil não ser seduzido por ele, e tentamos em vão descobrir o que a música de George seria sem ele – um exercício fútil e provavelmente destrutivo de qualquer maneira. Os acompanhantes favoritos de todos – Whitlock, Gordon, Radle e Clapton – junto com Klaus Voorman e Alan White, fragmentos da Plastic Ono Band – tocam quase indistinguivelmente dos grampos da produção anterior de Spector: Larry Knetchel, Joe Osborne e Hal Blaine, em muitas das faixas.

Rolling Stone, 1971

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