Kula Shaker

Por Roani Rock

Bem vindo à mais uma categoria de conteúdo disponibilizado pela The Rock Life pra você, amante da boa música, mais precisamente do rock e metal.

Toda semana iremos indicar bandas – hoje no caso, indicaremos um artista – digamos, desconhecidas no grande cenário e pouco mencionadas nacionalmente. A ideia é apenas espalhar o som de bandas diferentes, “novas” e que não tiveram espaço aqui. Tentaremos focar naquelas que tiveram álbuns que não foram resenhados ainda. Do rock clássico ao metal extremo, aqui vale de tudo. Traremos uma beve explicação da banda e álbuns essenciais da discografia, sem muita aprofundação, o conceito do “Banda da Semana” é apenas disponibilizar novos nomes a vocês. Aproveitem.

QUEM É?

Iniciada em 1988 pelo guitarrista Crispian Mills e o baixista Alonzo Bevan, a banda inglesa se chamava Objects Of Desire, fcaram ativos até 1993 quando Mills fez uma jornada espiritual para a Índia. Ele ficou muito inspirado pelo que vivenciou e com os conhecimentos adquiridos voltou à Inglaterra, se reuniu com Alonzo, lhe fazendo a proposta um tanto audaciosa e diferenciada de unir Rock, Psicodelia e tradições indianas, formando assim o Kula Shaker com o percussionista Paul Winter e jay Darligton nos teclados. Segundo Mills , a banda mudou seu nome e direção na primavera de 1995, quando teve a epifania de que o grupo deveria ser chamado de Kula Shaker após um imperador do século IX e seguir uma direção mais espiritual.

POR QUE VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Essa união da religião indiana com o rock que só era vista anteriormente na década de 60 e 70 com os Beatles, Rolling Stones, The Who, The Byrds e outras bandas não tão comentadas atualmente, sempre renderam excelentes canções, mas esses grupos não chegaram ao ponto de utilizar nas canções rock elas inteiras em sânscrito, inclusive no título. Ao exemplo de Tattva, talvez um dos maiores hits dos caras do primeiro álbum do Kula Shaker que só perde para o Definitely Maybe, do Oasis, como o álbum de estreia mais vendido na Inlaterra.

Tattva significa “Verdade ou Realidade“. De acordo com várias escolas indianas de filosofia, um tattva é um elemento da realidade concebido como um aspecto da divindade. Eles realmente fazem músicas psicodélicas cheias de reverb e efeitos que soam como se o Love casasse ao som do Britpop, então de diferente dos Beatles e as bandas de setenta tem muita qualidade na mixagem deixando um ar moderno e mais peso nas distorcidas guitarras.

QUAL ÁLBUM VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Os caras possuem quatro álbuns em toda a carreira. Certamente a discografia dos caras é digna de ser escutada inteira, já que é de rápida audição. Mas é obviamente o primeiro e mais marcante, precisa ter a devida atenção. K de 1996 tem músicas atemporais como a já citada Tattva, Hey Dude, Govinda, Temple of Everlasting Light, Smart Dogs, Into the Deep e 303.

Prestar atenção também no segundo disco Peasants, Pigs & Astronauts que tem a excelente Shower Of Love e no terceirão Strangefolk que tem a sublime Song of love/ Narayana e a tiradora de sarro Great Dictator (Of The Free World). É legal que a sonoridade dos caras não muda tanto de um disco pro outro, eles se mantiveram fiéis a seu estilo um tanto único. Aparentemente a banda está se preparando para lançar seu quinto álbum em breve. É uma notícia excitante já que eles estão sem lançar nada de inédito a 10 anos.

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