Review: Dinosaur Pile-Up – Celebrity Mansions

Por Lucas Santos

Com a narrativa que tenta retratar a visão glamourizada do estilo de vida do rock and roll e suas consequências, aqui está um disco que passeia por diversas épocas Rock e Metal.

Lucas Santos

Gravadora: Parlophone Records
Data de Lançamento: 07/06/2019

Dinossaur Pile-Up é mais uma daquelas bandas que têm uma enormidade de influências na carreira, e tentam, de alguma forma, apresenta-las em seus trabalhos. Isso às vezes acaba se perdendo, mas no seu quarto álbum de estúdio, Celebrity Mansions, a banda dá um salto maior para se tornar a própria celebridade da vez.

Com a narrativa que tenta retratar a visão glamourizada do estilo de vida do rock and roll e suas consequências, aqui está um disco que passeia por diversas épocas Rock e Metal. Temos um pouco de Nirvana e alguns remendos do grunge, flertes com o Thrash Metal, passagens mais melodicas que lembram o indie e Power Pop e beats do Pop Rock. Isso funciona, mas eles brilham e empolgam quando as coisas ficam mais animadas e rápidas.

Thrash Metal Cassette é a ótima faixa inicial, com uma boa dose de comédia, energia e diversão. Back Foot segue a linha com um refrão pra deixar toda a platéia pulando de cima pra baixo. Matt Bigland além de ser um vocalista versátil – ele canta, grita, fraseia, partes mais suaves e graves com muita categoria – traz uma performance quase que teatral. Podemos notar quase que uma atuação de personagens diferentes em cada canção.

Matt Bigland lembra muito Kurt Cobain

A faixa título do álbum, por incrível que pareça, é uma das mais fracas, e destoam muito da sonoridade do restante do álbum, sendo uma tentativa frustrada de inovar pela metade do caminho. O mesmo acontece com Round The Bend. Apesar dos escorregões, Pouring Gasoline tem uma vibe do Foo Fighters, ainda mais no final quando Matt explode ao estilo Dave Ghrol. O final com Long Way Down e Professional Freak fica meio embolado e tende a não ir a lugar algum. Um exemplo claro de quando todas as ações inseridas ao longo do play se confudem e ficam distintas.

Um outro grande triunfo do álbum é o baterista Mike Sheils, transformando as levadas simples em algo bem sólido e com muita pressão, divisor de águas na sonoridade final. Algo que também é merito da produção, que maneja bem as diferentes influências introduzidas ao longo das 10 faixas.

Sem medo de inovar, e tentar abranger o som, o trio consegue trazer um leque de canções diferentes e igualmente divertidas. A sinergia entre instrumentos e vocais é uma coisa poderosa para se ouvir. Dinosaur Pile-Up realmente acertou em cheio e certamente entregou a mensagem, mesmo com alguns tropeços ao longo da jornada. Não sei se todos irão receber, mas eles fizeram a parte deles.

Nota final: 7/10

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