Wet Leg

Bem vindo à mais uma categoria de conteúdo disponibilizado pela The Rock Life pra você, amante da boa música, mais precisamente do rock e metal.

Toda semana iremos indicar bandas, digamos, desconhecidas no grande cenário e pouco mencionadas nacionalmente. A ideia é apenas espalhar o som de bandas diferentes, “novas” e que não tiveram espaço aqui. Tentaremos focar naquelas que tiveram álbuns que não foram resenhados ainda. Do rock clássico ao metal extremo, aqui vale de tudo. Traremos uma breve explicação da banda e álbuns essenciais da discografia, sem muito aprofundamento, o conceito do “Banda da Semana” é apenas disponibilizar novos nomes a vocês. Aproveitem.

QUEM SÃO?

Wet Leg é uma banda britânica formada em 2019 na Ilha de Wight – a mesma do famoso festival sessentista – pelas talentosas guitarristas e vocalistas Rhian Teasdale e Hester Chambers. Acompanhadas de músicos de apoio, começaram o projeto categorizado pela Pichfork como “carpetbagging definitivo” por diversão e por isso suas músicas não tem um significado certo. Elas lançaram seu álbum auto intitulado em abril levando muita gente do mainstream a loucura como Harry Styles que chegou a fazer um cover da música Wet Dream.

POR QUE VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Essa banda é voltada para quem curte uma onda mais alternativa do rock feito nos anos 2000. Elas talvez possam ser categorizadas como discípulas do Fraz Ferdinand mas elas receberam a benção de um ícone ainda mais relevante, Iggy Pop que deu como destaque a música Chaise Longue.

 Elas fazem de uma forma séria e um tanto debochada, inclinações em suas músicas que indo de um lado para para o outro dá para detectar notas flagrantes de Breeders , Parquet Courts, Wire, Pulp, Pavement, MGMT, the Strokes, Courtney Barnett, Blur, Elastica e mais um bilhão de bandas. As músicas são curtas, com muitas repetições o que dá também um pouco de aura punk a tudo. Acrescento aqui que a banda consegue ser ainda melhor ao vivo, fazendo o som seco do álbum ganhar alguma substância.

QUAL ÁLBUM VOCÊ DEVE ESCUTAR?

A banda acabou de lançar seu álbum de estreia e tem quatro anos de existência. O primeiro álbum é cativante por trazer esse frescor de tentativa e erro, de crueza e pouca preocupação, mas visando despontar ao estrelato – mesmo que na retórica diga que é apenas por diversão.

Dificilmente canções como Wet Dream e Chaise Longue sairão do repertório ao vivo num futuro longínquo, mas não para por elas o que há de bom aqui, têm momentos genuinamente engraçados em todas as partes do álbum. A maneira como Teasdale canta é uma das qualidades que definem a estreia também e Chambers traz uma aura rebelde de Runaways em seus riffs certeiros e backing vocals graves praticamente falados. Cara, as músicas são pervertidas e ultrajantes, dialogam com os jovens fãs de indie e com que está disposto de se deleitar com um pouquinho de entretenimento xucro. Recomendo fortemente vocês a entrarem nesse mundo do Wet Leg para se abstrair, até porque se for vir aqui como julgador, estará fazendo algo errado – então, bom proveito.

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