80 Anos de Paul McCartney – um tracklist de músicas “deixadas de lado” para celebrar o eterno Beatle

Não é qualquer um que chega aos 80 anos fazendo shows gigantescos em estádios tocando 40 músicas, praticamente três horas de shows ininterruptos. Paul é um workaholic conhecido, ouso dizer que os Beatles só acabaram por conta dos outros integrantes não saberem acompanhar o ritmo.

McCartney marcou sua carreira tanto na famosa banda dos rapazes de Liverpool, quanto pelo Wings, mas se resume só nisso. Sua carreira solo conseguiu trazer álbuns excêntricos e criativos o suficiente para navegar em qualquer direção, seja rock, música clássica, jazz, blues. Ele também sempre foi capaz de falar sobre qualquer assunto e colocar isso numa canção, seja amor, vida selvagem, submarinos amarelos, perda, algo que casasse com o projeto eletrônico Fireman e seu álbum dedicado ao jazz, Kisses On The Bottom.

Devido a essa pluralidade, resolvemos montar um tracklist com 16 músicas que passam batido no extenso material composto pelo baixista, essa vai para aqueles que não o acompanham e esperam só as mesmas músicas dos Beatles e dos tempos de Band On The Run. Separamos músicas que não possuem uma “grande importância”, algumas que se quer em termos de venda e repercussão na época em que foram lançadas foram grandes, mas que simplesmente são divertidas e mostram todo o poder de Paul como interprete e compositor. Todas as composições que estão aqui não foram fortes o bastante para prevalecerem com o tempo, frente aos grandes hits ficam esquecidas, o que fez com que elas não fossem tocadas nas turnês ou se quer algumas delas chegassem a ter versões ao vivo. Por isso quis trazer a vocês beatlemaniacos, metaleros e assíduos leitores do site, essa seleta lista para celebrarmos os 80 anos de vida de Paul .


Every Night

Uma das melhores do primeiro álbum solo de Paul. Ela poderia ter se tornado uma faixa dos 4 rapazes e Liverpool, mas Paul a segurou. Em meados da década de 1960, a música começou a ser desenvolvida durante as sessões de janeiro de 1969 do Twickenham Studios para Get Back/Let It Be dos Beatles: especificamente em 21 e 24 de janeiro de 1969 McCartney e seus companheiros de banda tocaram em torno da ideia musical inicial de McCartney, dando à música uma breve apresentação com John Lennon na guitarra slide. McCartney completou a música enquanto estava na vila de Benitses, em Corfiot, na Grécia onde ele e sua esposa Linda Eastman passaram férias em maio-junho de 1969, junto com a enteada de McCartney, Heather McCartney.

O principal ponto aqui é que dentre o repertório do primeiro disco, ela é a única que não soa melancólica ou uma faixa que represente o amor intenso do bealte por sua esposa. Ela tem um lugar especial no peito de cada fã dos Beatles e Paul a toca vez ou outra, mas não está sempre nos sets. Fica um vídeo com uma performance ao vivo com o Wings dando o apoio ao auge da voz de Paul.


Heart Of The Country

Faixa presente no disco que é o embrião do Wings, devido a inclusão do baterista Denny Seiwell neste projeto, o segundo da carreira solo de Paul, o RAM. Aqui vemos o baixista trazer um pouco de folk e a técnica scat singing, dando bastante movimento para a faixa que soa até um pouco jazz pela cadência e quebradas na melodia. Um som bem matinal, enfeitado pelo belo clipe do casal interagindo na fazenda escocesa em que Paul se refugiou ao fim do Beatles.

Em 1973, Paul McCartney realizou uma pequena versão de Heart Of The Country, como parte de um medley com Blackbird, Bluebird e Michelle, para o especial de TV James Paul McCartney . Em 1991, ela foi ensaiada em antecipação ao programa de TV Unplugged, mas acabou sendo excluída. Paul regravou ‘ Heart Of The Country ‘ no final de 2012 para um novo anúncio da Linda McCartney Foods promovendo sua nova linha refrigerada . Apenas um fragmento de 44 segundos foi lançado.


Some People Never Know

Em Wild Life, vemos um Paul começando a se estabilizar, com parceiros para agregar seu novo repertório. As questões que envolviam o mal resolvido fim da parceria com John Lennon ainda o afetava bastante, tanto que em Ram a música Too Many People, que era uma alfinetada velada, o que ele chamou de ‘diss track’, causou mais turbulência. No álbum de 1971 o baixista procurou dar uma amenizada tentando uma reaproximação com Dear Friend e Some People Know.

Podia ter entrado aqui até a faixa título do álbum por ser um belíssimo blues sobre preservação ambiental, mas a faixa que escolhi para essa matéria, apesar de nem ter sido single e não ter sido interpretada ao vivo é uma das faixas com mais similaridade com os Beatles nesse início de carreira solo do músico. Some People Know é uma balada que traz os vocais do casal McCartney em perfeita síncrona.


Silly Love Songs

Provavelmente a música mais popular desta lista dentro do catálogo de Paul. Decide não por nenhuma faixa que ele tenha escrito para os Beatles, mas bem poderia estar aqui Oh Darling!, faixa que John Lennon falou que achava que deveria ter sido ele a gravar os vocais. Declarações ácidas frente a Paul eram comuns por parte de Lennon e da imprensa que ainda o culpava pelo fim dos Beatles. Silly Love Songs apareceu pela primeira vez em março de 1976 no álbum Wings at the Speed ​​of Sound, depois foi lançada como single com Cook of the House em 1º de abril nos EUA e 30 de abril no Reino Unido. A música, que apresenta conotações de discoteca, foi escrita em resposta a esses críticos de música que acusaram McCartney de escrever predominantemente “canções de amor bobas” e “slush sentimental”. 

Em resposta, Paul compôs Silly Love Songs que tem como destaque e ponto alto da música um break onde ele faz contrapontos cantando uma parte da música, a Linda outra e o guitarrista Denny Laine cantando uma terceira.

Originalmente, eu escrevi essa música mais ou menos na época em que o tipo de material que eu fazia estava um pouco em desuso e você tinha Alice Cooper fazendo “No More Mr Nice Guy” e esse tipo de paródia pesada. Eu peguei um sentimento no ar de que as baladas estavam sendo consideradas sentimentais e as canções de amor muito sentimentais. Eu pensei – então o que há de errado com canções de amor bobas? Eu estava dando um golpe por belas canções de amor sentimentais. No filme este é o segundo grande número de estúdio que fizemos como se fosse um vídeo. Realmente, nós só queríamos usar a oportunidade de estar em um estúdio para nos vestirmos. A história do filme era que estávamos em um planeta e éramos uma caixinha de música que aparece todos os dias, toca uma música e desaparece.

Paul McCartney – Do livro “Give My Regards To Broad Street”, Pavilion Books, 1984

Wanderlust

Uma balada incrível presente em dois álbuns de Paul, Tug Of War de 1982 e Give My Regards to Broad Street, a trilha sonora do filme de mesmo nome, do ano de 1984 em uma versão ao vivo. No disco de tributo a Paul, The Art of McCartney de 2014, Brian Wilson, membro fundador dos Beach Boys, de prontidão a escolheu para interpretar. O que faz total sentido já que a harmonia é muito similar ao que se encontra no Pat Sounds, disco que é um dos preferidos de Paul McCartney, principalmente na versão do Give My Regrats que tem a adição de naipe de metais.

Nas duas versões temos Ringo Starr na batera e o naipe de metais de Philip Jones Brass Ensemble que Paul alegou ter usado pouco a participação deles e que foi uma experiência incrível ter eles na gravação. Sobre o que fez ele compor a canção, segundo Paul foi uma experiência pessoal enquanto estava de férias em família.

Estávamos gravando nas Ilhas Virgens para o álbum que se tornou London Town. Alugamos um estúdio móvel e colocamos em um barco e foi um feriado com as crianças e tudo mais. Durante esse tempo estávamos hospedados em um barco com um capitão muito machista que havia feito fortuna em condomínios. Nós brigamos com ele, e eu disse: “Quem quer ficar na sua banheira de merda?” e seguimos para um trimarã chamado Wanderlust. Então Wanderlust se associou à liberdade, rompendo com a opressão – vamos sair daqui. Anos depois escrevi essa música com base nessa experiência.

Paul McCartney – Do livro “Give My Regards To Broad Street”, Pavilion Books, 1984

Mull of Kintyre

McCartney explicou como a música surgiu:

Eu certamente amava a Escócia o suficiente, então criei uma música sobre onde estávamos morando: uma área chamada Mull of Kintyre. Era realmente uma canção de amor, sobre como eu gostava de estar lá e imaginar que estava viajando e querendo voltar para lá.

Mull of Kintyre foi gravado em 9 de agosto de 1977 no Spirit of Ranachan Studio em High Park Farm na Escócia, durante uma pausa na gravação do álbum London Town causada pela gravidez avançada de Linda McCartney. A música apresentava gaitas de foles tocadas pela Campbeltown Pipe Band da vizinha Campbeltown.

A música foi o maior sucesso do Wings na Grã-Bretanha, onde se tornou o número um do Natal de 1977, e foi o primeiro single a vender mais de dois milhões de cópias em todo o país.


Figure Of Eight

É o quarto single do disco Flowers in the dirt, que saiu no fim dos anos 80. Figure of eight foi lançada em compacto, single em 12 polegadas e CD apenas no Reino Unido, onde chegou à 42ª posição das paradas. É um rock bem a caráter das músicas populares da época, foi a faixa escolhida por Paul para divulgar a turnê do álbum no Brasil que tem composições feitas em parceria com Elvis Costello.

Aqui temos um dos melhores vocais de Paul devido ao quão difícil é chegar nas notas, ela parece ter saído do repertório devido ao fato de precisar de uma extensão com vocal mais agudo e gritado. Para um cara que canta Helter Skelter todas as noites não parece ser um desafio, mas não é uma faixa tão preciosa para ser trazida de volta a tona nas tours também.


Put It There

Essa é uma das grandes baladas já compostas por Paul, mas hoje soa como o patinho feio frente ao direcionamento que suas composições tomaram. O Flowers In The Dirty inteiro foi pouco rebuscado por Paul no passar dos anos e décadas. De acordo com o encarte de Geoff Baker, a música foi lançada como single por causa da multidão parisiense dos shows no Palais Omnisports em outubro de 1989, enquanto as meninas estavam agarrando parceiros e balançando ao som de Put It There.

Put It There é também o nome de um documentário de uma hora sobre a produção de Flowers in the Dirt , produzido por Chips Chipperfield e dirigido por Geoff Wonfor (que mais tarde fez The Beatles Anthology), originalmente lançado em setembro de 1989 e posteriormente incluído na versão remasterizada de 2017 do álbum. Apesar dessa pompa toda, acredito que mesmo tendo sido um disco muito elogiado, sendo mencionado como a volta de McCartney ao estilo do fab four, sendo nomeado ao grammy e brit awards, acredito que no percurso até aqui tenha ocorrido desavenças com Costello ou má vontade de Paul com o álbum que poucas vezes teve suas músicas sendo executadas ao vivo pós turnê de 90.


Hope Of Deliverence

Lançada em 1993, a canção que tem uma pegada mais espanhola, meio flamenca, ficou seis semanas nas paradas britânicas.  alcançou o número 18 no UK Singles Chart e se tornou um dos cinco maiores sucessos na Áustria, Canadá, Itália, Noruega e Suíça. Já na Alemanha, alcançou o melhor desempenho, com a terceira posição.

A faixa dividiu a mídia que sempre coloca uma pressão enorme para que Paul atingisse algum deslumbre dos tempos de Sgt Peppers ou Abbey Road, mas dentre críticas teve elogios como esse do Larry Flick da Billboard: “O lendário artista continua a abraçar visões calorosas e positivas neste primeiro vislumbre de sua próxima coleção Off the Ground. Um arranjo suave e ancorado em um ritmo alegre. Influências culturais espanholas e palmas ‘dá à faixa uma vibração única e refrescante que agradará os programadores nos níveis pop, AC (American Contemporany Music) e rock. Como a visita de um velho amigo querido.”

Estava em hiato até que McCartney a apresentou novamente em Bogotá, Colômbia, em 19 de abril de 2012. Desde então, esporadicamente aparece nos sets dos shows.


Flaming Pie

Finalmente trago um rock ‘and’ roll pra lista. Flaming Pie é um disco um tanto família para Paul. E percebemos uma nova dinâmica graças ao apoio de Jeff Lyne que produziu o álbum e trouxe Ringo e George Martin para participar da brincadeira. O que possibilitou Paul de voltar a suas raízes.

O álbum contou com vários membros da família e amigos de McCartney, mais notavelmente o seu filho, James McCartney na guitarra elétrica. No encarte de Flaming Pie , Paul disse: ” [The Beatles Anthology] me lembrou os padrões dos Beatles e os padrões que alcançamos com as músicas. Então, de certa forma, foi um curso de atualização que definiu a estrutura para este álbum.”.


Souvenir

Essa é uma canção soul flertando com o lado psicodélico de Paul, ela está presente no álbum Flaming Pie que já comentamos ter uma aura familiar e a volta de Paul aos tempos de fab 4. Escrita durante umas férias relaxantes na Jamaica em janeiro de 1995, a gravação de estúdio posterior de Souvenir mostrou Paul ansioso para replicar a atmosfera fácil de sua demo original, que carregava os sons adicionais de um telefone tocando e chuva tropical. Assim, a demo foi colocada na fita multi-faixa como um guia para a gravação em estúdio e cada elemento do original foi cuidadosamente ouvido e replicado. A coda de 78 rpm foi adicionada depois que Jeff e Paul viram o co-engenheiro Jon Jacobs carregando um chaveiro com um sampler de som embutido. O efeito vocal final foi adicionado usando isso como meio.

Eu gosto de algumas músicas porque elas podem ser regravadas por um cantor negro. ‘The Long And Winding Road’ foi escrito com Ray Charles em mente. Este era como Wilson Pickett. Eu poderia imaginar alguém realmente lidando com isso. Eu gravei uma demo da faixa quando estava de férias na Jamaica e estava ansioso para ficar perto da sensação do take original quando comecei a trabalhar na faixa na Inglaterra com Jeff Lynne. Eu disse a Jeff: ‘Vamos fazer esta demonstração, mas em vez do que normalmente fazemos, tirar todas as informações e renová-las, e destruí-las. Vamos nos certificar de que tudo o que está acontecendo seja pelo menos tão bom e tenha o sabor da demo.’ Essa música é uma das minhas favoritas. Estou ansioso, espero, por um cantor de R&B fazendo isso. Eu teria adorado como single, mas sabia que ninguém no mundo jamais o teria escolhido como single.

Paul McCartney, de Badman, Keith. The Beatles: Off The Record 2 – O sonho acabou

Heather

Aqui já temos a participação dos membros da banda de apoio mais duradora de Paul, formada por Gabe Dixon nos teclados, o batera Abe Laboriel Jr e Rusty Anderson nas guitarras ajudando na gravação desse som maravilhoso que podemos até alegar que é uma música de rock progressivo, guardadas as devidas proporções. Esse disco traz um Paul mais sóbrio após a morte da sua esposa em 98 e o fantástico álbum Run Devil Run de 1999, em que Paul formou um all star team com David Gilmour e o baterista Ian Paice, do Deep Purple, para gravar alguns rocks antigos e algum material novo.

Com vocês Paul falando sobre a canção em uma entrevista publicada em paulmccartney.com em novembro de 2001 que serviu para deixar os fãs antenados sobre o novo álbum Driving Rain:

‘Heather’ – há uma história engraçada sobre essa faixa. Na verdade, aconteceu de manhã cedo. Eu levantei e estava tocando piano e Heather, que não conhece todas as músicas dos Beatles porque ela é jovem, disse ‘Isso é ótimo – que música dos Beatles é essa?’ Eu disse ‘não é, só estou inventando’. E ela fica tipo ‘O quê? Agora? Fazendo as pazes agora? Sim. De repente ela está dizendo ‘Abaixe! Você tem que anotar isso, gravá-lo em uma fita, agora! Eu estou dizendo ‘Não, está tudo bem, eu estou apenas brincando’, mas ela está insistindo ‘abaixe isso!’, então nós encontramos um pequeno ditafone e colocamos nele. E então ela disse ‘A propósito, como se chama?’ ‘Oh’, eu disse, ‘Chama-se ‘Heather’


Nothing Too Much Just Out Of Sight’

Essa é uma verdadeira porrada, um blues moderno que Paul gravou para seu projeto The Fireman com o baixista do Killing Joke e produtor musical Youth. Northing Too Much… está presente no terceiro disco do duo que se tornou o mais popular por conta dos músicos tirarem seus nomes do anonimato da produção, o que rendeu uma boa repercussão para as vendas do álbum.

Esse projeto tem uma pegada mais moderna flertando com a música eletrônica, A dupla pegou emprestou o título “Electric Arguments” para nomear o disco do poema “Kansas City to St. Louis” de Allen Ginsberg. McCartney afirmou que isso ocorreu porque “ele está olhando para a beleza das combinações de palavras em vez de seu significado”.

Uma versão editada de Nothing Too Much Just Out of Sight estreou na BBC Radio 1 em 29 de setembro de 2008. Parece que a música recebeu esse nome por conta de uma expressão usada por Jimmy Scott:

Um cara que costumava frequentar os clubes usava um sotaque jamaicano, e dizia coisas como “OB-la-di, ob-la-da, life’s goes on, bra”, e ele ficou irritado quando eu fiz a música com esses dizeres, porque ele queria usar. Eu disse: “Vamos, Jimmy, é apenas uma expressão. Se você tivesse escrito a música, você poderia ter tirado uma casquinha.” Ele também costumava dizer: “Nada é demais, apenas fora de vista”. Ele era apenas um daqueles caras que tinham ótimas expressões, você sabe.

Paul McCartney – Entrevista com a Playboy , 1984

Ever Present Past

Muito antes das dancinhas de Tik Tok, Paul trazia para canção Ever Present Past do maravilhoso álbum Memory Almost Full, uma coreografia que se ela fosse lançada por um artista que está bombando atualmente talvez se tornasse até um grande hit sampleado por muitos rappers. Essa é mais uma que tem Paul sendo creditado em todos os instrumentos. A produção ficou por conta de David Kahne que já trabalhou com o The Strokes e Lana Del Rey.

Às vezes eu apenas sento e tento escrever uma música pop. Eu fiz isso ao longo da minha vida e é uma coisa interessante de se fazer, tentar fazer algo cativante. Esta garota começa assim, ‘I’ve got too much on my plate (Eu tenho muito no meu prato).’ E tendo isso como ponto de partida na maneira como escrevo, apenas sigo esse pensamento e coloco no papel e questiono: ‘O que eu quis dizer com isso? Explique-se.’ Depois que eu peguei o verso, essa ideia do meu passado, meu passado sempre presente, surgiu. Não há nenhum significado profundo nisso. Acho que o que acontece comigo é que eu apenas escrevo algo e as pessoas leem. Eu gosto disso, porque muitas vezes você faz as coisas de forma subliminar e não percebe o que está fazendo. Então, eu posso pensar que uma afirmação é bem simples, mas outra pessoa pode dizer: ‘Sim, mas isso significa isso…’ Eu gosto de múltiplos significados. No entanto, muitas vezes eu começo com uma frase que é realmente apenas para me ajudar a escrever a música e me levar para a próxima parte.

Paul McCartney – entrevista com Mail On Sunday , 12 de maio de 2008

See Your Sunshine

See Your Sunshine é minha música preferida do Paul McCartney e digo isso simplesmente pela letra solar e pelo baixo presente aqui, meu preferido de todos os tempos. Esta é uma música do álbum de 2007 Memory Almost Full, que considero um dos melhores também. Então, realmente rasgo seda para esse álbum.

A música foi escrita com Heather Mills McCartney, a segunda esposa de Paul, de quem ele se separou em maio de 2006.

Essa é praticamente uma canção de amor para Heather. Muito do álbum foi feito antes, durante e depois da nossa separação. Eu não voltei e tirei nenhuma música para fazer com ela. Essa foi escrita durante um bom tempo com Heather. Não quero negar esses tempos. Quando você está passando por uma separação, é sempre tentador deixar tudo isso para trás, mas não acho isso certo.

Paul McCartney, de Mirror.co.uk , 22 de junho de 2007

Eu já tinha gravado a maior parte da música, e quando chegou a hora de colocar o baixo eu toquei de uma forma bem direta. Então eu estava brincando, porque eu achava que estava feito, então só para meu próprio prazer eu comecei a brincar, brincar demais, e depois eu brinquei com o produtor, dizendo, ‘Uau – isso foi demais!’ Então ele disse: ‘Não, isso é ótimo – faça outra tomada como essa. Acho que é exatamente disso que a música precisa.’ Isso foi perigoso, porque eu tirei todos os truques que aprendi dos livros e me diverti tocando. Mas quando eu escutei tudo parecia fazer sentido. Eu estava indo para onde normalmente não iria, fazendo notas que eu achava que não eram necessárias, mas de alguma forma se encaixava. Acho que fiz tudo em duas tomadas.

Paul McCartney – entrevista com Mail On Sunday , 12 de maio de 2008

Goodnight Tonight

Goodnight Tonight começou como uma faixa instrumental que McCartney havia gravado em 1978. Precisando de um single para o Wings para acompanhar o álbum Back to the Egg, McCartney pegou a faixa e a trouxe para o estúdio, onde a formação completa do Wings colocou suas partes. Laine e Laurence Juber adicionaram guitarras elétricas, espelhando as partes de Paul e Holley adicionou percussão, enquanto toda a banda cantava no refrão.

Como a faixa tinha mais de sete minutos de duração, uma versão editada foi usada como single, com a versão completa disponível como single de 12 polegadas. Um videoclipe foi feito para a música, mostrando Wings se apresentando em trajes da década de 1930; fotos do vídeo foram usadas na manga do single. Nos EUA, o single foi o primeiro lançado sob o novo contrato de McCartney com a Columbia Records. Notável por seu som com inflexão de discoteca e pausa de guitarra flamenca espirituosa. Ela atingiu o número cinco no Reino Unido e nos Estados Unidos durante o ano de 1979.

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