Review: Junkyard Drive – Electric Love

Electric Love marca uma nova maturidade no universo do grupo. Armado com riffs sólidos e ferozes, o álbum expõe uma sinceridade até então inédita nos temas líricos.

Lucas Santos

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Gravadora: Mighty Music
Data de lançamento: 13/05/2022

Gênero: Hard Rock
País: Dinamarca


Existem poucas sensações no meio da música que são tão satisfatórias e intrigantes quanto conhecer uma banda “velha”, gostar de seu material antigo e descobrir que um lançamento de inéditas está a caminho em breve. Foi esse o meu primeiro contato com os dinamarqueses do Junkyard Drive, que mesmo dentro do prolífico cenário de hard rock europeu me chamou a atenção e me fez escutar primeiro o seu álbum de 2018 chamado Black Coffee. Eu gostei do que ouvi e logo em seguida recebi uma promo da Mighty Music com o terceiro álbum de estúdio do quarteto, o Electric Love. Não pude deixar de conferir e escrever um pouco sobre minhas impressões.

Desde 2014, o Junkyard Drive é uma realidade. Com mais de 100 shows realizados, mais de cinco milhões de streams e dois discos de estúdio, eles fincaram solidamente sua bandeira no cenário do hard rock europeu e internacional, tocando em grandes palcos como o do Sweden Rock Festival e fazendo grandes turnês com, por exemplo, o Eclipse. Após o sucesso de Black Coffee (2018), a banda teve tempo de sobra para realizar os trabalhos de um próximo álbum que deve ser o divisor de águas do grupo dinamarques.

Electric Love marca uma nova maturidade no universo do grupo. Armado com riffs sólidos e ferozes, o álbum expõe uma sinceridade até então inédita nos temas líricos. As temáticas mais adoslecentes deram lugar a histórias mais maduras sobre autodesenvolvimento, tensões internas e amor. Mostrando um crescimento natural dos 4 integrantes à amostra, mas sem perder aquela atitude, tensão e amor pelo hard rock que fez o nome da banda desde a sua fundação O álbum foi gravado no lendário Medley Studios, em sua terra natal, e foi produzido por Soren Andersen (Glenn Hughes, Jesper Binzer, Electric Guitars) e mixado/masterizado por Erik Martensson (Eclipse).

O álbum tenta captar toda aquela sonoridade mais crua do Rock N’ Roll, a atitude está estampada logo nos primeiros segundo da abertura Let It Burn que segue ecoando na faixa título. Existe uma forte influência da mistura blues rock que foi masterizado pelo Cinderella nos anos 80 em Mr. Rock N’ Roll e Let Me Love You, mas o que realmente me chamou a atenção em Electric Love foram a balada The Wonderland Of Temptations e a country/blues/balada Mama, mostrando traços mais suaves de composições diferenciadas que a banda pode fazer, sem tirar a pureza e atitude do seu hard rock.

Electric Love soa mais polido e mais pensado que Black Coffee, mas ao mesmo tempo soou menos pesado e com menos “punch” que o seu antecessor. O blues rock é a maior influência em suas composições, mas eles acertam quando aceleram um pouco mais e quando caminham mais lentamente. Eu esperava um pouco mais de impacto nesse terceiro trabalho mas o resultado final é outra sólida afirmação do porque o Junkyard Drive é uma das bandas mais interessantes do hard rock europeu.

Nota final: 7,5/10

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