Review: Black Swan – Generation Mind

Mais uma vez gravada no estúdio caseiro de Pilson em Los Angeles, Generation Mind é a combinação inspiradíssima dos talentos musicais dos instrumentistas da banda, bem como a voz poderosa de McAuley, que parece desafiar a idade quanto o swing e pegada de Reb Beach que parece transmitir uma versã mais precisa e fluída dos seus tempos áureos no Winger.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers
Data de lançamento: 8/04/2022

Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos


O vocalista Robin McAuley (McAuley Schenker Group), o guitarrista Reb Beach (Winger, Whitesnake), o baixista Jeff Pilson (Foreigner, The End Machine, ex-Dokken) e o baterista Matt Starr (Ace Frehley, Mr. Big), também conhecido como Black Swan voltou com um segundo álbum, Generation Mind. Continuando de onde seu impressionante e bem recebido álbum de estreia Shake The World parou, o quarteto mais uma vez oferece uma poderosa declaração de hard rock. Com todo o álbum escrito e composto por McAuley, Pilson e Beach e produzido por Pilson, Generation Mind vê o Black Swan como uma unidade ainda mais coesa e focada desde sua estreia.

Mais uma vez gravada no estúdio caseiro de Pilson em Los Angeles, Generation Mind é a combinação inspiradíssima dos talentos musicais dos instrumentistas da banda, bem como a voz poderosa de McAuley, que parece desafiar a idade quanto o swing e pegada de Reb Beach que parece transmitir uma versão mais precisa e fluida dos seus tempos áureos no Winger. Pesado, intensamente melódico e um álbum que certamente não é uma mistura dos membros de outras bandas, mas é uma entidade sonora única.

Generation Mind é uma fatia matadora de hard rock/metal melódico de músicos experientes que desafiaram todas as expectativas em sua estreia por terem se consolidado musicalmente de forma tão coesa. E agora, tendo estabelecido uma assinatura sonora mais forte e estando mais em sintonia com as composições um do outro, eles pegaram o debut e o levaram para o próximo nível nesse novo álbum.

A faixa título é um hino grandioso com momentos épicos e solos extravagantes. Eagles Fly é um dos pontos mais altos (mesmo sendo difícil de fazer destaques individuais) com todo o seu swing e riff matador. Long Way Down ativa a sexta marcha e passa em alta velocidade e Killer On The Loose é responsável por aquele refrão grudento e animado.

Temos a “balada do disco” com a faixa How Do You Feel e momentos de mid-tempo com I Will Follow e Miracle. Um pouco de tudo, ou seja, se você é um fã das outras bandas dos membros ou novo na cena hard rock dos anos 80 e está apenas mergulhando, Generation Mind é um disco que se encaixa em qualquer cenário, alinhado a excelente produção, cheia e com pressão principalmente na bateria e baixo e com timbres arrebatadores de guitarras, não tem erro.

Se não fosse pelos trabalhos anteriores de seus integrantes em grupos importantíssimos do hard rock, eu diria que Generation Mind é o auge de todos eles. Difícil de cravar exatamente, mas deu liga… muita. Todo aquele potencial em Shake The World foi entregue, e esse é certamente um dos álbuns mais incríveis de hard rock de um “supergrupo” já feito.

Nota final: 9/10

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