Review: Avril Lavigne – Love Sux

Por Lucas Santos e Roani Rock

Os anos passaram e parece que o “revival” está mais forte do que nunca. Liderado por Machine Gun Kelly e Travis Barker, parece que não só novos artistas abraçam essa onda, mas a volta dos considerados “desbravadores” é eminente e bem vinda.

Lucas Santos

Confira mais Rock:
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Eddie Vedder – Eartling
Billy Talent – Crisis Of Faith

Gravadora: DTA Recods/Elektra Records
Data de lançamento: 25/02/2022

Gênero: Pop Punk
País: Canadá


Este ano marca 20 anos desde que a celebrada matriarca do pop punk canadense lançou seu single de estreia Complicated, em um mundo desavisado e totalmente diferente, se tornando assim uma das faces da febre do pop punk que dominou o mundo no começo dos anos 2000. Os anos passaram e parece que o “revival” está mais forte do que nunca. Liderado por Machine Gun Kelly e Travis Barker, parece que não só novos artistas abraçam essa onda, mas a volta dos considerados “desbravadores” é eminente e bem vinda.

Devido ao sucesso da resenha do útlimo álbum do Slash, resolvemos mais uma vez fazer uma resenha diferente, expor 2 opiniões dos nossos “críticos” mais ativos aqui no blog a respeito do novo trabalho de Avril e companhia. Espero que curtam esse novo formato.

Roani Rock:

Se Travis Barker realmente está empenhado em trazer o som do Pop Punk de volta ao mainstream não tem melhor garantia de êxito do que um disco da Avril Lavigne. O “êxtase” que Avril sentiu ao saber que os jovens estão voltando a escutar pop punk ao ponto de animar ela de regressar ao estilo, conquista também toda uma galera que hoje está na casa dos 30/40 anos. Interessante pensar que se alguém sentia vergonha de gostar dela na adolescência, hoje reclama por não ter mais sons como o dela e reverência. Crescer escutando esse tipo de som e ver ele sendo apreciado com tanto gosto pelos jovens nos traz esperança de ver novas gerações de boas bandas de rock.

Com Love Sux, Avril e Travis fizeram um arrasa quarteirão, a começar pelo fato que a nostalgia consome o ouvinte de imediato. Não só por conta da aparência da cantora que ao longo dos anos não sofreu mudanças significativas, mas também sua voz irretocável (apesar de todos os efeitos e auto-tune para afinação e extensão da voz) já o baterista continua tocando com a mesma fibra do início do Blink 182, com muito mais experiência, sem perder em ponto algum a precisão e potência. Por falar na banda, atinge no peito com força a presença de Mark Hoppus em All I Wanted, principalmente por conta da música ser uma das melhores do álbum.

Nas letras ainda temos os ares de uma jovem que não cresceu e vive os dramas de maus relacionamentos amorosos. Parece até piada se pensarmos que ela já tem 37 anos, mas incrivelmente tudo soa muito verdadeiro. Não quero acusar ser tipo uma síndrome de Peter Pan, o que quero dizer com verdade é que a postura e forma de passar a mensagem de um jeito “go fuck yourself “como visto em Break Of A Heartache parece com a Avril de 2000 cantando.

O repertório é muito bom e o disco não dá uma pausa até a chegada da fraca Avalanche. Destaque para a primeira música Cannonball, o hit Bite Me, Love It When You Hate Me que tem participação do rapper Blackbear, Kiss Me Like The World Is Ending, a já citada All I Wanted e a faixa título, temos um som agitado e na pressão com efeitos modernos e repleto de diversão, tão bom quanto o primeiro da moça, arrisco a dizer.

Nota final: 8,5/10

Lucas Santos:

A nostalgia me pegou de imediato quando botei Love Sux para tocar. Sem brincadeira, eu escutei esse álbum o fim de semana inteiro sem parar. Faz 15 anos, desde The Best Damn Thing (2007), que Avril não lançava nada de muito relevante, pelo menos pra mim, e ter a artista “de volta” nesse pop punk revival é totalmente compreensivo e muito bom.

Produção, músicas e participações são o ponto alto do álbum. Mark Hoppus, MGK e Blackbear (que convenhamos, participam de tudo que é álbum rs) deixam sua marca mas não sobrepõem o brilho de Avril. Travis parece que põe a bateria no volume 11 e os timbres de guitarra, mesmo que com passagens simples, são fortes e muito bons. A primeira parte do disco, até a faixa Avalanche é perfeito, depois ocorrem uns altos e baixos, mas faixas como a abertura Cannoball, All I Wanted, Kiss Me Like The World Is Ending e Bite Me trazem aquela aura de nostalgia e saudades dos bons tempos.

As letras são a parte mais fraca do álbum. É óbvio que eu não esperava que de repente ela fosse escrever e cantar sobre problemas sociais, guerra na Ucrânia ou protestar contra o metacapitalismo, mas no fundo, desejava um pouco mais de maturidade de uma mulher de 37 (!!!) anos. Essa eu deixo passar. Afinal, eu não posso brigar com a minha primeira crush.

Love Sux me fez reviver ótimos momentos em um curto período de tempo. Neste momento ele não me traz tanta euforia ou nostalgia, mas ainda sim, é um ótimo recomeço para um dos maiores nomes da história da música moderna. Seja para se conectar com os antigos fãs ou se apresentar a nova geração, mais Avril Lavigne, por favor.

Nota final: 7/10

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