Review: The First 21 – How I Became Nikki Sixx

Por Lucas Santos

Ainda surfando na onda do estrondoso sucesso da cinebiografia do Mötley Crüe, The Dirt, citada algumas vezes durante o livro, Nikki resolveu contar a história precedente à formação do Crüe, quando ainda era o pequeno Frank Ferrana.

Lucas Santos

Editora: Hachette Books
Data de lançamento: 19/10/2021
Língua: Inglês


Entender a importância de Nikki Sixx para a música, não somente nos anos 80 mas também para as décadas seguintes, é perceber toda a influência que o principal pilar de uma das maiores bandas de todos os tempos ainda é muito relevante no cenário do rock/metal alternativo. Ainda surfando na onda do estrondoso sucesso da cinebiografia do Mötley Crüe, The Dirt, citada algumas vezes durante o livro, Nikki resolveu contar a história precedente à formação do Crüe, quando ainda era o pequeno Frank Ferrana. Dito e feito. O livro começa com uma passagem recente por volta de 2018, uma forma de situar o leitor no tempo, mas

A edição de First 21 que escolhi foi a do audiobook pelo aplicativo Audbile, da Amazon. Infelizmente, até o momento, só existe a versão em inglês, essa que é narrada pelo próprio Nikki Sixx em uma jornada que dura quase seis horas. Esse não é o primeiro audibook que escuto com narrações dos próprios autores. As biografias de Sebastian Bach, Bruce Dickinson e o novo livro do Dave Grohl, The Storyteller foram outras experiências que tive dessa forma e eu não me canso de recomendar esse “novo jeito” de ler uma biografia. Sempre vou optar por essa opção ao livro físico.

A biografia percorre toda a juventude agitada de Sixx em relatos nunca antes compartilhados pelo baixista até acontecimentos mais conhecidos pelo público. Da mudança definitiva para Los Angeles, o surgimento da banda pré Mötley Crüe, London, até a mudança de seu nome no cartório para oficialmante se tornar Nikki Sixx. Interessante aspectos da juventude de Nikki são abordados durante a narrativa. As constantes mudanças de cidade e estados, a relação conturbada com a mãe (algo que foi abordado de maneira dramática no filme), a paixão de Nikki pelo futebol americano e seus primeiros contatos com a música e rock n’ roll. Tudo isso de uma maneira muito fluída e com ricos detalhes que ajudam a entender (um pouco mais) todos os problemas futuros que Sixx viria a ter. Principalmente com a heroína.

Sem dar muito spoiler, as minhas passagens preferidas da biografia são os relatos íntimos de quando Nikki muda com os seus avós Nona e Tom após incontáveis problemas com sua mãe, as histórias e “travessuras” de seu tempo morando na pequenina cidade de Jerome no estado de Idaho, e de como a ideia da Stadium Tour – turnê massiva com Joan Jett, Poison e Def Leppard – surgiu após um despretencioso jogo de beisebol.

Uma leitura/audição fácil que é recomendada à todos os fãs de Mötley. O fato da narrativa do audiobook ser do próprio Nikki Sixx ajuda na imersão das memórias, além de Nikki ter uma voz profunda e muito clara. (Ele certamente poderia narrar outros audiobooks não só com as suas histórias).

Espero que curtam a minha primeira resenha de um livro aqui.

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